O Palácio Episcopal de Astorga é um edifício projetado pelo arquiteto espanhol Antoni Gaudí, em estilo modernista e historicista neogótico. Está situado na cidade de Astorga, a uma distância relativamente curta de Leão, onde se encontra outra das raras obra de Gaudí fora da Catalunha, a Casa Botines. A construção foi executada entre 1889 e 1913.

No palácio, que nunca chegou a funcionar como residência do bispo, funciona desde 1963 o Museu dos Caminhos (de Santiago). Desde 2015 que o palácio é um elemento associado do sítio do Património Mundial da UNESCO "Caminhos de Santiago: Caminho francês e caminhos do norte de Espanha".

Descrição O palácio foi construído em granito cinzento proveniente da região vizinha de e segue os cânones historicistas da arquitetura de finais do e princípio do , neste caso em estilo neogótico. A planta é em cruz grega, sobreposta por uma planta quadrada e quatro fachadas, rodeadas por um fosso e com uma torre em cada uma das suas esquinas. Nas torres encontra-se o escudo do bispo , com a legenda Pax Christi em cordibus e a letra grega tau, para Tarragona. Em dois dos lados apresenta corpos retangulares protuberantes, enquanto que nos outros lados se encontra, a torre da entrada e a capela. A primeira é quadrada e tem um alpendre de acesso ao palácio. A capela tem planta retangular e é rematada por uma abside e três apsidíolos.

O acesso pela fachada principal é feito por uma escadaria circular, situada numa ponte sobre o fosso. O pórtico de entrada tem três grandes em silhar, separados entre si por contrafortes inclinados, com grandes aduelas reminiscentes das masías (casas rurais) catalãs do . No seu interior há um abóbada suportada por arcos quebrados sobre pendículos. No segundo e no terceiro andar há numerosas janelas decoradas com vitrais. A fachada é rematada com o escudo do bispo Alcolea, em granito. A estrutura do edifício é sustentada por pilares com capitéis decorados e em abóbada em cruzaria sobre arcos ogivais decorados com cerâmica vidrada. É rematado por merlões de estilo mudéjar.

No exterior conservam-se as estátuas de três anjos, com os correspondentes atributos episcopais (mitra, cruz peitoral e báculo), que foram desenhados por Gaudí para ficarem na parte exterior do teto mas nunca chegaram a lá ser colocados.

História O palácio substitui o antigo palácio episcopal, que foi destruído por um incêndio em 1886. O bispo encomendou então o projeto dum novo palácio a Gaudí, de quem o bispo era amigo de longa data. As obras foram iniciadas em 1889, mas após a morte do bispo em 1893, Gaudí renunciou à direção das obras por desavenças com o cabido, quando ainda faltava construir o segundo andar e o ático. A Gaudí sucederam-se, sem êxito, os arquitetos Francisco Blanch y Pons e Manuel Hernández Álvarez-Reyero. As obras foram concluídas em 1913, sob a direção de Ricardo García Guereta, nomeado pelo bispo Julián de Diego y Alcolea.

Durante a Guerra Civil Espanhola, o palácio foi usado como quartel e sede da Falange e em 1943 e 1956 houve várias obras de reparação com o objetivo de o converter na residência do bispo, o que nunca chegou a acontecer. Durante os pontificados dos bispos Marcelo González Martín e Antonio Briva Miravent foi transformado no Museu dos Caminhos, o qual foi inaugurado em 1963.

Bibliografia

Categoria:Astorga (Espanha) Episcopal Astorga Astorga Categoria:Projetos arquitetônicos de Antoni Gaudí Categoria:Arquitetura neogótica Categoria:Bens de Interesse Cultural de Castela e Leão Categoria:Construções de Castela e Leão