Esta é uma cronologia do regime monárquico no Brasil, desde a criação do Reino do Brasil à queda do Império do Brasil.

1815

Reino do Brasil 16 de dezembro: Brasil elevado a Reino Unido de Portugal e Algarves.

1816 20 de março: morre Maria I e príncipe regente João assume o trono como João VI. 26 de março: Missão Artística Francesa chega ao Brasil.

1817 6 de março: desencadeada a Revolução Pernambucana.

1820 8 de julho: através de decreto de João VI, Capitania de Sergipe foi emancipada da Capitania da Bahia, São Cristóvão torna-se, então, a capital. 14 de julho: É fundada a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. 24 de agosto: desencadeada a Revolução Liberal do Porto.

1821 28 de fevereiro: as capitanias são transformadas em províncias ultramarinas, pelas Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa. 26 de abril: retorno da Corte Portuguesa a Portugal. 31 de julho: O atual Uruguai é anexado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o qual, desde esse momento, toma o nome de Província da Cisplatina.

1822 9 de janeiro: o príncipe regente Pedro decide ficar no Brasil e não retornar a Portugal, dando origem a Dia do Fico. 9 de janeiro: Jorge de Avilez Juzarte de Sousa Tavares, comandante das Armas da Corte e província do Rio de Janeiro, à frente dos soldados portugueses, toma posição no Morro do Castelo e no litoral da cidade do Rio de Janeiro contra o príncipe regente d. Pedro. 16 de janeiro: José Bonifácio de Andrada e Silva é nomeado Ministério do Reino e Estrangeiros. 19 de fevereiro: Insurreição pela independência da Bahia. Morre a freira Joana Angélica. 26 de fevereiro: O Conselho de Procuradores de Províncias é criado. 25 de março: o príncipe regente Pedro inicia viagem por Minas Gerais, passando pelas vilas de Barbacena, São João del-Rei e Vila Rica. 4 de maio: Decreto proíbe a aplicação de qualquer medida das Cortes de Lisboa sem o “cumpra-se” de d. Pedro. 13 de maio: Pedro é aclamado com o título de Defensor Perpétuo do Brasil, pelo Senado da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. 23 de maio: Confronto entre tropas portuguesas e brasileiras na Bahia. 3 de junho: Deputados brasileiros vão para as cortes de Lisboa. 3 de julho: O Ministério da Justiça é criado. 17 de julho: Pedro extingue sistema de sesmarias de terras. 1 de agosto: O governo brasileiro proíbe desembarque de tropas portuguesas. 2 de agosto: Pedro ingressa na maçonaria, depois do ritual passou a ser chamado pelo codinome Pedro Guatimozim. 6 de agosto: Publicação do Manifesto do príncipe regente do Reino do Brasil aos governos e nações, em que pedia apoio à causa da independência e conclamava à manutenção das relações políticas e comerciais com o Brasil. 14 de agosto: Pedro viaja para São Paulo. 25 de agosto: Pedro chega a São Paulo.

Império do Brasil 7 de setembro: A Independência do Brasil é proclamada por Pedro I em São Paulo. O Sino da Independência do Brasil anuncia a liberdade da nova nação. 18 de setembro: O brasão de armas e bandeira do Império do Brasil são instituídas por decreto. 12 de outubro: Pedro é aclamado imperador, tornando-se Pedro I do Brasil. 28 de outubro: José Bonifácio de Andrada e Silva, secretário de Estado dos Negócios do Reino e Estrangeiros, e seu irmão Martim Francisco, secretário dos Negócios da Fazenda, exoneram-se de seus cargos, mas são reintegrados dias depois. 8 de novembro: Batalha de Pirajá (Guerra da Independência do Brasil). 1 de dezembro: Pedro I é coroado Imperador do Brasil. A Imperial Guarda de Honra é criada. A Ordem Imperial do Cruzeiro é instituída.

