A Transtejo Soflusa é uma empresa de transporte fluvial que opera serviços de ferry na Área Metropolitana de Lisboa, sendo a principal empresa de transporte fluvial que faz a ligação das duas margens da foz do rio Tejo. Tem barcos do tipo catamarã, ferry-boat, cacilheiro e elétricos, que foram construídos em Portugal, Espanha, Alemanha, Austrália, Reino Unido e Singapura.

História A Transtejo foi fundada a 17 de dezembro de 1975Tribunal de Contas. Dezembro de 2010. Auditoria ao Grupo Transtejo. Acedido a 31 de Janeiro de 2011, em consequência de profundas alterações políticas em Portugal. O governo determinou a nacionalização e fusão de cinco sociedades que então exploravam as cinco carreiras fluviais do rio Tejo, ligando Lisboa a diversas localidades da Margem Sul: Sociedade Marítima de Transportes, Lda.; Empresa de Transportes Tejo, Lda.; Sociedade Nacional Motonaves, Lda.; Sociedade Jerónimo Rodrigues Durão, Herdeiros, Lda.; Sociedade Damásio, Vasques e Santos, Lda..

Foi com base no Decreto-Lei Nº 701-D/75 de 17 de Dezembro, que ocorreu a fundação da Transtejo - Transportes Tejo, E.P., ou apenas Transtejo, indo ao encontro da necessidade de reestruturação e coordenação da atividade dos operadores fluviais do Tejo, assegurando o seu regular funcionamento, integrando quase todas as ligações entre as duas margens do Tejo, com exceção da travessia entre Lisboa (Terreiro do Paço) e o Barreiro, que pertencia ao setor fluvial da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E.P.E., outra empresa nacionalizada do estado que detinha a exploração desta ligação fluvial, articulando desse modo a rede ferroviária a Norte e a Sul do estuário do Tejo.

A 11 de Novembro de 1992 a CP e a recém-criada TEX - Transporte de Encomendas Expresso, Lda. constituem, por escritura pública, a Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes, S.A., ou apenas Soflusa, com o objetivo de explorar a ligação fluvial de Lisboa (Terreiro do Paço) ao Barreiro, ligação essa que foi concessionada à CP pelo art. 3.º do DL 116/92, de 20 de Junho. No mesmo ano, a Transtejo foi tornada numa sociedade anónima, pelo Decreto-Lei 150/92, de 21 de Julho, passando a denominar-se Transtejo - Transportes Tejo, S.A., com a totalidade do seu capital social sendo detida diretamente pelo Estado Português.

Planeadas deste 1993, foram inauguradas pela Transtejo em 1998, no contexto da Expo'98, ligações entre os portos da Margem Sul e o Parque das Nações (Gare do Oriente). Inicialmente, foram extintas após o término da Expo, mas foram reeinauguradas de forma regular em Março de 2001, com a primeira carreira circulando entre o Parque das Nações, Seixal e Cacilhas, com a adição de uma segunda carreira para o Barreiro feita em Outubro desse mesmo ano, adicionando-se às carreiras regulares que já existiam. Estas ligações mantiveram-se nos dias úteis até 2003 e aos fins-de-semana até 2006, já fundidas numa única carreira na altura da sua extinção.

Em 2001 a Transtejo, que já era acionista da Soflusa, adquiriu a totalidade do capital social da empresa, respetivamente 76,350% à CP, E.P.E. e 0,0026% à TEX, Lda.. Consequentemente, os membros do Conselho de Administração da Transtejo foram nomeados administradores da Soflusa.

Em 2004 entraram ao serviço os novos navios catamarã encomendados pela Transtejo para esta ligação, reduzindo o tempo de viagem de 30 para cerca de 20 minutos.

Em 2013, foi anunciado que o grupo Transtejo seria fundido operacionalmente com as empresas Metropolitano de Lisboa e Carris, processo que ficou concluído no início de 2015, com a criação da marca Transportes de Lisboa.Transportes de Lisboa lança campanha para jovens, Transportes em Revista, 18 de Março de 2015. Vista em 20 de Abril de 2015. A fusão foi anulada pelo XXI Governo Constitucional a 1 de janeiro de 2017 e as empresas voltaram a ser autónomas do ponto de vista da gestão.Transportes de Lisboa acaba a 1 de Janeiro, Transportes & Negócios, 4 de Agosto de 2016. Vista em 26 de Março de 2017.

