S&P Global Ratings (S&P) é uma divisão do grupo McGraw-Hill que publica análises e pesquisas sobre bolsas de valores e títulos. É uma das três maiores agências de classificação de risco, ao lado da Moody's e da Fitch Ratings.

Histórico A história da Standard & Poor's tem início em 1860, quando Henry Varnum Poor publica o History of Railroads and Canals in the United States. Esse livro foi uma tentativa de compilar o máximo de informações sobre as companhias ferroviárias americanas. Henry Varnum então fundou a H.V. and H.W. Poor Co em parceria com seu filho, Henry William, que passou a publicar edições anuais atualizadas desse livro, divulgando os dados de cada ano.

Em 1906 Luther Lee Blake fundou o Standard Statistics Bureau, tendo em vista o levantamento de informações financeiras sobre companhias não-ferroviárias. Ao invés de uma publicação por ano, a Standard Statistics utilizaria certões 5' x 7', o que permitiria atualizações mais freqüentes.

A companhia tal como é conhecida hoje surgiu em 1941 com a fusão da Poor's Publishing (a companhia sucessora da H.V and H.W Poor Co) com a Standard Statistics, tendo então passado por uma reestruturação que a levou ao atual modelo de negócios .

Em 1966 a S&P foi adquirida pela The McGraw-Hill Companies, se tornando a divisão financeira dessa editora.

Em 1992, a empresa abriu seu primeiro escritório no Brasil. Na América Latina, também tem sedes no México e Argentina.

Notas de risco thumb|upright=2.20|Países ao redor do mundo pela classificação de crédito da Standard & Poor's (S&P), em fevreiro de 2018: AAAAA ABBBBBBCCCCC/D As notas de risco (rating) da S&P, vão de AAA (melhor) até D (pior), além de classificação positiva, negativas e neutras para cada qualificação. Elas são divididas entre notas que de grau de investimento e grau especulativo. AAAAAABBBBBBCCCCCCCIRSDDNR

Grau de investimento São considerados suficientemente seguros para investidores mais conservadores. São consideradas notas de grau de investimento para a S&P Global Ratings as seguintes: AAAAAABBB Grau especulativo Já os ativos de maior risco são considerados especulativos, devido seu risco de default. A S&P Global Ratings considera de grau especulativo as seguintes notas: BBBCCCCCCCIRSDDNR

Críticas

Usadas como referência para chancelar investimentos seguros em todo o mundo, os ratings da S&P foram criticados por sua atuação em várias situações, colocando em xeque a sua credibilidade de classificação de risco. O caso mais notório foi quando a "agência de risco" classificou o banco de investimento estadunidense Lehman Brothers com a nota "A" (grau de investimento seguro) até a manhã em que ele quebrou em 15 de setembro de 2008, detonando a crise financeira global daquele ano.

No Brasil Em setembro de 2015, o economista José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia e ex-ministro das Finanças da Colômbia, declarou que a Standard & Poor's errou ao rebaixar o grau de investimento do Brasil, pois o país não tem problemas para pagar suas dívidas - ainda que o ajuste fiscal promovido pelo governo seja, segundo ele, exagerado e tenda a aprofundar a recessão. Ele afirmou que "A função das agências é prever o comportamento dos bônus no longo prazo, e não atuar de modo oportunista numa crise". Ocampo disse ainda que confirma "a péssima imagem" que tem das agências de classificação de risco, por seu histórico de erros. Na mesma linha, o também economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-­secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp, as agências de rating ainda são reverenciadas, embora já devessem ter perdido sua credibilidade, desde a desastrada atuação que tiveram no período que antecedeu a crise de 2008.Economistas discordam de avaliação da S&P. GGN, 11 de setembro de 2015.

Ver também

S&P 40 América Latina

Ligações externas Página da Standard and Poor's em Português

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