1823 7 a 9 de janeiro: Batalha de Itaparica (Guerra da Independência do Brasil). 8 de janeiro: Decreto cria um regimento e três batalhões com a denominação de Regimento de Estrangeiros. 18 de janeiro: Decreto cria o Batalhão do imperador. 24 de janeiro: fim da guerra de independência no Piauí. 11 de fevereiro: Ocorre a Batalha do rio Cotejipe (Guerra da Independência do Brasil). 13 de março: Batalha do Jenipapo (Guerra da Independência do Brasil): Tropas portuguesas expulsas pelos brasileiros do Piauí. 29 de março: Decreto declara o bloqueio do porto de Salvador, sob o comando de lord Thomas Cochrane, com o objetivo de forçar a rendição das forças portuguesas que resistiam à independência na Bahia. 3 de maio: A Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império é instalada no Rio de Janeiro. 4 de maio: Batalha de 4 de maio de 1823. 24 de maio: Decreto extingue a Administração do Dízimo do Açúcar existente no Tesouro Público do Rio de Janeiro. 23 de junho: Desaprovação da independência e desmembramento do norte da província de Goiás do governo da província, por portaria. 2 de julho: Tropas portuguesas se rendem aos brasileiros na Bahia. Fim da Federação do Guanais. 17 de julho: Nomeação do segundo gabinete ministerial do Império, após a demissão dos irmãos José Bonifácio e Martim Francisco de Andrada dos respectivos cargos de secretário dos Negócios do Império e Estrangeiros e secretário da Fazenda. 18 de julho: Fim da guerra de independência na Bahia. 20 de julho: Fim da guerra de independência no Maranhão. 28 de julho: No Maranhão, a rendição dos portugueses é declarada. 30 de julho: Decisão n. 113 concede liberdade aos escravos que serviram nas fileiras do exército brasileiro contra as tropas portuguesas na luta da independência na Bahia. 6 de agosto: Oficialização da independência das capitanias do Piauí, Ceará e Maranhão pela junta militar. 6 de agosto: Fim da guerra da independência no Pará. 1 de setembro: Apresentação do primeiro projeto de Constituição brasileira pelo deputado relator Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva. 7 de setembro: José Bonifácio de Andrada e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada pedem demissão. agosto: fim da guerra de independência na província do Grão-Pará. 15 de outubro: Revolta de milicianos brasileiros contra oficiais e negociantes portugueses no Pará, dando início à onda de saques a lojas e residências de negociantes portugueses e ingleses. 19 de outubro: No Pará, 256 presos nas revoltas populares são transferidos da cadeia pública para os porões do brigue Palhaço, de onde apenas quatro sairiam vivos. 23 de outubro: Expulsão das tropas portuguesas da Província Cisplatina. 23 de outubro: Decisão n. 155, declara 7 de setembro e 12 de outubro dias de festa nacional. 10 de novembro: Nomeação do terceiro gabinete ministerial do Império. 11 e 12 de novembro: Noite da Agonia, a Assembleia Geral Constituinte permanece em sessão após incidentes entre brasileiros e portugueses. 12 de novembro: A Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império é dissolvida. 13 de novembro: O Conselho de Estado é criado, encarregado de elaborar a Constituição do país. 17 de novembro: Decreto determina a realização de eleições para deputados da nova Assembleia Geral Constituinte. 18 de novembro: Os brasileiros tomam a cidade de Montevidéu. 22 de novembro: Decreto declara a liberdade de imprensa e define as penas para abusos cometidos nos casos de ataque à religião, ao governo e à ordem do Império. 16 de dezembro: Adesão de Goiás à Independência do Brasil. 17 de dezembro: Decisão n. 179 determina a remessa às câmaras municipais do projeto de Constituição elaborado pelo Conselho de Estado.

1824 3 de janeiro: Decisão n. 2 determina a expulsão dos portugueses que não jurassem fidelidade à causa do Brasil. 7 de janeiro: Chega ao Rio de Janeiro o navio holandês Argus trazendo imigrantes alemães. 25 de março: É outorgada a primeira constituição brasileira por Pedro I. 26 de maio: Os Estados Unidos da América são o primeiro país das Américas a reconhecer a Independência do Brasil (mais de um ano antes de Portugal ou qualquer outro país europeu). 2 de julho: É proclamada a Confederação do Equador, revolta republicana e separatista, em Recife, Pernambuco. 7 de julho: Anexação da Comarca de São Francisco, desmembrada de Pernambuco, à Minas Gerais, por decreto. 14 de julho: A Confederação do Equador assume o poder na Paraíba. 25 de julho: Os primeiros imigrantes alemães chegam ao Rio Grande do Sul. 2 de agosto: Envio de tropas imperiais por mar e terra para combater os revoltosos de Pernambuco. 3 de agosto: A Confederação do Equador chega ao Rio Grande do Norte. 17 de setembro: As tropas imperiais dominam Recife e Olinda. 5 de outubro: Carta imperial manda proceder à devassa contra o chefe e os partidários da Confederação do Equador. 29 de novembro: As forças confederadas se rendem ao exército brasileiro. Fim da Confederação do Equador. 1 de dezembro: Juramento da Constituição do Império em Pernambuco. 4 de dezembro: Juramento da Constituição do Império no Ceará.

