thumb|Uma representação tipica de um super-herói thumb|Captain Future, super-herói da editora Nedor Um super-herói é um personagem modelo fictício "sem precedentes das proezas físicas dedicadas aos atos em prol do interesse público". Protagoniza as histórias de superaventura, ou super-aventura,Super-heróis a axologia um gênero de ficção especulativa marcado também pelos super-vilões e pela associação com os quadrinhos estadunidenses, embora esteja presente noutros meios de comunicação por meio de adaptações e obras originais.Panorama do estudo da superaventura
Um super-herói ou super-heroína é um bom personagem, normalmente ajudando o mundo a se tornar um lugar melhor, dedicado a proteger o público e a impedir o mal.
O termo para o gênero tem criação mais recente, pelo sociólogo Nildo Viana, especialista em sociologia das histórias em quadrinhos. O gênero tem origem especialmente nos quadrinhos estadunidenses desde a década de 1930 (e posteriormente nos filmes de Hollywood), bem como na mídia japonesa (incluindo kamishibai, tokusatsu, mangá e anime) desde a década de 1930. As histórias do gênero, desde a estreia do super-herói Superman em 1938, variam de aventuras-solo, breves episódios contínuos a sagas de grupos com vários personagens. Os quadrinhos estadunidenses têm dominado o segmento em revistas e outros meios de comunicação social. As personagens femininas são conhecidas como super-heroínas. Vale salientar que personagens não têm necessidade de ter superpoderes para serem considerados super-heróis, personagens como Batman e Homem de Ferro, por exemplo, derivam seu status da tecnologia que criam e usam, e não da biologia não humana ou sobre-humana, como Superman e Homem-Aranha, ou estudam e praticam magia para alcançar suas habilidades, como Zatanna e Doutor Estranho. Enquanto a definição de "super-herói" no Dictionary.com é "uma figura, especialmente em uma história em quadrinhos ou desenho animado, dotada de poderes sobre-humanos e geralmente retratada como combatendo o mal ou o crime", o antigo dicionário Merriam-Webster fornece a definição como "um herói fictício com poderes extraordinários ou sobre-humanos; também: uma pessoa excepcionalmente habilidosa ou bem-sucedida." Termos como combatentes do crime mascarados, aventureiros fantasiados ou vigilantes mascarados às vezes são usados para se referir a personagens como The Spirit, que podem não ser explicitamente referidos como super-heróis, mas compartilham características semelhantes. Will Eisner, famoso autor de The Spirit, ao explicar porque não queria que o personagem fosse um super-herói, alegando que o conceito era negativo a medida que fora divulgado por Hitler em seu livro Mein Kampf, publicado nos Estados Unidos em 1935. Ele disse
O objetivo dos super-heróis é, geralmente, a defesa do bem, da paz, o combate ao crime, tomando para si a responsabilidade de ser protagonista na luta do bem contra o mal. No entanto, um super-herói também pode ser um personagem real ou fictício que inspira qualquer pessoa a agir melhor. Alguns super-heróis usam seus poderes para ajudar a combater o crime diário, além de combater ameaças contra a humanidade de supervilões, que são suas contrapartes criminosas. Muitas vezes, pelo menos um desses supervilões será o arqui-inimigo de um super-herói.
Universos
As editores de histórias de super-heróis foram rapidamente ganhando vários personagem, levando à criação progressiva de universos fantásticos elaborados, dos quais o Universo DC e o Universo Marvel são os principais exemplos. Superman e Batman, portanto, compartilham muitas aventuras. À medida que os universos compartilhados se desenvolvem, o herói pode se tornar menos excepcional em seu mundo. Em uma série como a Legião dos Super-Heróis, a equipe inclui dezenas de personagens e é composta em grande parte por extraterrestres cujos superpoderes são inatos e não adquiridos. A equipe atua como uma força de segurança oficial, mas é uma série futurista que se passa no século trinta. Em Savage Dragon, Erik Larsen transforma seu personagem em policial e o coloca em um mundo onde abundam super-seres. Astro City também é um lugar onde o super-herói é banalizado.
O universo dos super-heróis pode ser misturado com temas mitológicos ou mundos imaginários muito diversos, muitos heróis encontrar deuses olímpicos,asgardianos ou de outras mitologias,Kirby in Van Hise, James (abril de 1985). "Superheroes: The Language That Jack Kirby Wrote". Comics Feature (New Media/Irjax) (34). bem como personagens literários (Drácula, Monstro de Frankenstein, Fu Manchu, entre outros). Alan Moore trabalhou em séries que às vezes caem apenas marginalmente do gênero. Ele remonta às fontes do gênero, por um lado, A Liga Extraordinária, que exibe personagens de romances de ficção científica e fantasia como Mr. Hyde e o Homem Invisível, e, por outro lado, Tom Strong, um personagem na tradição dos pulps e histórias em quadrinhos da Era de Ouro, sem falar na releitura de Supremo, um pastiche do Superman, criado por Rob Liefield e 1963, série criada por ele para a Image Comics. Promethea é usado principalmente para falar sobre magia e tem quase um aspecto didático.
Simbolismo Em seu livro De Superman au Surhomme, Umberto Eco observa que a maioria das histórias de super-heróis evoluem fora do tempo, já que não envelhecem e têm uma vida idêntica. Eles também estão fora do mundo, porque, apesar de superpoderes às vezes consideráveis, os super-heróis modificam menos o equilíbrio do mundo que os rodeia do que se poderia acreditar. No seu sentido primordial, os super-heróis podem ser usados como personagens simbólicos, ou no limite da caricatura, às vezes envolvidos em histórias puramente maniqueísta que se destinam a uma audiência jovem. O arquétipo do super-herói, no entanto, tem muitas variações.
