Corumbá foi fundada no dia 21 de setembro de 1778 pelo Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, para impedir os avanços dos espanhóis pela fronteira brasileira em busca do mineral precioso, com o nome de Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque e transformou-se no principal entreposto comercial da região. A origem do nome é Curupah que, em tupi-guarani significa "lugar distante". A ocupação da região teve início ainda no século XVI quando, com a expectativa de encontrar ouro, a área do atual município foi explorada pelos portugueses, que começaram a chegar em 1524. Quando a passagem de barcos brasileiros e paraguaios pelo Rio Paraguai foi liberada, e devido à importância comercial que passou a ter, a localidade foi elevada a distrito em 1838 e, em 1850, a município. Corumbá mantém viva a esperança do amanhã, esperando por dias melhores. Cercada pelos morros e colinas, banhada pelo rio Paraguai, a cidade branca (denominada assim por conta do calcário encontrado em seu solo) é rica! Com seu próprio dialeto, gastronomia riquíssima e uma cultura popular única. A cultura corumbaense é composta de influências de religiões com matrizes africanas e outras ligadas ao cristianismo. originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas carioca, nordestina, paulista e sulista e de países como Itália, Síria, Palestina, Líbano, Bolívia e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos paídes do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil pois a cidade era isolada geograficamente. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência europeia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul.
Símbolos culturais Corumbá tem como principais símbolos culturais; o pantanal, trem do Pantanal, o tereré, a onça pintada, o jacaré, o peixe pintado. Como animais se destacam a arara azul e o tuiuiú. Na flora tem destaque os ipês (roxo, amarelo e rosa) e o carandá.
Cultura popular Produtos típicos Seu artesanato pode ser encontrado à venda, entre outros lugares, na Casa do Artesão, onde encontram-se peças que representam animais da região e do Pantanal. Estes trabalhos muitas vezes apresentam detalhes em madeiras típicas da região. Também é possível encontrar peças, como argila, que possuem utilidade mais que puramente decorativa. Outros núcleos de artesanato da cidade são: Art Izu (Rua Cuiabá, entre as ruas Tiradentes e Antônio João): pertencente a artista plástica Izulina Xavier. No local estão expostos seus artesanatos que são confeccionados em pó de pedra, entalhes de madeira e cerâmica. No local é retratado animais do Pantanal, figuras sacras e momentos históricos da cidade de Corumbá.Casa-das-Artes-Izulina-Xavier - portalturismobrasil.com.br Artesanato em Barro – Peixes (Avenida General Rondon, 2912): no local é possível comprar artesanato de peixes típicos da região. Atende todos os dias apenas com horário previamente agendado.Sugestões de compras - Prefeitura de Corumbá Associação Amor Peixe (Rua Dom Aquino Correa, 405, anexo à Casa do Artesão): no local é possível comprar artesanato de peixes típicos da região. Atende de segunda á sexta. Bicho do Mato Camiseteria (Rua América, s/n): situado no saguão do Hotel Nacional, o mais luxuoso da cidade, vende diversos tipos de artesanatos Casa de Massabarro (Parte baixa da cidade - Mapa): associação não-governamental com fins não-lucrativos, voltada exclusivamente para fins sociais com o intuito de dar às crianças do bairro uma oportunidade de profissão ao invés do ócio. Tem por objetivo incentivar a arte em cerâmica de crianças e adolescentes, que recriam a fauna e flora do Pantanal através da argila. A casa está sempre oferecendo peças artesanais em cerâmica, cuja temática é regional - pantaneira (flora e fauna), e também muitas peças de santos, principalmente "São Francisco".artesanato-e-cultura-de-corumba - Tipo alpha Cooperativa Vila Moinho (Rua Domingos Sahib, 300): A Cooperativa Vila Moinho, cuja assembleia de constituição foi realizada no dia 03/03/2009, tem como meta despertar novos conhecimentos e aprendizados na comunidade e, consequentemente, contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas a partir de suas capacidades, habilidades e competências. São oferecidas oficinas de geração de renda (artesanato, corte e costura, gastronomia e serigrafia) para que as mulheres conquistem a sustentabilidade financeira. Através da implementação de oficinas de capacitação, objetivou-se criar oportunidades reais para que a comunidade foco do projeto tivesse condições de constituir novos negócios, agregando valor a produtos, gerando renda e empregos a familiares moradores dos municípios de Corumbá e região. Atualmente a cooperativa conta com 02 núcleos - Gatronomia e Corte e Costura. Todos os núcleos são incentivados à organização social, solidária e cooperativa, potencializando assim, a integração e intercâmbio entre os povos do país vizinho.instituto homem pantaneiro Levy Souvenirs (Rua Antonio Maria Coelho, 367): produz camisetas, chaveiros, louças e souvenirs, todos eles com motivos pantaneiros. Loja Arte Pantaneira (Rua Manoel Cavassa, 267): comercializa camisetas, bonés, piranhas empalhadas, postais, chapéus, cinzeiros, artesanato em madeira, argila, bambu, taquara com motivos pantaneiros. Cerâmicas com desenhos andinos, bonecas de pano e bolsas feitas a mão. Loja do Porto (Rua Manoel Cavassa, 97): vende camisetas, quadros, chaveiros, piranhas empalhadas, chapéus, bonés, artesanatos em madeira, argila, com motivos pantaneiros, bijuterias em sementes típicas da terra, licores de bocaiuva, pequi e jabuticaba.