A 25 de janeiro de 2017, uma embarcação proveniente do Barreiro, transportando 561 passageiros, sofreu um acidente no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço. Determinou-se que a principal causa do embate se deveu à falta de visibilidade em consequência do nevoeiro que se abateu naquela zona àquela hora. O barco teria partido da Margem Sul às 8h10 da manhã e às 8h30 teria chocado, resultando em ferimentos em 34 pessoas que tiveram de ser assistidas pelo INEM e pela Polícia Marítima. Apesar dos ferimentos dos passageiros não terem sido graves, a Soflusa abriu um inquérito para apurar as causas do acidente.

Em 2023, a Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes, S.A., empresa detida integralmente pela Transtejo - Transportes Tejo, S.A. e com a mesma administração desde 2001, foi liquidada e todo o seu património e trabalhadores transferidos para a Transtejo, unindo de vez as duas empresas numa única só e rebatizando a última para TTSL - Transtejo Soflusa, S.A., ou apenas Transtejo Soflusa.Governo anuncia fusão da Transtejo e Soflusa até ao final do anoContrato de Subcontratação do Serviço Público de Tranporte de Passageiros entre a Transtejo e a Soflusa

Em abril de 2023, Alexandra Carvalho foi empossada como presidente da Transtejo/Soflusa. Em outubro de 2025, Rui Rei foi empossado como presidente da Transtejo/Soflusa.

Exploração thumb|left|Alentejense|esquerda thumb|right|São Julião thumb|right|Lisbonense Atualmente a Transtejo Soflusa organiza a sua oferta com vista à prestação de um serviço de interesse económico geral e não em busca de rentabilização do negócio. A procura do serviço prestado pelo grupo caiu 46% entre 1998 e 2009, o equivalente a 23,8 milhões de passageiros, pese o esforço feito da renovação da frota das ligações do Seixal, Montijo e Barreiro com a afetação de navios mais rápidos e mais confortáveis. A construção da Ponte Vasco da Gama e o início da exploração ferroviária na Ponte 25 de Abril resultaram em novos hábitos de mobilidade aos quais se associam a crescente procura de bairros habitacionais no interior da Península de Setúbal e a saída de muitas atividades terciárias da Baixa de Lisboa para a zona alta da cidade como fatores responsáveis pela quebra do número de passageiros. Pode-se, também, apontar a falta de intermodalidade em alguns dos terminais da Margem Sul.

Além das ligações de serviço público, a Transtejo oferece também alguns produtos turísticos e aluguer de navios.

Frota A frota da Transtejo Soflusa é composta por um total de 28 navios: classe nomes história dimensões velocidade FerryboatMonocasco1 Eborense 1953 Construção: 1953Reconstrução: 1991Remotorização: 2004 346 🯅︎22 🚘︎ : 50,25 mboca: 11,20 mpontal: 2,65 mcalado: 2,10 marq.b.: 460— máx.: 11 nós Alemã1 S. Paulus 1959 275 🯅︎ turísticoaluguer : 28,17 mboca: 7,50 mpontal: 3,65 mcalado: 2,75 marq.b.: 257— máx.: 10 nós Cacilhense 5 CampolideDafundoMadragoaSeixalenseSintrense 198019811982 408 🯅︎ : 29,20 mboca: 7,25 mpontal: 2,21 mcalado: 1,80 marq.b.: 304— máx.: 10 nós São Jorge 1 São Jorge 1992 996 🯅︎ : 49,94 mboca: 9,46 mpontal: 3,05 mcalado: 1,85 marq.b.: 643— máx.: 13 nós Catamarã 18 3 AlgésCasteloChiado 1995 487 🯅︎ : 45 mboca: 11,79 mpontal: 2,90 mcalado: 1,35 marq.b.: 431— serv.: 22 nósmáx.: 25 nós 4 AroeiraCarnideSão JuliãoSé 1998 487 🯅︎ : 46,25 mboca: 11,79 mpontal: 2,90 mcalado: 1,40 marq.b.: 445— serv.: 22 nósmáx.: 30 nós 1 Fantasia 2001 146 🯅︎ turístico : 26,40 mboca: 7,80 mpontal: 1,98 mcalado: 1,34 marq.b.: 78— serv.: 22 nósmáx.: 26 nós 2 Cesário VerdePedro Nunes 2002 320 🯅︎ : 37,40 mboca: 10,70 mpontal: 2,60 mcalado: 1,06 marq.b.: 342— serv.: 22 nósmáx.: 30 nós 8 Almeida GarrettAntero de QuentalDamião de GoesFernando NamoraFernando PessoaGil VicenteJorge de SenaMiguel Torga 2003 700 🯅︎ : 49,20 mboca: 12,30 mpontal: 3,30 mcalado: 1,58 marq.b.: 713— serv.: 20 nósmáx.: 30 nós FerryboatCatamarã 2 AlmadenseLisbonense 2011 360 🯅︎29 🚘︎ : 47,50 mboca: 16,00 mpontal: 3,65 mcalado: 2,20 marq.b.: 1479— serv.: 11 nósmáx.: 12 nós CatamarãElétrico 10 Cegonha BrancaGarça-VermelhaFlamingo-RosaÍbis-PretaTarambola-DouradaMilhafre-PretoPerna-VerdeAlvéola-AmarelaTrapadeira-AzulPeneireiro-Cinzento 2022 540 🯅︎ : 40,15 mboca: 12,00 mpontal: 3,13 mcalado: 1,65 marq.b.: 1479— serv.: 16 nós