Protótipos miniaturadaimagem|Capa de Thor, God of Thunder #1, de Weird Comics (1940), Fox Feature Syndicate.miniaturadaimagem|Douglas Fairbanks como Robin Hood em 1922|esquerdaA palavra super-herói remonta a 1899. Antecedentes do arquétipo incluem personagens mitológicos como Gilgamesh, Hanuman, Perseu, Ulisses, Davi, semideuses como Hércules na mitologia grega-romana, ou deuses como Thor da mitologia germânica, que também seriam adaptados como personagens de quadrinhos. O vigilantismo é também um arquétipo das contas lendárias e populares através de personagens conhecidos, como Robin Hood.Packer, Sharon (2009). Superheroes and Superegos: Analyzing the Minds Behind the Masks. Greenwood Publishing Group. 52 p. . As inspirações da vida real por trás de super-heróis fantasiados podem ser rastreadas até os "vigilantes mascarados" do Velho Oeste americano, como os San Diego Vigilantes e os Bald Knobbers que lutaram e mataram bandidos enquanto usavam máscaras. Esse vigilantismo mascarado mais tarde inspirou combatentes do crime mascarados fictícios na narrativa americana, começando com o personagem Deadwood Dick em 1877.Gavaler, Chris. On the Origin of Superheroes: From the Big Bang to Action Comics No. 1. University Of Iowa Press; 1 edition (November 1, 2015). p. 132.
Em 1903, é lançada a peça de teatro britânica Pimpinela Escarlate de Emma Orczy, o personagem-titulo que popularizou a ideia um vingador mascarado e o tropo da identidade secreta. Outros personagens incluem Scarecrow of Romney Marsh e Spring Heeled Jack, o último de quem surgiu pela primeira vez como uma lenda urbana.1º super-herói da história era lenda urbana e lembrava um Batman assustador
esquerda|miniaturadaimagem|Cartaz do seriado do Fantômas, 1914 Os antecedentes mais diretos dos super-heróis modernos estão enraizados em uma combinação de influências da literatura pulp, do cinema mudo, da ficção científica e dos quadrinhos das primeiras décadas do século XX.
Em 1909, surge L'Oiselle (O Passaro em francês) , uma heroína pioneira da ficção científica francesa criada pela escritora Renée Marie Gouraud d'Ablancourt sob o pseudônimo masculino René d'Anjou, L'Oiselle apresenta a personagem Vega de Ortega, uma mulher equipada com asas artificiais mecânicas.
Dois exemplos notórios surgiram na literatura francesa em 1911:Fantômas, criado por Marcel Allain e Pierre Souvestre, que estabeleceu-se como o arquétipo do supervilão moderno - um mestre do disfarce e do crime, cuja popularidade foi tamanha que rapidamente conquistou o cinema mudo. Em contrapartida, Nyctalope, criação de Jean de La Hire, revolucionou o conceito de herói ao apresentar Léo Saint-Clair, um personagem cientificamente aprimorado com visão noturna sobre-humana e um coração artificial, sendo considerado um dos primeiros ciborgues da literatura e precursor dos heróis com habilidades tecnológicas.
A fenomenal popularidade de Fantômas inspirou diretamente a criação dde Judex (1916), idealizado como uma versão heroica de Fantômas, um justiceiro sombrio e misterioso no seriado de mesmo nome. Ainda em 1916, o personagem Ravengar, do seriado franco-americano The Shielding Shadow, surgiu como um derivado direto de Judex, Para alguns pesquisadores, ambos os personagens exerceram influência sobre a criação de The Shadow (1930),Xavier Fournier, Super-héros : une histoire française, Huginn Muninn, 2014, p. 70-73 um dos pilares da estética dos heróis mascarados norte-americanos. The Shadow, figura que transitou tanto pelo rádio, qanto pelos pulps a partir de 1931 com seus poderes hipnóticos, seu visual remete a Judex, e seu poder de invisibilidade lembra o de Ravengar, o Sombra tem capa e chapéu característicos, influenciaria profundamente a criação do Batman.Xavier Fournier, Super-héros : une histoire française, Huginn Muninn, 2014, pp. 69-73 A palavra "superhero" teria surgido em 1917.superhero
Também em 1930, no Reino Unido, a revista literária Nelson Lee Library lança Night Hawk de John James Brearley Garbutt, o herói é Thurston Kyle, um detetive e inventor que cria asas que o permitem voar.
miniaturadaimagem|O Besouro Verde é um dos personagens que antecede o Batman|esquerda Na literatura pulp, alguns exemplos incluem os mascarado Jimmie Dale/the Gray Seal (1914), Zorro (criado por Johnston McCulley em 1919 com publicação da novela The Curse of Capistrano) com a sua marca "Z".
Outro precursor do Batman vindo do rádio foi o Besouro Verde, cuja série radiofônica foi transmitida de 31 de janeiro de 1936 a 5 de dezembro de 1952 pela Rádio WXYZ de Detroit, Michigan. Criado por George W. Trendle e Fran Striker, Britt Reid era um jovem empresário, proprietário e editor do jornal Sentinela Diária, que combatia o crime disfarçado como o vigilante mascarado Besouro Verde. Assim como Bruce Wayne, Reid usava sua fortuna e influência para apoiar sua cruzada contra o crime.
Reid também contava com um carro altamente tecnológico, o Beleza Negra (Black Beauty), repleto de compartimentos secretos e armamentos, uma clara antecipação do Batmóvel, que se tornaria símbolo do Batman anos depois. Ao seu lado estava Kato, seu leal parceiro, mecânico e motorista, atuando como um sidekick antes mesmo da introdução de Robin nas histórias de Batman em 1940.