Classe dominante é um termo utilizado para designar a classe social que controla o processo económico e político. Especificamente para a análise marxista, dentro do sistema capitalista, classe dominante corresponde à burguesia, ou seja, refere-se especificamente à classe social detentora dos meios e da capacidade de organizar a produção capitalista, ainda que não necessariamente tenha o controle total do processo de expansão econômica.

De acordo com alguns teóricos do século XXI, a economia política mundial estabelecida pela globalização criou uma classe capitalista transnacional que não é nativa de nenhum país.

Panorama Nos modos de produção anteriores, como o feudalismo (propriedades e direitos herdáveis), os senhores do feudo eram a classe dominante; numa economia baseada na escravatura, os proprietários de escravos eram a classe dominante. A economia política do sistema feudal deu poder socioeconômico e jurídico ao senhor feudal sobre a vida, o trabalho e a propriedade do vassalo, incluindo o serviço militar. A economia política de um estado escravista deu ao traficante de escravos poder socioeconômico e legal sobre a pessoa, o trabalho e a propriedade de um escravo.

Na filosofia marxista, a sociedade capitalista tem duas classes sociais dominantes: (i) a classe dominante burguesa (classe capitalista) que possui os meios de produção como propriedade privada; e (ii) o proletariado que a burguesia submete à exploração do trabalho, cuja forma de economia política é justificada pela ideologia prevalente da classe dominante. Para substituir o modo de produção capitalista numa sociedade, o marxismo procura anular a legitimidade política da burguesia como classe dominante e derrubá-la e ao seu aparelho estatal, substituindo-a por um estado controlado pela classe trabalhadora, um estado operário, que abole a propriedade privada e toma os meios de produção sob o seu controle. Na teoria marxista, tal sociedade, na qual o proletariado se tornou a classe dominante ao tomar o poder e substituir as instituições estatais capitalistas por instituições que servem o proletariado, é chamada de ditadura do proletariado. O objetivo final deste Estado operário é a abolição das classes e, portanto, do próprio domínio de classe.

Nas economias políticas dos antigos estados marxistas-leninistas, a nomenklatura substituiu a classe dominante capitalista e controla os meios de produção, aloca recursos, etc. para a sociedade, de acordo com as instruções do partido. Eram os administradores da burocracia que executava as funções socioeconômicas do Estado.

O sociólogo C. Wright Mills identificou e distinguiu entre a classe dominante e a elite do poder que toma as decisões para as sociedades capitalistas modernas.

Da mesma forma, para estabelecer uma sociedade sem classes sociais, o anarquismo procura abolir a classe dominante. Ao contrário da perspectiva marxista, os anarquistas, como Mikhail Bakunin, procuram abolir o Estado, porque, os anarquistas acreditam que apesar da mudança revolucionária, a classe dominante (capitalista) seria substituída por outra classe dominante (líderes partidários), o que é um ciclo político que anula o propósito de mudança social de uma revolução.

Os estudos de Mattei Dogan - realizados no início dos anos 2000 sobre as elites nas sociedades pluralistas contemporâneasMais especificamente, falando no caso francês. - mostraram que nestes tipos de sociedades, precisamente pela sua complexidade, pela sua heterogeneidade e particularidade devido à divisão social do trabalho e aos muitos níveis de estratificação, não existem, ou não podem existir, classes dominantes coerentes, mesmo que no passado tenha havido exemplos de classes dominantes sólidas, como o regime czarista, o otomano e os totalitarismos mais recentes do século XX ("comunismo" e nazismo).

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