O Aeroporto Santos Dumont é um aeroporto brasileiro localizado no município do Rio de Janeiro, no estado homônimo, sendo um dos dez mais movimentados do país. Possui localização privilegiada e de fácil acesso, no centro financeiro da cidade. Construído na década de 1930 sobre um aterro à beira da Baía de Guanabara, o Santos Dumont foi o primeiro aeroporto exclusivamente civil a ser inaugurado no Brasil. É o aeroporto mais movimentado do estado do Rio de Janeiro. Em 2021 foi o quinto mais movimentado do Brasil.

Um destaque do Aeroporto Santos Dumont é a moderna sala de embarque, a primeira do país totalmente revestida com material transparente, que dá uma ampla visão para a Baía de Guanabara, onde é possível observar pontos turísticos como a Ponte Rio-Niterói, a Ilha Fiscal, o Museu de Arte Contemporânea, a cidade de Niterói, a Escola Naval e o Pão de Açúcar.

O maior fluxo de passageiros do aeroporto provém da Ponte aérea Rio-São Paulo, que o Santos Dumont faz com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, movimentando aproximadamente quatro milhões de passageiros por ano, quase metade da movimentação total. A segunda e a terceira demanda são, respectivamente, o Aeroporto Internacional de Brasília e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins, ambas com mais de um milhão de passageiros ao ano.

O complexo aeroportuário está instalado em uma área de 833 mil metros quadrados, contando com duas pistas de pousos e decolagens, com capacidade para 29 operações por hora, e dois terminais de passageiros, sendo um para embarque e outro para desembarque. Toda estrutura oferece a capacidade para 15,3 milhões de passageiros por ano, segundo a Infraero.

História thumb|left|Aeroporto Santos Dumont No Rio de Janeiro, o transporte aéreo comercial utilizava o atracadouro da Ponta do Calabouço, onde atracavam os hidroaviões de rotas nacionais e internacionais. A aviação de pouso e decolagem terrestre, ainda incipiente, aproveitava o Campo de Manguinhos e os aparelhos militares da Aeronáutica e Marinha usavam, respectivamente, o chamado Campo dos Afonsos e o do Galeão.

Como grande cidade e, sobretudo, na condição de Capital Federal, o Rio de Janeiro precisava dispor de um Aeroporto condizente com suas necessidades. Duas áreas então foram estudadas para a construção do aeroporto da então capital do País: O Aterro do Calabouço, onde operavam os hidroaviões, e o Campo de Manguinhos, que recebia as aeronaves de pouso e decolagem. A proposta de implantar o aeroporto no aterro do calabouço foi bem aceita por especialistas em aviação do mundo todo e com isso, no início dos anos 30, o urbanista francês Alfred Agache idealizou o Aeroporto Santos Dumont a ser construído no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Cronologia thumb|Aeroporto Santos Dumont no dia de sua inauguração

thumb|Multidão se aglomera em frente ao aeroporto durante o traslado do corpo de Vargas para sepultamento em São Borja, 26 de agosto de 1954 1934 - Iniciaram-se as obras de construção do aeroporto com a ampliação do aterro em mais 370 mil metros quadrados, utilizando cerca de 2,7 milhões de metros cúbicos de areia, além da construção de uma muralha de contenção.http://146.164.5.73:30080/tempsite/anais/completos/infraestrutura.pdf

1935 - Pequenos aviões já começam a utilizar o aeroporto, ainda com uma pista de 400 metros.

1936 - Em 30 de novembro de 1936 o aeroporto foi oficialmente inaugurado, com uma pista de pousos e decolagens de 700 metros de comprimento. No mês anterior à inauguração, Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, publicou um decreto dando o nome do aeronauta Santos Dumont ao aeroporto, considerando sua relevância deste brasileiro na história da aeronáutica.

1937 - Inauguração da Estação de hidroaviões.

1938 - Início da construção do terminal de passageiros.

1938 - Em 1938 a pista foi ampliada de 700 para metros para atender a demanda maior de aviões baseados em terra. Sendo o Rio de Janeiro a capital do País e o com intenso movimento de turistas na cidade, o SDU detinha a primazia no transporte aéreo nacional e o tráfego de São Paulo ainda era menor que o do Rio.