Costumes Influência Até o ano de 1914, para ter acesso a qualquer parte do Brasil, os corumbaenses não tinham outra opção senão o rio da Prata, sendo obrigada a passagem por Assunção, Buenos Aires ou Montevidéu. Os costumes e linguagem latinas acabaram sendo absorvido pelos corumbaenses. Essa convivência com os países platinos acabou sendo muito acentuado justamente por causa dessa relação em função do transporte fluvial. Por causa das influências Corumbá teve seus costumes baseados no folclore portenho, sendo muito comum na mesma época grandes empresários locais passarem por Montevidéu via rio Paraguai até chegar a Porto Alegre e Rio de Janeiro para assistir a algumas peças teatrais. As viagens eram feitas no Fernando Vieira, luxuoso navio com 100 camalotes de primeira classe, navio esse que também trazia as principais companhias de teatro do Rio de Janeiro e cidades do Prata para fazer a apresentação no Bijou-Teatro, que era a maior casa de espetáculos da cidade, na época com 500 lugares. A diversão e entretenimento amenizava a sensação de isolamento que existia na região, e por causa disso o rio Paraguai era o único meio de transporte e comunicação. Por causa do isolamento a cidade acabou recebendo influência cultural desses países do prata, e se faz perceber mais na música, gastronomia e sotaque. No ano de 1913 um oficial das forças armadas, em visita a cidade, falou ao chegar a Corumbá: no hotel, no bar, nas casas de comércio, por toda parte, ouve-se falar todas as línguas nessa longínqua e pequena babel e não serei exagerado em falar que o português não é o idioma que mais se fala. Esse é um depoimento que revelava a influência estrangeira que existia em Corumbá na época.
Na zona rural as bombachas, guaiacas e outros utensílios fazem parte da vestimenta de vaqueiros e donos de fazendas, além dos próprios pantaneiros. Linguisticamente o muito obrigado era substituído por gracias. Também foram incorporadas palavras como chalana, buenas ao invés de boa tarde, bolita ao invés de bola de gude, pandorga ao invés de papagaio, bolicho ou venda ao invés de armarinho ou boteco, termos estes trazidos por argentinos e paraguaios. O jogo de carta mais praticado pelos corumbaenses era, principalmente nas fazendas, o truco espanhol. Há também outros hábitos adquiridos sob influência internacional foi o chimarrão, fumar o guarani (este não mais existente), ou de fazer a sesta.
Música e danças típicas
Em Corumbá o tango já chegou a ser a dança preferida da população nos clubes sociais. Os corumbaenses são bastante tradicionalistas e festeiros por excelência, sendo responsáveis por um dos melhores carnavais do interior do Brasil. Mas não se baseiam apenas nas festas, pois as danças e religiosidade também fazem parte de sua cultura. Instrumentos musicais Acordeão: o som do acordeão é criado quando o ar que está no fole passa por entre duas palhetas (localizadas no chamado castelo, dentro do fole), que vibram mais grave ou agudo de acordo com a distância entre elas (quando mais distantes, mais grave o som) e seu tamanho (quanto maior, mais grave o som produzido). Quanto mais forte o ar é forçado para as palhetas, mais intenso é o som. O ar é proveniente do fole, que é aberto ou fechado com o auxílio do braço esquerdo. A maioria dos acordeões tem quatro vozes, que são diferentes oitavas para uma mesma tecla ou botão. Portanto, num acordeão de quatro vozes com o registro 'master' pressionado, ao tocar um Dó, na verdade são tocados dois Dós na oitava que pressionou, um Dó uma oitava acima e um Dó na oitava abaixo, e isso é responsável pelo som único do acordeão.Tudo sobre acordiões - accordion-yellowpages Flauta: possui um som melodioso, de timbre suave e doce. Seu som depende essencialmente, por um lado, da natureza e da direção da onda de ar e, por outro, do comprimento da coluna de ar. O som fundamental da flauta é o DÓ3, a partir do qual a extensão do instrumento é de 3 oitavas, graças aos harmónicos 2 e 4 (oitava e dupla oitava), cuja emissão é obtida pela modificação da pressão do sopro. Ganzá: é um instrumento musical de percussão utilizado no samba e outros ritmos brasileiros. O ganzá é classificado como um idiofone executado por agitação. É um tipo de chocalho, geralmente feito de um tubo de metal ou plástico em formato cilíndrico, preenchido com areia, grãos de cereais ou pequenas contas. O comprimento do tubo pode variar de quinze até mais de 50 centímetros. Os tubos podem ser duplos ou até triplos.FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.835 Reco-reco: também chamado raspador, caracaxá ou querequexé, é um termo genérico que indica os idiofones cujo som é produzido por raspagem. Há dois tipos básicos de reco-reco. O brasileiro, que é feito de aço, e o de madeira, muito comum em estilos de música latino-americanos como a cumbia e a salsa. Este último é constituído de um gomo de bambu ou uma pequena ripa de madeira com talhos transversais. A raspagem de uma baqueta sobre os talhos produz o som.ROCCA, Edgar Nunes "Bituca", Escola Brasileira de Música: Uma visão Brasileira no ensino da música e seus instrumentos de percussão 1. Rio de Janeiro: Europa, EBM, 1986 Viola-de-cocho: instrumento construído artesanalmente pelos próprios violeiros, que usam materiais da região, como a madeira do sarã ou timbaúba (ou chimbuva), cola de poca, cordas de tripa de bugio ou de ema. Estudada por alguns pesquisadores, acredita-se que a viola de cocho tenha se originado do alaúde, instrumento musical usado durante a Idade Média que, vindo do Oriente Médio chegou à Europa. Imagina-se que tenha chegado ao Pantanal por volta do século XVIII, pela Bacia do Prata, único elo de ligação da Província de Mato Grosso com o mundo naquela época.