Lourenço Júnior de Castro (Entre-Douro-e-Minho, — Rio Grande do Sul, ) foi um promotor público, militar e jornalista luso-brasileiro. Foi para Porto Alegre no início do século XIX, onde se estabeleceu como comerciante, ingressando pouco depois na vida militar, inicialmente como tenente no corpo de ordenanças da capital e depois como capitão no corpo de guaranis em Pelotas.
Foi sargento-de-milícias e comandante do batalhão Henriques, formado por escravos libertos.
Em 1827 colabora com o Diário de Porto Alegre, o primeiro jornal publicado no Rio Grande do Sul.
Em 1833 foi escolhido pelo presidente da província, de uma lista tríplice, como promotor público de Porto Alegre, o primeiro da cidade, tendo atuado nos processos contra os farrapos.
Em 1830 fundou o jornal Sentinela da Liberdade na Guarita ao Norte da Barra do Rio Grande de São Pedro. Quando do inicio da Revolução Farroupilha, fugiu para o Rio de Janeiro, junto com o impressor Claude Dubreuil e o presidente da província Fernandes Braga, de onde continuaram a publicação do jornal, que deixou de ser publicado em Porto Alegre entre 18 de setembro de 1835 e 16 de dezembro de 1836.
Escreveu no Amigo do Homem e da Pátria, sob pseudônimo de Manuel Lander de 1829 a 1830 e depois no Sentinela da Liberdade. Foi vereador em Porto Alegre pelo partido Caramuru.
FRANCO, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre, 4a edição, Editora da Universidade (UFRGS), Porto Alegre, 2006. JUNG, Roberto Rossi. A gaúcha Maria Josefa, primeira jornalista brasileira. Porto Alegre: Martins Livreiro, 2004.
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