A tuberculina é um extrato purificado de antigénios proteicos da bactéria Mycobacterium tuberculosis, amplamente utilizado na medicina para detetar a presença de infeção tuberculosa através do teste cutâneo da tuberculina (TCT) ou teste de Mantoux. Desenvolvida inicialmente por Robert Koch em 1890 como uma terapia falhada, a substância foi purificada em 1934 por Florence Seibert no atual padrão global: o derivado proteico purificado (PPD). A sua aplicação consiste numa injeção intradérmica no antebraço que estimula uma reação de hipersensibilidade do tipo IV (celular e retardada) mediada por linfócitos T. O diagnóstico baseia-se na medição milimétrica do diâmetro da enduração palpável na pele, decorridas 48 a 72 horas após a inoculação. Uma reação positiva confirma a memória imunológica contra o bacilo, sinalizando uma tuberculose ativa, uma infeção latente ou uma vacinação prévia com a BCG. Apesar de ser um instrumento epidemiológico de baixo custo e alta acessibilidade global, o teste apresenta limitações técnicas: carece de especificidade para diferenciar a doença ativa da latente e apresenta taxas de falsos negativos em doentes imunocomprometidos, bem como falsos positivos em indivíduos imunizados pela vacina BCG.https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/testing/Tuberculin_Skin_Testing_Information_for_Health_Care_Providers.pdfhttps://www.cdc.gov/tb/education/mantoux/pdf/Mantoux_TB_Skin_Test.pdf
Categoria:Imunologia Categoria:Tuberculose