Simeão é um homem idoso do Novo Testamento, mencionado no Evangelho segundo Lucas (em ) e apresentado como justo e piedoso, que reconheceu no Menino Jesus o Messias prometido. O episódio ocorre durante a Apresentação do Senhor no Templo de Jerusalém, quando Maria e José levaram a criança para oferecê-la a Deus, conforme prescrito pela Lei de Moisés, quarenta dias após o seu nascimento.
Relato bíblico thumb|direita|180px|O Encontro de Nosso Senhor (ícone russo, século XV) Segundo Lucas, Simeão vivia em Jerusalém e era conhecido por sua fidelidade à Lei e por sua profunda vida espiritual. O evangelista afirma que “o Espírito Santo estava nele” e que lhe havia sido revelado que não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão dirigiu-se ao Templo no momento exato em que o Menino Jesus ali era apresentado. Ao tomá-lo nos braços, pronunciou o cântico conhecido como Nunc dimittis (“Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz”), proclamando que Jesus era a salvação preparada por Deus “diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de Israel”.
Simeão também proferiu palavras proféticas de caráter dramático, anunciando que Jesus seria “sinal que provocará contradições” e que uma espada transpassaria a alma da Virgem Maria, referência tradicionalmente interpretada como o sofrimento que ela experimentaria na Paixão de Cristo. Durante esse acontecimento, encontrava-se igualmente presente Ana, profetisa e viúva avançada em idade, que louvava a Deus e falava do Menino a todos os que aguardavam a redenção de Jerusalém.
Veneração thumb|direita|190px|Túmulo de São Simeão em Zadar thumb|direita|190px|Mosteiro de São Simeão, Katamon, Jerusalém A Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas veneram Simeão e Ana como santos e os consideram, na tradição cristã, os últimos justos do Antigo Testamento, que fazem a ponte entre a Antiga Aliança e a Nova Aliança inaugurada em Cristo. Simeão é especialmente recordado como modelo de esperança perseverante e de reconhecimento messiânico inspirado pelo Espírito Santo. A sua memória litúrgica é celebrada em datas distintas conforme o rito: no rito bizantino, Simeão e Ana são comemorados em 3 de fevereiro, enquanto no calendário romano da Igreja Católica, a sua memória ocorre em 16 de fevereiro.February 3 is the feast day of the elder Simeon and the prophetess Anna Byzantine Catholic Archeparchy of Pittsburgh)
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