thumb|250px|Uma página do Calila e Dimna datada de 1429, de Herate, uma tradução em persa do Panchatantra derivada da versão árabe — Calila e Dimna — descreve o chacal-vizir manipulativo, Dimna, tentando levar seu rei-leão à guerra
O Panchatantra (IAST: , sânscrito: पञ्चतन्त्र, 'Cinco Princípios') é a mais antiga coleção de fábulas indianas conhecida. Originalmente era uma coleção de fábulas com animais em verso e prosa em sânscrito (hindu) e em pali (budista). O texto original em sânscrito, atualmente perdido, que foi provavelmente composto no ,, Introdução, página xv: "A data mais recente na qual as histórias estão conectadas está fixada pelo fato de que algumas delas foram esculpidas ao redor dos templos budistas sagrados de Sanchi, Amaravati e Bharhut, no último caso com o título de Jatakas sobrescrito. Estes foram dataos por arqueologists indianos como anteriores a , e Mr Rhys-Davids produz evidencia que colocaria as histórias tão cedo quanto . Entre 400 e , muitas de nossas histórias foram colocadas num padrão formado pela vida e experiência do Buda." é atribuído a Vishnu Sarma. Entretanto, sendo baseado em tradições orais mais antigas, seus antecedentes entre contadores de histórias provavelmente são tão antigos quanto a origem da língua e dos primeiros agrupamentos sociais do subcontinente de caçadores e pescadores reunidos em torno de fogueiras.Problems, Myths and Stories por Doris Lessing, Institute for Cultural Research Monograph Series No. 36, p 13, London 1999: "... quando nós no nosso tempo falamos de histórias, contos, nós frequentemente esquecemos que para a maior parte da história humana, milhares de anos — histórias eram contadas ou cantadas. Leitura veio muito mais tarde, é comparativamente recente, e mudou não apenas a forma com a qual recebemos as histórias, mas também a forma como pensamos. A revolução da imprensa perdeu-nos nossas memórias — ou parcialmente. Antes guardavam-se as informações nas cabeças. Pode-se encontrar ainda hoje um velho ou velha, iletrado, que nos lembra o que uma vez fomos — o que todos foram. Eles lembram-se de tudo, o que foi dito por quem, quando e porquê: datas, lugares, endereços, história. Eles não precisam usar livros de referência. Esta faculdade desapareceu com a escrita." É certamente o produto literário da Índia mais traduzido e possui mais de 200 versões em mais de 50 línguas.Introdução,
Na décima terceira narrativa encontramos uma história com temática similar a da nossa conhecida Festa no Céu.
Trata-se da história de "Cambugriva, uma tartaruga que morava no lago Fulatpala, no país de Mágada. Dois gansos, Sancata e Vicata, para salvá-la da estiagem que seca as águas do lago, levam-na pelos ares, segura pela boca a um bastão. Vendo o espanto dos lavradores que a olham nas nuvens, Cambugriva abre a boca para dizer: que admiração é esta? E vem morrer aos pedaços, nos rochedos"Luis da Câmara Cascudo, Literatura Oral no Brasil, Belo Horizonte: Itatiaia, 1984.
Bibliografia
TESHEINER, Maria da Graça; FLEMING, Marianne Erps; VARGAS, Maria Valíria Aderson de Mello. Pañcatantra: fábulas indianas-volume I: livro I. Editora Humanitas, 2004. __________________________________________. Pañcatantra: fábulas indianas-volume II: livros II e III. Editora Humanitas, 2013. __________________________________________. Pañcatantra: fábulas indianas-volume III: livros IV e V. Editora Humanitas, 2013.
Notas
Ligações externas
Tradução do Pañcatantra para o português, diretamente do sânscrito, disponível online e para download gratuito. Panchatantra Stories in English Stories from Panchatantra Tales from the Panchatantra An example of comparison with an Aesop's fable Buddhist Birth Stories (Jataka Tales), T. W. Rhys Davids, London 1880 Excerpt from Wood's 2008 update of Kalila and Dimna - Fables of Friendship and Betrayal
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