José Vieira de Carvalho (Maia, Moreira, 18 de abril de 1938 – 1 de junho de 2002) foi um autarca e docente universitário português.

Biografia Licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1961) com a tese O Mosteiro de S. Salvador de Moreira – Subsídios para a sua história.

Ainda enquanto cumpria o serviço militar foi chefe do Gabinete de Estudos do Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada e da Academia Militar, depois de ter combatido no então Ultramar Português.

Em 1966 entra, como assistente, para o corpo docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; aí ensinará até 1975.

Dedicou-se à vida política, nomeadamente na Presidência da Câmara Municipal da Maia entre 1970 e 1974, e, depois, entre 1979 e a data da sua morte. De 1973 a 1974 foi deputado à então Assembleia Nacional.

O ano de 1975 foi-lhe, entretanto, aziago, tendo sido detido na sequência da Intentona de 11 de Março e publicamente acusado, pelo Comandante da Região Militar Norte (o brigadeiro graduado Eurico de Deus Corvacho), de envolvimento em actividades do Exército de Libertação de Portugal (ELP); só será libertado após o Golpe de 25 de Novembro do mesmo ano.

Desempenhou vários cargos e levou a cabo diversas tarefas, com destaque para as várias e sucessivas eleições para Deputado à Assembleia da República pelo círculo do Porto, para a Presidência do Conselho do Metro do Porto, para a Presidência da Junta Metropolitana do Porto, e para a escolha, por parte da Assembleia da República, para a representar no Comité das Regiões da União Europeia, onde foi autor e co-autor de vários relatórios.

Instrumental na criação da Universidade Livre no Porto (1978-1986), aí ensinando nos dois primeiros anos de funcionamento. Foi depois fundador do ISMAI – Instituto Superior da Maia, onde ocupou os cargos de Presidente da Direcção da Maiêutica e de Presidente do Conselho Científico.

Liderou o processo de formação da Metro do Porto, SA, tendo sido seu Presidente do Conselho de Administração.

Admirador do cinema da «Nouvelle vague» francesa, com destaque para Claude Chabrol.

Obras Foi autor, entre outros escritos, dos seguintes livros: O Mosteiro de S. Salvador de Moreira – Instituição Valorizadora da Terra da Maia. Maia, Câmara Municipal, 1969 (ed. de parte da tese de licenciatura). Que o que governa se comporte como o que serve. Maia, 1995. A Regionalização para Portugal. Maia, 1996. Da Maia para Portugal. Maia, 2002.

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