Marcella Alves Araújo (Rio de Janeiro, 22 de maio de 1983) é uma porta-bandeira brasileira, atuante no carnaval do Rio de Janeiro.Porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves ganha homenagem de fã-clube. Sambarazzo, 22 de maio de 2015 Além de dançarina, com formação em balé clássico, é formada em Educação Física, com pós-graduação em Fisiologia do Exercício, pela Universidade Gama Filho. Também estudou na Escola de Mestre-Sala e Porta-Bandeira de Mestre Manoel Dionísio. Marcella, também foi Bailarina no programa Domingão do Faustão.
Quando pequena, frequentava a quadra da escola de samba Lins Imperial, onde se interessou pela dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Teve sua primeira experiência como porta-bandeira, aos nove anos de idade, na escola de samba mirim Infantes do Lins. Três anos depois, foi convidada para desfilar como primeira porta-bandeira da escola Lins Imperial, onde foi campeã do carnaval do Grupo B, no ano de 1997. Foi a mais jovem primeira porta-bandeira a desfilar por uma escola de samba no Grupo Especial do Rio de Janeiro, aos quatorze anos, em 1998, pela Caprichosos de Pilares. Ficou na escola por três carnavais. Também desfilou por cinco anos no Salgueiro, quatro anos na Mocidade Independente de Padre Miguel e mais quatro anos na Mangueira, até retornar ao Salgueiro em 2014. Também participou do carnaval de Uruguaiana, com passagens pelas escolas Império Serrano e Unidos da Cova da Onça.
É vencedora de quatro Estandartes de Ouro, considerado o "Óscar do carnaval carioca", entre outros prêmios como o Tamborim de Ouro, Estrela do Carnaval e S@mba-Net. Marcella é conhecida como uma pessoa reservada, avessa a festas e aparições públicas. Também é considerada uma das porta-bandeiras mais técnicas do carnaval. Além de atuar como porta-bandeira, exerce as profissões de personal trainer e instrutora de educação física. Foi casada com o empresário Eduardo Araújo e tem uma filha.
Biografia miniaturadaimagem|Quadra da Lins Imperial em Lins de Vasconcelos.|220x220px 1983–1991: Infância e interesse pela dança Marcella de Oliveira Alves (depois de casada, Marcella Alves Araújo) nasceu em 22 de maio de 1983 na cidade do Rio de Janeiro. Filha da dona de casa Sandra de Oliveira e do corretor de imóveis Wilson Alves, é a caçula dos três filhos do casal. Foi criada no bairro Lins de Vasconcelos, no subúrbio carioca. Aos seis anos de idade começou a estudar balé clássico no Centro de Dança Rio, no Méier. No balé, tinha predileção pelo pas de deux ("passo de dois" em francês), a dança executada por um bailarino e uma bailarina. Desde pequena acompanhava os pais nos ensaios da escola de samba Lins Imperial. Seu avô paterno, Wilson Cambaxirra, foi presidente da escola. Marcella se interessou pela dança de mestre-sala e porta-bandeira após assistir a um ensaio do primeiro casal da Lins, Jorginho e Bárbara Marcelle. Com Bárbara, teve sua primeira aula sobre a dança de casal no carnaval. 1992–2000: Início na Infantes, Lins Imperial e Caprichosos miniaturadaimagem|esquerda|Marcella Alves e o mestre-sala Peixinho no desfile de 2000 da Caprichosos de Pilares. Aos oito anos de idade, em 1992, Marcella Alves desfilou na comissão de frente da recém fundada Infantes do Lins, a escola de samba mirim da Lins Imperial. Para o ano seguinte, a escola mirim lançou um concurso a fim de escolher uma nova porta-bandeira. Marcella participou e venceu o concurso, sendo convidada, também, para desfilar pela Lins Imperial. Em 1993, aos nove anos de idade, estreou na Marquês de Sapucaí como terceira porta-bandeira da Lins Imperial, desfilando pelo Grupo A.
Em 1994 e 1995, desfilou como segunda porta-bandeira; em 1996, foi promovida ao posto de primeira porta-bandeira da Lins Imperial. Desfilando pelo Grupo B, a terceira divisão do carnaval carioca, a escola foi a 7.ª colocada. No ano seguinte, trocou a Infantes do Lins pela Inocentes da Caprichosos (escola mirim da Caprichosos de Pilares); e foi campeã do Grupo B pela Lins Imperial, desfilando com o mestre-sala Marquinhos Sorriso.
