Freia (, é uma das deusas mais antigas da mitologia nórdica. Foram preservados numerosos relatos descrevendo e envolvendo-a, visto que as fontes mais bem documentadas desta tradição religiosa foram transmitidas ou alteradas por historiadores cristãos medievaisGareth, Williams (2001). http://www.bbc.co.uk/history/ancient/vikings/religion_02.shtml Pagan belief;Viking ReligionGareth, Williams (2001). http://www.bbc.co.uk/history/ancient/vikings/evidence_04.shtml Sagas How do we know about the Vikings? e, em muitos casos, escritas até um século e meio mais tarde.Craigie, W. A. (1914). Religion of Ancient Scandinavia Constable & Company Ltd. Ela é associada ao amor, fertilidade, beleza, riqueza, magia, guerra e morte.
É também cultuada em religiões neopagãs, como a Ásatrú.
Etimologia Frey, Freya, Freia derivam de palavras germânicas cujo significado são "senhor" e "senhora" (em nórdico antigo: Freyja, também grafado Freya, Freja, Freyia, e Frøya) é a deusa mãe da dinastia de Vanir na mitologia nórdica.
Filha de Njord, o deus do mar e um mítico rei da Suécia, e Skadi, a deusa do gelo, também irmã de Frey, e é associada ao amor,P. (1998). Människor och makter i vikingarnas värld. Ordfront. pp. 72. ISBN 91-7324-591-7. beleza, sexualidade, sensualidade, fertilidade, atração, luxúria, ouro, guerra, morte, música e às flores.Grundy (1998:56—66).
Origens Edda Poética thumb|upright=1.0|esquerda|Freia, por Johannes Gehrts, 1901 Völuspá é o primeiro e um dos principais poemas da Edda poética.Lindow, John (2001). Norse Mythology: A Guide to the Gods, Heroes, Rituals, and Beliefs. Oxford University Press. ISBN 0-19-515382-0. No poema Völva nos dá muita informação sobre os eventos futuros e passados ao deus Odin, Freia é citada brevemente no poema, sendo mencionada quando os deuses se reúnem para romper o acordo com o construtor das muralhas de Asgard. A deusa é citada ainda nesta composição como a noiva de Óðr.Sturluson, Snorri. trad. Arthur Gilchrist Brodeur (1916) (ed.)
É também a deusa da magia, da adivinhação, da riqueza (as suas lágrimas transformavam-se em ouro), da sabedoria e líder das valquírias (condutoras das almas dos mortos em combate).
As eddas mencionam que recebia metade das almas mortas em combate em seu palácio chamado Fólkvangr, enquanto que Odin recebia a outra metade em Valhala.
A origem do Seiðr e seu aprendizado pelos ases (Aesir) se atribuía a Freia.Sturluson, Snorri. trad. Samuel Laing (1844) (ed.): http://mcllibrary.org/Heimskringla/ynglinga.html
De carácter arrebatador, teve vários deuses como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos claros, baixa estatura, sardas, trazendo consigo um colar mágico, emblema da deusa da terra, chamado Brisingamen.
Mitologia miniaturadaimagem|upright=1.0|Heimdall retorna o colar de Freia, por Nils Blommér, Malmö konstmuseum Diz a lenda que ela estava sempre procurando, no céu e na terra, por Óðr, seu marido perdido, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar.
Na tradição germânica, Freia e dois outros Vanirs (deuses da natureza) se mudaram para Asgard para viver com os Aesir (deuses de guerra) como símbolo da amizade criada depois de uma guerra.
Usava o colar de Brisingamen, supostamente feito de ouro, o colar representava o Sol e o ciclo do dia e noite, de acordo com as notas de Saxão Gramático o colar estava entre os objetos dados aos deuses por Alberich. Em uma parte do poema Húsdrápa,Hollander, Lee M (1968). The skalds : a selection of their poems. Ann Arbor: University of Michigan Press. na Edda em prosa (Skaldskaparmal) é relatado o roubo do colar por parte de Loki, colar este que era considerado um tesouro de grande valor e beleza, quando Freia deu-se conta, do desaparecimento de seu colar solicitou a ajuda de Heimdall.Sturluson, Snorri. trad. Arthur Gilchrist Brodeur (1916) (ed.): «Skáldskaparmál, estrofa 28». Edda prosaica.Jónsson, Guđni. Edición en nórdico antiguo (ed.): «Skáldskaparmál». Edda poética.
Depois de uma longa batalha, Heimdall vence Loki, retornando vencedor e devolvendo o colar a deusa. É um relato importante já que marca um o ódio mútuo que ao futuro, os destinará a combater-se e derrotar um ao outro no final do Ragnarök.
Este mito supracitado se dá no mar e talvez esteja relacionado com a origem de um dos nomes de Freia (Freia, Freja, Froya, etc.) neste caso "Mardoll" o "brilho do mar" sendo o brilho aqui o do colar roubado por Loki (Brisingamen) já que brisinga que significa brilhante, cintilante, flamejante.
No próprio nome de Heimdall, a palavra dallr (luz) e é o masculino de döll e "heim" terra. Esta é talvez uma das histórias que se perderam na busca de Freia por seu esposo.Rydberg, Viktor. «Teutonic Mythology - Gods and Goddesses of the Northland
Freia frequentemente conduzia um carro de guerra, puxado por um par de Linces.Rydberg, Viktor. http://www.northvegr.org/lore/rydberg/ " Teutonic Mythology - Gods and Goddesses of the Northland
No Gilfaginning há relatos que conduziu este carro até o funeral de Balder.Sturluson, Snorri. trad. Arthur Gilchrist Brodeur (1916) (ed.): «Gylfaginning, capítulo 49». Edda em prosa
Os felinos são sagrados para Freia, assim como os corvos e os lobos para Odin.Grimm, Jacob. trad. Northvegr Foundation (ed.): «Teutonic Mythology»
Freia compartilhava os mortos de guerra com Odin. Metade dos homens e todas as mulheres mortas em batalha iriam para seu salão, Fólkvangr.
Ver também Frigga
Bibliografia
Bellows, Henry Adams (Trans.) (1923). A Edda Poetica. American-Scandinavian Foundation. Polome CE "Freya" No dicionário de Arqueologia Germânica, Volume 9, Fidel - Agitação De Gruyter, Berlim 1999, ISBN 3-11-014642-8.
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