1945 - Inauguração do terminal de passageiros. A obra iniciada em 1938 foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial.

1947 - A pista foi ampliada para metros e o aeroporto entra em seu auge de tráfego. Nessa ocasião os voos intercontinentais foram transferidos para o Aeroporto do Galeão que passou a operar com os DC-6, Boeing 377 e Constellation que poderiam então decolar mais pesados.

1959 - É inaugurada a ponte aérea Rio-São Paulo: acordo firmado entre as companhias Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul que operavam os Convair 240, Scandia e Convair 340, respectivamente, na ligação aérea entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

1960 - Brasília, a nova capital do Brasil é inaugurada e São Paulo assume o posto de cidade mais importante do país devido a sua industrialização. Com essas mudanças no contexto nacional o Aeroporto do Rio de Janeiro sofreu uma redução no tráfego e deixou de ser o único e principal hub nacional.

1991 - Os aviões a jato, em particular os Boeings 737-300, passaram a ser utilizados no aeroporto no serviços da Ponte Aérea a partir de novembro de 1991.

1998 - O aeroporto foi destruído por um incêndio que durou 8 horas, no dia 13 de fevereiro de 1998, fazendo com que todas as operações fossem transferidas para o Aeroporto do Galeão. Em função do desastre, o terminal do Santos Dumont passou por uma rápida reforma e os voos só foram retornar por completo para o aeroporto em 15 de agosto daquele ano.

1998 - Tombamento da antiga Estação Central de Passageiros, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural em 12 de dezembro de 1998. Nesse prédio, inaugurado em 1945, hoje funciona o terminal de desembarque do aeroporto.

2004 - Início das reforma e ampliação do Aeroporto Santos Dumont.

2005 - Em 13 de março de 2005 entrou em vigor a determinação da Portaria nº 187 de 8 de março de 2005 do Departamento de Aviação Civil (DAC). Essa Portaria restringiu as operações no Aeroporto Santos Dumont a voos da ponte aérea e voos regionais, além de atender os voos das empresas de Táxi Aéreo e da Aviação Geral. Dentre outras, a principal limitação se dava na operação de aeronaves turboélice, com capacidade máxima de 50 assentos nos voos regulares, com exceção dos voos para o Aeroporto de Congonhas, que continuavam sendo operados com jatos.

2007 - Inauguração do atual e moderno terminal de embarque com 8 pontes de embarque em 26 de maio de 2007.

2009 - Revogação da Portaria nº 187 de 8 de março de 2005 do Departamento de Aviação Civil (DAC) por meio da Resolução nº 75, de 3 de Março de 2009, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com isso, dado o limite da capacidade operacional no Aeroporto Santos Dumont, com base em critérios técnicos da ANAC, o aeroporto foi liberado para voos interestaduais e também para uso de aviões a jato em novas rotas, além da ponte-aérea.

2016 - A partir de 27 de março de 2016, por meio da decisão Nº104/2015 da ANAC, o Aeroporto Santos Dumont passou a ser um aeroporto coordenado no sistema de alocação de slots.

2023 - Em agosto de 2023, o governo do Brasil publicou uma portaria dizendo que, a partir de 2024, só poderão ser operados no aeroporto voos com destino ou provenientes de São Paulo - Congonhas e Brasília, além de restringir a operação a um raio de 400 quilômetros para outros voos, com o objetivo de aumentar o movimento do Aeroporto do Galeão, ação que foi repudiada pela IATA. Segundo o órgão, "a medida não está de acordo com regras internacionais, e o passageiro deve ter a liberdade de escolher o aeroporto que ele deseja partir ou chegar". A autoridade ainda pediu ao governo brasileiro que a decisão seja revista. Em novembro, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu revogar a medida de restrição de destino, no entanto, ainda deve obedecer o limite de 6,5 milhões de passageiros por ano, número inferior aos cerca 11 milhões registrados em 2022.