1825 10 de janeiro: Decisão n. 12 recomenda aos presidentes das províncias que remetam ao conselheiro José da Silva Lisboa cópias de documentos, memórias e quaisquer papéis de caráter oficial que contribuam para a escrita da história do país. 13 de janeiro: Frei Caneca e outros membros da Confederação do Equador são condenados e executados em Recife. 25 de fevereiro: Decreto manda julgar Cipriano José Barata de Almeida, João Mendes Viana e outros participantes da Confederação do Equador posteriormente sentenciados a prisão perpétua. 9 de março: O México reconhece a independência do Brasil. 9 de abril: Decisão n. 85 determina a construção de um monumento em memória da proclamação da Independência do Brasil no sítio do Ipiranga, em São Paulo. 15 de abril: Alvará concede o título de Imperial Cidade a Montevidéu, no Uruguai. 19 de abril: Início da Guerra da Cisplatina. 18 de maio: Decreto suspende provisoriamente as formalidades que garantiam a liberdade individual na Província Cisplatina. 25 de agosto: Uruguai declara a independência do Brasil. 27 de agosto: Remoção dos índios de Água Azeda em Sergipe. 29 de agosto: Portugal reconhece a independência do Brasil. O Tratado do Rio de Janeiro é assinado entre Brasil e Portugal. 24 de setembro: Batalha de Rincón (Guerra da Cisplatina). 12 de outubro: Batalha de Sarandi (Guerra da Cisplatina). 18 de outubro: O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda reconhece a independência do Brasil. 26 de outubro: A França reconhece a independência do Brasil. 7 de novembro: O jornal Diário de Pernambuco é fundado. 21 de novembro: Formação do quarto gabinete ministerial do Império. 2 de dezembro: Decreto cria uma comissão encarregada de propor um plano geral de colonização para todas as províncias. 2 de dezembro: Nascimento de d. Pedro II, futuro imperador do Brasil. 10 de dezembro: No Rio de Janeiro, Pedro I declara guerra ao Governo das Províncias Unidas do Rio da Prata. 21 de dezembro: D. Pedro I decreta o bloqueio naval dos portos argentinos. 30 de dezembro: A Áustria reconhece a independência do Brasil.

1826 5 de janeiro: A Suécia reconhece a independência do Brasil. 8 de janeiro: Assinatura do Tratado de Amizade, Navegação e Comércio entre o Brasil e a França. 21 de janeiro: Nomeação do quinto gabinete ministerial do Império. 22 de janeiro: Decreto nomeia os senadores do Império. 23 de janeiro: O Vaticano reconhece a independência do Brasil. 30 de janeiro: A Suíça reconhece a independência do Brasil. Fevereiro: Bloqueio do rio da Prata pelas forças navais brasileiras. 15 de fevereiro: Os Países Baixos (Holanda) reconhecem a independência do Brasil. 6 de março: A Prússia reconhece a independência do Brasil. 3 de maio: Pedro I abdica da coroa de Portugal em favor de sua filha, a princesa Maria da Glória, depois rainha Maria II. 6 de maio: A Assembleia Geral do Império é instalada no Rio de Janeiro. 11 de junho: Batalha de Los Pozos (Guerra da Cisplatina). 9 de setembro: Lei marca as datas de 9 de janeiro, 25 de março, 3 de maio, 7 de setembro e 12 de outubro como dias de festividade nacional. 5 de novembro: A Academia Imperial de Belas Artes é inaugurada por Pedro I e sua filha Maria II. 23 de novembro: Proibição do tráfico negreiro ao norte do Equador.