thumb|290px|Anatomia genital interna feminina: O ponto G (6) está localizado de 5–8 cm (2–3 pol) na vagina, ao lado da uretra com as glândulas de Skene (10) O ponto G, também conhecido como ponto Gräfenberg em referência ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, é caracterizado como uma zona erógena da vagina que, quando estimulada, pode conduzir a elevados níveis de excitação sexual, com orgasmos intensos e uma potencial ejaculação feminina.Veja na página 135, para obter informações da próstata; e na página 76 para obter informações sobre o ponto G e as terminações nervosas vaginais. Sua localização aproximada é de 5–8 centímetros (2–3 polegadas) da região interna da vagina (parede frontal) entre a abertura vaginal e o canal da uretra, sendo que é uma área sensitiva da genitália feminina.

A existência do ponto G não foi comprovada, nem sequer a origem da ejaculação feminina. Embora o ponto G tenha sido estudado desde a década de 1940, há divergências sobre sua existência como uma estrutura com definição e localização distintas. O ponto G pode ser uma extensão do clitóris, que juntos podem ser a causa dos orgasmos vaginais. Sexólogos e outros pesquisadores estão preocupados com o fato de que as mulheres podem se considerarem disfuncionais caso não experimentarem a estimulação do ponto G, e enfatizam que não experimentá-lo também é normal.

Estrutura teorizada

Localização Dois métodos principais têm sido usados para definir e localizar o ponto G como uma área sensível na vagina: os níveis auto-relatados de excitação durante a estimulação do ponto G, levando à ejaculação feminina; assim como, a tecnologia de ultrassom também foi usada para identificar diferenças fisiológicas entre mulheres e alterações na região do ponto G durante a atividade sexual.

A localização do ponto G é normalmente relatada como sendo cerca de 5 a 8 centímetros na região interna da vagina, na parede frontal. Para algumas mulheres, estimular essa área provoca um orgasmo mais intenso do que a estimulação clitoriana.

A área do ponto G foi descrita como uma outra forma direta de prazer sexual, utilizando-se dois dedos pressionados profundamente nela. Tentar estimular a área através da penetração sexual, especialmente na posição de missionário, é difícil devido ao ângulo específico de penetração.

Vagina e clitóris miniaturadaimagem|esquerda|314x314px|Tocando o ponto G de forma natural As mulheres geralmente precisam de estimulação direta do clitóris para chegar ao orgasmo, e a estimulação do ponto G pode ser melhor alcançada com a técnica da masturbação feminina e penetração vaginal. Uma massagem Yoni também inclui estimulação manual do ponto G.

Brinquedos sexuais estão disponíveis para estimulação do ponto G. Um brinquedo sexual comum é o vibrador de ponto G, especialmente projetado para essa área, que é semelhante a um falo que tem uma ponta curva e tenta facilitar a estimulação da região. Os vibradores de ponto G são feitos dos mesmos materiais que os comuns, variando de plástico rígido, borracha, silicone, gel ou qualquer combinação deles. O nível de penetração vaginal ao usar um vibrador de ponto G depende da mulher, porque a fisiologia feminina nem sempre é a mesma. Os efeitos da estimulação do ponto G, seja ao encaixar um pênis ou um vibrador específico, também podem ser aumentados por meio da masturbação de outras zonas erógenas no corpo de uma mulher, como o clitóris ou a vulva, por exemplo. Ao usar um vibrador de ponto G, pode-se estimular o clitóris, inclusive usando este vibrador como um vibrador de clitóris; ou, se o vibrador for projetado para isso, aplicando-o de forma que estimule a cabeça do clitóris, o resto da vulva e da vagina simultaneamente.

Um estudo de caso de 1981 alegou que a estimulação da parede vaginal anterior fez com que a área crescesse cinquenta por cento e que os níveis auto-relatados de excitação/orgasmo eram mais intensos quando o ponto G era estimulado. Outro estudo, em 1983, examinou onze mulheres palpando toda a vagina no sentido horário e relatou uma resposta específica à estimulação da parede vaginal anterior em quatro mulheres, concluindo que a área é o ponto G. Além disso, um questionário anônimo publicado em 1990 foi distribuído a mulheres profissionais nos Estados Unidos e no Canadá, com uma taxa de retorno posterior de 55%. Dessas entrevistadas, 40% relataram ter uma liberação de líquido (ejaculação) no momento do orgasmo, e 82% das mulheres que relataram a área sensível (mancha de Gräfenberg) também referiram ejaculação com seus orgasmos. Muitas variáveis foram associadas a essa percepção da existência da ejaculação feminina.

Algumas pesquisas sugerem que os orgasmos do ponto G e do clitóris são da mesma origem. Masters e Johnson foram os primeiros a determinar que as estruturas do clitóris envolvem e se estendem ao longo e dentro dos lábios. Ao estudar a resposta sexual humana das mulheres a diferentes estímulos, eles observaram que tanto o orgasmo clitoriano quanto o vaginal tinham os mesmos estágios de resposta física e descobriram que a maioria delas só conseguiam atingir o orgasmo clitoriano, enquanto uma minoria atingia o orgasmo vaginal. Com base nisso, Masters e Johnson argumentaram que a estimulação do clitóris é a fonte de ambos os tipos de orgasmos, concluindo que o clitóris é estimulado durante a penetração pela fricção contra seu capuz.

