Couto é uma povoação portuguesa do Município de Barcelos que foi sede da extinta Freguesia de Couto, freguesia que tinha 1,57 km² de área e 348 habitantes (2011), e, por isso, uma densidade populacional de 221,7 hab/km².

A Freguesia de Couto, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, foi agregada às freguesias de São Martinho de Alvito e São Pedro de Alvito, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Alvito (São Pedro e São Martinho) e Couto, com sede em São Pedro de Alvito.Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.

População População da freguesia de Couto (1864 – 2011) Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 163 146 166 179 174 188 205 216 222 238 278 328 353 349 348

História

Século XI A primeira referência à freguesia do Couto surge no Censual de entre Lima e Ave, organizado pelo bispo D. Pedro entre 1085 e 1091. Neste, surge a referência à paróquia "De Sancto Jacobi de Asinas", a qual, segundo historiadores modernos, corresponde à atual paróquia de S. Tiago do Couto.

Século XIII Nas inquirições gerais de 1220, elaboradas a mando de D. Afonso II, surge com a denominação de "De Sancto Jacobi de Tamial (...) est cautum", estando situado na terra de Neiva. Estas inquirições referem que o rei não tem ali reguengo algum porque é couto; que o rei não é padroeiro e que a igreja tinha sesmarias. Referem ainda que a igreja de Galegos tinha ali 3 casais, Banho 1 casal, Manhente 1 casal, S. Pedro de Calvelo 1 casal e S. Salvador meio casal.

Já nas inquirições de 1258, sob reinado de D. Afonso III, é referenciado como "Sancti Jacobi de Cauto de Cidi", situando-se "In Judicato de Nevia" referindo-se ainda:

Século XVI Em 1529, foi edificada a atual Igreja Paroquial de São Tiago do Couto, a mando de Jorge de Miranda. Esta data comprova-se através da inscrição embutida na silharia do lado direito da fachada principal:

Século XVIII Nas Memórias Paroquiais de 1758, refere-se que a freguesia pertencia à então comarca e termo da Vila de Barcelos. É feita uma menção aos residentes na freguesia, referindo-se que contava com 28 fogos, 15 casados, 4 viúvos, 12 solteiros, 10 menores e 20 ausentes.

Em relação aos lugares da freguesia, são referidos os seguintes: Midos, Cangostas, Latas, Nogueira, Casal, Portelinha, Casais e Aldeia.

No que toca à prática agrícola na freguesia, estas Memórias referem:"É esta freguesia uma porção de terra a mais fértil das que em si contém o Vale de Tamel e por isso produz bom vinho de enforcado, abundância de milho grosso, o que vulgarmente se chama maís, milho miúdo e centeio também em suficiente quantidade, além do feijão de toda a casta e boas frutas que também produz."

Século XIX A paróquia de São Tiago do Couto, que desde 1528 estava referenciada como sendo anexa à de Campo (Barcelos), tornou-se independente da mesma em 1848.Paróquia do Campo, Arquivo Distrital de Braga

Categoria:Antigas freguesias de Barcelos