Roberto Godofredo Christophersen Arlt (Buenos Aires, 2 de abril de 1900 — Buenos Aires, 26 de julho de 1942) foi um novelista, contista, dramaturgo e jornalista argentino, natural do Bairro de Flores, filho de pai alemão e mãe italiana.Saítta, Sylvia. «El nombre secreto de Roberto Arlt: hallaron su partida de bautismo», diario Clarín, 27 de julio de 2011. Consultado el 27 de octubre de 2013 Um dos mais importantes escritores argentinos do Século XX, especialmente por O Brinquedo Rabioso (1926), Os Sete Loucos (1929), Los Lanzallamas (1931), El Amor Brujo (1932) no campo romanesco, ele é considerado o primeiro autor moderno da República Argentina.

Carreira A partir da década de 1930 aventurou-se no teatro e na última fase da vida escreveu apenas neste gênero, com trilhas importantes no teatro, com obras como Trezentos Milhões (1932), A Ilha Deserta (1937), rompendo com o realismo e abordando os problemas da alienação através da duplicação da cena. Por conta disso, é considerado um precursor do teatro social argentino e de correntes posteriores, como o absurdo e o existencialismo.

Na imprensa argentina, suas variadas gravuras que eram publicadas semanalmente no jornal El Mundo. Arlt utilizou essas colunas para comentar, em seu estilo caracteristicamente direto e despretensioso, sobre as peculiaridades, hipocrisias, estranheza e beleza da vida cotidiana na capital argentina.

A figura de Arlt permaneceu principalmente nas sombras, ou na vanguarda literária, durante grande parte dos anos 40, 50 e início dos anos 60, quando sua obra experimentou um ressurgimento progressivo graças ao trabalho de críticos como o falecido Ricardo Piglia. A literatura artltiana tem nuances fundamentalmente sombrias, seus personagens tendem a ser idealistas relacionados ao filo-marxismo - às vezes de forma explícita, como no caso do personagem do Astrólogo, em Os Sete Tolos e outras vezes nem tanto, como por exemplo, os empregados da companhia de navegação na Ilha Deserta. A miséria humana e as paisagens sombrias e negligenciadas abundam em sua obra, como as que ele retrata permanentemente na contrastante Buenos Aires do início do século.

Bibliografia El diario de un morfinómano (1920) El juguete rabioso (1926) Los siete locos (1929) Los lanzallamas (1931) El Amor brujo (1932) Aguafuertes porteñas (1933) El jorobadito (1933) Aguafuertes españolas (1936) El criador de gorilas (1941) Nuevas aguafuertes españolas (1960)

Obra teatral El humillado (1930) 300 millones (1932) Prueba de amor (1932) Escenas de un grotesco (1934) Saverio el Cruel (1936) El fabricante de fantasmas (1936) La isla desierta (1937) Separación feroz (1938) África (1938) La fiesta del hierro (1940) El desierto entra a la ciudad (1952) La cabeza separada del tronco (1964) El amor brujo (1971)

Obras traduzidas para o português

Os sete loucos. Tradução de Janer Cristaldo Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982.

As feras. Tradução de Sérgio Molina. São Paulo: Iluminuras, 1996. Armadilha mortal. Tradução de Sérgio Faraco. Porto Alegre: L&Pm, 1997.

Viagem terrível. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 1999. Os sete loucos & Os lança-chamas. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 2000. Os sete loucos. Tradução de Rui Lagartinho e Sofia Castro Rodrigues. Lisboa: Cavalo-de-ferro, 2003. Águas-fortes cariocas. Tradução de Gustavo Pacheco. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Águas-fortes portenhas seguidas de águas-fortes cariocas. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 2013. O brinquedo raivoso. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 2013. A vida porca. Tradução de Davidson Oliveira Diniz. Belo Horizonte: Relicário, 2014. Escritor fracassado e outros contos. Tradução de Miguel Filipe Mochila. Lisboa: Snob, 2018. Águas-Fortes Portenhas. Selecção, versões e posfácio de Rui Manuel Amaral. Porto: Colecção Avesso, 2020. O criador de gorilas. Tradução de Fabio B. Pinto. Porto Alegre: Coragem, 2022.

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