Pesquisadores da Universidade de L'Aquila, usando ultrassonografia, apresentaram evidências de que as mulheres que têm orgasmos vaginais são estatisticamente mais propensas a ter tecido mais espesso na parede vaginal anterior. Os pesquisadores acreditam que essas descobertas possibilitam que as mulheres façam um teste rápido para confirmar se elas têm ou não um ponto G. O professor de epidemiologia genética, Tim Spector, coautor da pesquisa que questiona a existência do ponto G e a finalizou em 2009, também levanta a hipótese de tecido mais espesso na área do ponto G; ele afirma que esse tecido pode fazer parte do clitóris e não é uma zona erógena separada.

Apoiando a conclusão de Spector, um estudo publicado em 2005 que investiga o tamanho do clitóris sugere que o tecido do clitóris se estende até a parede anterior da vagina. A principal pesquisadora dos estudos, a urologista australiana Helen O'Connell, afirma que essa relação interconectada é a explicação fisiológica para o conjecturado ponto G e a experiência de orgasmos vaginais, levando em consideração a estimulação das partes internas do clitóris durante a penetração vaginal. Ao usar a imagem por ressonância magnética, O'Connell observou uma relação direta entre as pernas ou raízes do clitóris e o tecido erétil dos "bulbos clitoriais" e corpos, e a uretra distal e a vagina. "A parede vaginal é, na verdade, o clitóris", disse O'Connell. "Se você levantar a pele da vagina nas paredes laterais, obterá os bulbos do clitóris – massas crescentes triangulares de tecido erétil." O'Connell et al., que realizaram dissecações nos órgãos genitais femininos de cadáveres e usaram a fotografia para mapear a estrutura dos nervos no clitóris, já sabiam que o clitóris é mais do que apenas sua glande, e afirmaram em 1998 que há mais órgãos eréteis associados histologicamente com o clitóris do que é geralmente descrito em livros de anatomia. Eles concluíram que algumas mulheres têm tecidos clitoriais e nervos mais extensos do que outras, especialmente tendo observado isso em cadáveres jovens em comparação com os idosos e, portanto, enquanto a maioria das mulheres só podem atingir o orgasmo por estimulação direta das partes externas do clitóris, a estimulação dos tecidos mais generalizados do clitóris via relação sexual pode ser suficiente para outros.

Os pesquisadores franceses Odile Buisson e Pierre Foldès relataram descobertas semelhantes às de O'Connell. Em 2008, eles publicaram a primeira ultrassonografia 3D completa do clitóris estimulado e a republicaram em 2009, com novas pesquisas, demonstrando as formas pelas quais o tecido erétil do clitóris incha e envolve a vagina. Com base nesta pesquisa, eles argumentaram que as mulheres podem atingir o orgasmo vaginal por meio da estimulação do ponto G porque o clitóris altamente inervado é puxado para perto da parede anterior da vagina quando a mulher está sexualmente excitada e durante a penetração vaginal. Eles afirmam que, como a parede frontal da vagina está inextricavelmente ligada às partes internas do clitóris, estimular a vagina sem ativar o clitóris pode ser quase impossível. Em seu estudo publicado em 2009, os "planos coronais durante a contração perineal e a penetração dos dedos demonstraram uma estreita relação entre a raiz do clitóris e a parede vaginal anterior". Buisson e Foldès sugeriram "que a sensibilidade especial da parede vaginal anterior inferior poderia ser explicada pela pressão e movimento da raiz do clitóris durante uma penetração vaginal e a posterior contração perineal".

Próstata feminina Em 2001, o Comitê Federativo de Terminologia Anatômica aceitou a chamada "próstata feminina" como uma segunda nomenclatura para a glândula de Skene, a qual se acredita estar localizada na área do ponto G ao longo das paredes da uretra. A próstata masculina é biologicamente homóloga à glândula de Skene; foi chamado não oficialmente de ponto G masculino porque também pode ser usado como zona erógena.

Regnier de Graaf, em 1672, observou que as secreções (ejaculação feminina) pela zona erógena da vagina lubrificam "de forma agradável durante o coito". Hipóteses científicas modernas que associam a sensibilidade do ponto G à ejaculação feminina levaram à ideia de que a ejaculação feminina não urinária pode se originar da glândula de Skene, que pode agir de maneira semelhante à próstata masculina em termos de antígeno específico da próstata e fosfatase ácida específica da próstata estudos, que levaram a uma tendência de chamar as glândulas de Skene de "próstata feminina". Além disso, a enzima PDE5 (envolvida com a disfunção erétil) também foi associada à área do ponto G. Devido a esses fatores, argumenta-se que o ponto G é um sistema de glândulas e ductos localizados na parede anterior (frontal) da vagina. Uma abordagem semelhante ligou o ponto G com a esponja uretral.

Significado clínico A amplificação do ponto G (também chamada de aumento do ponto G ou injeção G) é uma intervenção cirúrgica destinada a aumentar temporariamente o prazer em mulheres sexualmente ativas, com ênfase no aumento do tamanho e da sensibilidade do ponto G. A amplificação do ponto G é realizada tentando localizar o ponto G e anotando as medições para referência futura. Depois de anestesiar a área com um anestésico local, o colágeno artificial humano é injetado diretamente sob a mucosa na área onde se conclui que o ponto G esteja.

Um documento de posição publicado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas em 2007 adverte que não há razão médica válida para realizar o procedimento, pois não é considerado rotineiro ou aceito pelo Colégio; e não foi provado ser seguro ou eficaz. Os riscos potenciais incluem disfunção sexual, infecção, sensação alterada, dispareunia, aderências e cicatrizes. A posição do Colégio alega que é insustentável recomendá-lo. Esse procedimento também não é aprovado pela Food and Drug Administration ou pela Associação Médica Americana, e nenhum estudo revisado por pares foi aceito para explicar sua segurança ou eficácia.

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