Navios elétricos Em outubro de 2020, a empresa espanhola Astilleros Gondán venceu o concurso para fornecimento de 10 navios totalmente elétricos, num contrato com o valor global de 52,44 milhões de euros para as ligações fluviais de Cacilhas, Montijo e Seixal a partir de 2022. A Transtejo adquiriu os dez navios elétricos, só que nove desses catamarãs foram comprados sem as respetivas baterias, estando, portanto, inoperacionais. O Tribunal de Contas considerou não só que o negócio é “irracional” como lesa o interesse público. O episódio levou à demissão do conselho de administração das empresas, liderado por Marina Ferreira, que manteve, no entanto, a posição de que o contrato promoveu o interesse público e que as considerações do Tribunal de Contas eram "ofensivas e ultrajantes".

O primeiro navio elétrico Cegonha Branca foi inaugurado em 28 de setembro de 2023. Em novembro de 2023, o Governo reprogramou a despesa relativa à renovação da frota na aquisição de 10 navios elétricos, aumentando em 10 milhões de euros o investimento, que passou para mais de 80,6 milhões de euros. Os dez barcos elétricos foram fabricados para navegar em lagos. E apenas três embarcações deste lote estão, em 2025, a assegurar a carreira entre Seixal e Cais de Sodré, em Lisboa e o catamarã Cegonha Branca já sofreu danos graves no casco causados pelo embate contra um cais em dia de mau tempo.

Terminais Lisboa: Lisboa - Belém Lisboa - Cais do Sodré Lisboa - Terreiro do Paço Pedrouços/Algés Margem Sul: Barreiro Cacilhas Montijo (Cais do Seixalinho) Porto Brandão Seixal Trafaria

Belém miniaturadaimagem|330x330px|Vista geral da Estação Fluvial de Belém, 2021A Estação Fluvial de Belém situa-se na cidade de Lisboa, em Portugal, e permite o acesso às embarcações que fazem o trajeto entre Belém e a Margem Sul do rio Tejo:

Belém ⇄ Porto Brandão ⇄ Trafaria ⇄ Belém

Possui ligações à Linha de Cascais da CP Lisboa e aos transportes rodoviários da Carris e Carris Metropolitana.

Conexões: Elétrico: Autocarro: Comboio: Táxi:

Cais do Sodré miniaturadaimagem|448x448px|Vista geral do Terminal Fluvial do Cais do Sodré, 2021|esquerdaO Terminal Fluvial do Cais do Sodré situa-se na cidade de Lisboa, em Portugal e permite o acesso às embarcações que fazem o trajeto entre o Cais do Sodré e a Margem Sul do rio Tejo: Cais do Sodré ⇄ Cacilhas Cais do Sodré ⇄ Montijo Cais do Sodré ⇄ Seixal

Terminado já no no século XXI, o novo edifício é composto por um longo átrio longitudinal que dá acesso a zonas de apoio, a uma cafetaria e às salas de espera que antecedem os vários cais de embarque. O projeto de arquitetura é de autoria de Pedro Botelho e Nuno Teotónio Pereira. Possui ligações à Linha de Cascais da CP Lisboa, aos transportes rodoviários da Carris e Carris Metropolitana e à rede do Metropolitano de Lisboa.

Conexões: Elétrico: Autocarro: Comboio: Metro: Táxi:

Terreiro do Paço

miniaturadaimagem|330x330px|Vista geral do Terminal Fluvial do Terreiro do Paço, 2021O Terminal Fluvial do Terreiro do Paço situa-se na cidade de Lisboa, em Portugal e permite o acesso às embarcações que fazem o trajeto entre a Praça do Comércio e a Margem Sul do rio Tejo: Terreiro do Paço ⇄ Barreiro