Ampliação e modernização No início dos anos 2000 o Aeroporto Santos Dumont operava com mais que o dobro de sua capacidade. Nos anos 2003 e 2004 passaram pelo aeroporto cerca de 5 milhões de pessoas em cada ano, quando sua capacidade operacional era de apenas 1,8 milhão de passageiros por ano. Nesse período houve uma intensa polêmica sobre o que seria feito diante da situação do aeroporto: De um lado a Infraero, companhias aéreas e habituais passageiros justificavam a emergência da ampliação do terminal sob a alegação de que o local era incapaz de comportar o fluxo atual de usuários; por outro lado, arquitetos, ambientalistas, pilotos, agentes de viagem e defensores do patrimônio histórico defendiam a preservação das características originais do aeroporto.

Diante do impasse, a Infraero submeteu o projeto de ampliação ao Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac) e ao Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), realizou duas consultas públicas e atendeu a todas as exigências dos órgãos de controle ambiental e urbanístico. Após se arrastar por dois anos, a projeto finalmente foi aprovado e as obras se iniciaram no ano 2004.

Obras incluídas no projeto:

Reforma do antigo terminal de passageiros, para ser usado somente como terminal de desembarques; Reforma das pistas e dos pátios de aeronaves; Construção de um novo terminal de passageiros, com 29 mil m², para funcionar exclusivamente como terminal de embarques; Instalação de 8 pontes de embarque e desembarque; Construção do conector de acesso às pontes, ocupando m², com estrutura metálica e uso intensivo de vidro; Aumento do número de balcões de check-in de 33 para 50 posições; Aumento do número de esteiras de bagagens de 2 para 5 esteiras; Ampliação da quantidade de pontos comerciais de 50 para 153 lojas.

As obras foram concluídas e entregues em 26 de maio de 2007. Com isso, a área construída envolvendo os terminais de passageiros aumentou de 19 mil m² para 61 mil m² e a capacidade de 1,8 milhão de passageiros por ano foi ampliada para 8,5 milhões.

Em junho de 2017, a empresa europeia Airbus informou que irá realizar alterações em seus modelos A320 para que operem no aeroporto. Atualmente, o modelo, com capacidade de até 174 passageiros, só pode operar no Santos Dumont, com uma porcentagem dessa capacidade devido ao comprimento da pista do aeroporto. As empresas Latam e Avianca só operam modelos A319 na ponte aérea, com capacidade de até 144 passageiros.

A fabricante negocia com ambas, uma nova versão, batizada internamente de “Sharp” (Short Airfield Package, ou “pacote para pistas curtas”). Que sofrerá alterações nos motores, freios e software, permitindo assim que o A320 realize pousos e decolagens no aeroporto, com capacidade máxima.

Essa decisão foi tomada, visando aumentar o transportes de passageiros perante à concorrência. A Gol, cliente da americana Boeing, passou por essas alterações com seus 737-8's no ano passado e realiza operações de pouso e decolagem normalmente com o aparelho, que possui capacidade de até 177 passageiros saindo assim, na frente no transporte de passageiros na ponte aérea.

Em meados de 2019 a ANAC autoriza a LATAM a utilizar o Airbus A320ceo com pacote LIP a operar no aeroporto. Em junho de 2020, a Azul passa a operar voos com Airbus A320neo (a LATAM também utiliza o A320neo em algumas rotas do Santos Dumont)

Infraestrutura. Sítio Aeroportuário Área total: 833 703 m²

Pistas de pousos e decolagens

Pista Principal (2R/20L): 1 323 x 42 metros

Pista Auxiliar (2L/20R): 1 260 x 30 metros

Instrumentos de pouso e rádionavegação: LOC/DME NDB

Capacidade: 29 movimentos/hora Terminal de Passageiros

Área: 61 000 m²

51 posições de check-in

55 totens de autoatendimento

Capacidade: 1 800 passageiros/hora 9,9 milhões de passageiros/ano

Embarque: 8 pontes de embarque

Desembarque: 6 esteiras de restituição de bagagens

Estacionamento de veículos: 3 414 vagas Pátio de aeronaves

Área: 95 800 m²