Plácido Aderaldo Castelo (Mombaça, — Fortaleza, ), foi um advogado, jornalista e político brasileiro. Ocupou os cargos de prefeito de Fortaleza e governador do Ceará. Biografia Plácido era filho de João Fernandes Castelo, prefeito de Mombaça em 1935, e Antonina Aderaldo Castelo, sobrinha-neta do Barão de São Leonardo. Casou-se com Joana Freire Castelo (Netinha), com quem teve doze filhos.

Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará, em 1930, atuou como advogado, jornalista e político.

Nas eleições de 1934, conseguiu ficar na primeira suplência para deputado estadual pelo Partido Liga Eleitoral Católica. Apesar disso, conseguiu assumir o mandato e participou em 1935 da elaboração da Constituição do seu estado. Elegeu-se ainda deputado estadual para os mandatos de 1951 (suplência), 1955, 1959 (suplência) e 1963. Exerceu os cargos de primeiro secretário e segundo vice-presidente do poder legislativo cearense.

Ocupou os cargos de secretário de Agricultura e Obras Públicas e secretário da Fazenda do Estado do Ceará. Fundou e exerceu a presidência do Instituto de Previdência do Estado do Ceará - IPEC. Foi prefeito da cidade de Fortaleza e governador do Estado do Ceará no período de 1966 a 1971.

Governador do Ceará Seu governo foi de inúmeras realizações, sendo de grande importância e desenvolvimento para o Ceará. Tendo criado o Banco do Desenvolvimento do Ceará e dobrado o capital do Banco do Estado do Ceará, lançou o Plano de Ação Integrada (PLAIG) para desenvolver o estado. Em 1970, havendo 2.718,30 km de fios elétricos, 2.034,50 eram de seu governo, ou 76% (3/4) de toda a eletrificação feita no estado até então. Com financiamento do Banco do Estado, foi feita pela companhia estadual de luz, Cenorte, a maior linha de transmissão de energia do mundo, indo de Paulo Afonso até Parnaíba, no Piauí, através de Sobral, Camocim e Chaval, ao longo de 1.110 km. Construiu a Rodovia Litorânea, de 120 km, e, para o Cariri, a CE-096, de 48 km, tendo como projeto-símbolo de todo o seu governo a "faraônica" Rodovia Central do Ceará (Estrada do Algodão), de 305 km, nas regiões algodoeiras do estado. Fez em Fortaleza o maior projeto de abastecimento de água da América Latina, com uma rede de reservatórios nos bairros da capital, garantindo o abastecimento até o ano 2000. Lançou um programa para obras de construção e melhoramento de aeroportos e campos de pouso no interior, com o qual foram construídos, inclusive, o Aeroporto de Crateús e o Aeroporto Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte. Tendo se destacado sua preocupação com o interior, ampliou a ligação telefônica das cidades interioranas de Fortaleza, até então restrita a apenas 2, para 35. No centro territorial da agropecuária cearense, em Mombaça, construiu o Colégio Agrícola de Mombaça, que hoje recebe seu nome. Ao todo, construiu 574 salas de aula em seu mandato, e implantou as Faculdades de Filosofia de Fortaleza e de Limoeiro do Norte. Na área da saúde, instalou em Fortaleza o segundo equipamento de radioterapia do Nordeste; planejou um Hospital Estadual de Isolamento e um instituto anexo de Anatomia Patológica; e, no interior, construiu maternidades, postos e centros regionais de saúde. No sistema penitenciário do estado, foi autor de uma reforma completa, construindo o Instituto Penal Paulo Sarasate, em Aquiraz, o primeiro de segurança máxima do estado, e 32 cadeias públicas no interior, além de manicômio e sanatório judiciário. Na área do esporte, foi responsável pela construção do Estádio Castelão, em Fortaleza, que recebe seu nome, e auxiliou a construção do Romeirão, em Juazeiro do Norte, e do Juncão, em Sobral. Após oito anos, acelerou as obras e inaugurou o Palácio da Abolição, sede de despachos do governo do estado. Criou o Tribunal de Contas dos Municípios, em Fortaleza. Contra as secas, executou 100 projetos de açudes, perfurou 485 poços profundos, construiu 125 chafarizes públicos e instalou 265 motobombas, eletrobombas e cataventos.Hélio Mota. Ceará em estado de desenvolvimento. O Cruzeiro, RJ, 3 nov. 1970.

Morte Faleceu aos 73 anos de idade, vítima de enfisema pulmonar.

Obras

Metodologia do Ensino da História (1928), A Constituição Republicana e a Federação (tese, 1929), Educação do Sertanejo (1931), A Escola Normal Rural (1932), Açudagem, Irrigação e Obras Contra as Secas (1934), Açudes, canais de irrigação, poços e outros serviços contra as secas (1936), O Instituto do Algodão e o Crédito Agrícola (1937), O barão de São Leonardo (1942), Problemas agropecuários do Ceará (1957), O Deputado Paula Rodrigues (1963), História política do Ceará (1963), História do ensino no Ceará (1970),

Homenagens

Uma escola em Fortaleza foi nomeada em homenagem ao governador. Uma escola em Pacujá têm o nome homenageando o governador, Uma rua em Caucaia têm o nome do governador, Uma escola em Caririaçu homenageia o político, O Estádio Castelão foi nomeado em homenagem ao governador. Recebeu o Troféu Sereia de Ouro do Grupo Edson Queiroz, Um Colégio Agrícola em Mombaça leva o nome do governador,

Bibliografia BENEVIDES, Artur Augusto Castelo. Donde viemos. Fortaleza: [sine nome], 1993. BENEVIDES, Artur Augusto Castelo. Onde estamos. Fortaleza: ABC Fortaleza, 2000. CASTELO, Plácido Aderaldo. O Barão de São Leonardo. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1942.

Ligações externas

Categoria:Governadores do Ceará Categoria:Deputados estaduais do Ceará Categoria:Prefeitos de Fortaleza Categoria:Membros da Academia Cearense de Letras Categoria:Sepultados no Cemitério São João Batista (Fortaleza) Castelo, Placido Aderaldo Categoria:Naturais de Mombaça (Ceará) Categoria:Escritores do Ceará Categoria:Agraciados com o Troféu Sereia de Ouro