Para o carnaval de 1998, recebeu um convite para desfilar no Grupo Especial (primeira divisão do carnaval carioca) pela Caprichosos de Pilares. Aos quatorze anos de idade, Marcella foi a mais jovem primeira porta-bandeira a desfilar pelo Grupo Especial. Em sua estreia na elite do carnaval carioca, conquistou a pontuação máxima no julgamento oficial. Com o enredo "Negra origem, negro Pelé, negra Bené", a Caprichosos ficou classificada em 10.º lugar. Nos carnavais de 1999 e 2000, Marcella continuou na Caprichosos, tendo como parceiro, o mestre-sala Peixinho. Nos dois carnavais, conquistou duas notas 10 e uma nota 9,5. A Caprichosos ficou classificada, respectivamente, em 9.º e 11.º lugar. 2001–2005: Salgueiro, Bailarina do Faustão, formação acadêmica e o primeiro Estandarte de Ouro No carnaval de 2001, se transferiu para o Salgueiro, tendo como parceiro o mestre-sala Ronaldinho. Na noite de 11 de janeiro de 2001, Marcella e Ronaldinho participavam da gravação do programa de televisão Xuxa Park, quando um incêndio destruiu o cenário do programa deixando várias pessoas feridas, incluindo Ronaldinho e seu filho.
Ronaldinho conseguiu se recuperar antes do desfile e o casal conquistou nota 10 de todos os jurados. Pela apresentação, Marcella recebeu o seu primeiro Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira. O seu parceiro, Ronaldinho, também foi premiado como melhor mestre-sala. Com um enredo sobre o Pantanal Sul-Matogrossense, o Salgueiro terminou a competição classificado no 4.º lugar. miniaturadaimagem|Marcella Alves e Ronaldinho no desfile de 2003 do Salgueiro. No desfile de 2002, Marcella deixou a bandeira da escola cair durante sua apresentação no primeiro módulo, o que rendeu uma nota 9,2 ao casal. A porta-bandeira recebeu críticas, porém, as outras três notas 10, no mesmo desfile, asseguraram sua permanência no Salgueiro. A escola terminou na 6.ª colocação. Ainda em 2002, Marcella entrou para o balé do programa Domingão do Faustão, mas sua participação foi breve; ela deixou a atração poucos meses depois, ainda no mesmo ano. Em 2003, o casal não obteve um bom desempenho, perdendo quatro décimos no total das notas. Com um enredo comemorativo sobre os cinquenta anos do salgueiro, a escola terminou em sétimo lugar, ficando de fora do desfile das campeãs. No carnaval de 2004, o casal recebeu nota máxima de todos os jurados, sendo, ao lado de Lucinha Nobre e Rogerinho Dornelles da Unidos da Tijuca, os únicos casais a conquistar quatro notas 10. A escola foi a 6.ª colocada do carnaval. No mesmo ano, Marcella formou-se em Educação Física pela Universidade Gama Filho. Fora do carnaval, trabalhava como professora de natação e musculação.
Em 2005, Marcella Alves obteve o seu pior desemprenho, até então, no Grupo Especial, perdendo meio ponto no julgamento oficial. Após o resultado, a porta-bandeira se desligou do Salgueiro, atribuindo sua saída à desentendimentos com o então presidente da agremiação, Luiz Augusto Laje Duran ("Fú"). Segundo Marcella, seu relacionamento com o mestre-sala Ronaldinho também estaria desgastado. Após a saída de Marcella, Ronaldinho declarou em entrevista que a porta-bandeira foi imatura ao deixar a escola após um resultado ruim.
2006–2009: Passagem pela Mocidade
Para o carnaval de 2006, a porta-bandeira acertou sua transferência para a Mocidade Independente de Padre Miguel, tendo como parceiro o mestre-sala Rogerinho Dornelles. Em seu primeiro ano na escola, perdeu apenas um décimo no julgamento oficial, por conta da volumetria da fantasia do casal. A escola terminou classificada no 10.º lugar.
No carnaval de 2007, desfilou com um novo parceiro, o mestre-sala Marcelo Pessoa, estreante no Grupo Especial. O casal não obteve um bom desemprenho, perdendo oito décimos no julgamento oficial. Nas justificativas dos jurados, Marcella recebeu elogios, enquanto o mestre-sala recebeu diversas criticas. Com um enredo sobre o artesanato, a escola terminou classificada no antepenúltimo lugar.
Em 2008, mais uma vez, a escola trocou de mestre-sala. Rogerinho Dornelles retornou à Mocidade para fazer par com Marcella. O casal recebeu três notas 10, perdendo apenas um décimo, do jurado Tito Canha, por apresentar um bailado "confuso". O casal recebeu os prêmios Tamborim de Ouro e Estrela do Carnaval de 2008. A Mocidade ficou classificada na 8.ª colocação. Após o carnaval, o mestre-sala Rogerinho se desligou da escola.
Indicado por Marcella, Raphael Rodrigues foi contratado pela Mocidade para ser o novo mestre-sala da agremiação. No desfile de 2009, Marcella e Raphael receberam apenas uma nota 10, perdendo quatro décimos na pontuação total. Nas justificativas dos jurados, Marcella foi elogiada, enquanto as críticas foram direcionadas ao mestre-sala. A Mocidade terminou classificada na penúltima colocação do Grupo Especial, quase sendo rebaixada. 2010–2013: Mangueira, casamento e mais premiações miniaturadaimagem|Marcella Alves e Raphael Rodrigues no desfile de 2012 da Estação Primeira de Mangueira.Após o carnaval de 2009, Marcella Alves e Raphael Rodrigues se transferiram para a Estação Primeira de Mangueira, substituindo o casal Giovanna Justo e Marquinhos, que desfilavam a quatorze anos na verde-e-rosa. Em seu primeiro ano na escola, o casal perdeu três décimos no julgamento oficial. Marcella e Raphael receberam os prêmios Estrela do Carnaval e Tupi Carnaval Total 2010.
No carnaval de 2011, o casal foi o único a conquistar a pontuação máxima dos jurados, com quatro notas 10 e uma nota 9,8 que foi descartada. Com um enredo em homenagem a Nelson Cavaquinho, a Mangueira ficou classificada na terceira colocação. Marcella e Raphael receberam o prêmio Tamborim de Ouro de melhor casal de 2011, sendo este, o segundo Tamborim de Ouro de Marcella.
Em 2012, Marcella desfilou representando o bloco Bafo da Onça, enquanto seu parceiro, Raphael, representou o bloco Cacique de Ramos. A caracterização não agradou os jurados e o casal conquistou apenas uma nota 10. Pela exibição, Marcella recebeu seu terceiro Tamborim de Ouro e o prêmio Plumas e Paetês Cultural de personalidade do carnaval.
No desfile de 2013, o casal conquistou nota 10 de todos os jurados e diversas premiações como o Estrela do Carnaval, S@mba-Net e Tupi Carnaval Total. Marcella recebeu o seu segundo Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira. Após o carnaval, anunciou o seu desligamento da escola. Marcella foi a primeira porta-bandeira da Mangueira a não ter ligação direta com a escola, todas as porta-bandeiras anteriores da agremiação eram da comunidade mangueirense. Após a saída de Marcella, a tradição foi retomada com a entrada de Squel Jorgea em seu lugar. No mesmo ano, Marcella desfilou com Raphael Rodrigues pela escola Império Serrano (de Uruguaiana), no carnaval de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. O carnaval da região é conhecido por ser "fora de época", não coincidindo com os desfiles do Rio. Por falta de verba da escola, o casal recebeu cachê para desfilar apenas em uma das duas noites de apresentação. Ainda em 2013, foi lançado o livro "Onze Mulheres Incríveis do Carnaval Carioca", do jornalista Aydano André Motta, onde a história de Marcella foi contada em um dos capítulos.
2014–2026: Retorno ao Salgueiro, gravidez e mais dois Estandartes miniaturadaimagem|Marcella Alves e Sidclei Santos no desfile de 2015 do Salgueiro.|esquerda Para o carnaval de 2014, Marcella acertou seu retorno ao Salgueiro, em substituição à porta-bandeira Gleice Simpatia, que havia sido desligada da escola. Em seu retorno à agremiação, conquistou a pontuação máxima dos jurados, tendo como parceiro o mestre-sala Sidclei Santos. O casal foi agraciado com o prêmio Estrela do Carnaval, o quarto de Marcella. No mesmo ano, desfilou com Sidclei na escola Unidos da Cova da Onça, no carnaval de Uruguaiana.