Gweru, ou Guelo, é uma cidade no centro do Zimbábue. Localizada perto do centro geográfico do país, é a capital da província de Medialândia. Tem uma população de 141,862 habitantes (2013).

Historia miniatura|esquerda|200px|Selo postal do relógio Gweru, emitido em 17 de janeiro de 1995 Originalmente Gweru era uma área conhecida pelo povo matabele como iKwelo ("O Lugar Íngreme") por causa das margens altas do rio Gweru. Nos tempos pré-coloniais, a região de Gweru foi um dos postos avançados do Império Rozui, tornando-se, depois, um craal (vila militar cercada com paliçadas) de um regimento do Reino Mutuacazi e um posto avançado para o gado do rei Lobengula.

Em 1894 tornou-se o local de um posto avançado militar estabelecido pelo administrador colonial Leander Starr Jameson, que acreditava que a localização de Gweru estava bem posicionada para se tornar um futuro centro entre Bulavaio e Harare. O primeiro nome do povoado foi Jamestown (ou Jamesontown), mas o fatídico ataque de Jameson a Joanesburgo, em 1895-1896, fez a localidade passar a se chamar Guelo (somente em 1982 foi que a grafia foi alterada para Gweru).

O primeiro colonizador europeu a se instalar permamentemente na localidade foi R. B. Nash, que chegou à Guelo no final de 1894. Nash fundou o primeiro jornal, The Northern Optimist, que em 1895 tornou-se o Guelo Times. Logo após a chegada de Nash, os exploradores estadunidenses Frederick Russell Burnham, Pearl Ingram e Percy Brown foram contratados para mapear e escrever o primeiro plano de ocupação da localidade. Guelo foi planejada no terreno elevado entre o lado norte do Dique Zimbabueano e o rio Guelo, com amplas avenidas no sentido norte-sul e ruas no sentido leste-oeste. Em 1895, um relatório apontava que Guelo tinha se tornado um importante ponto de parada para carroças na rota Harare-Bulavaio, e já contava com seis hotéis.

Em 20 de janeiro de 1895 uma linha telegráfica entre Harare e Bulavaio conectou Guelo. Em 22 de março de 1895, os escritórios da Companhia Britânica da África do Sul (CBAS) localizados em Guelo foram completamente destruídos por um incêndio, juntamente com todos os documentos em seu interior. O ocorrido obrigou os britânicos a acelerarem a construção de infraestruturas no local, incluíndo a abertura de um poço profundo, a canização de fonte de água para a localidade, a nomeação de um magistrado, a construção de uma prisão e transferência de um regimento Polícia da CBAS para as proximidades (quartel localizado a cinco quilômetros de distância), além de um posto de correios permanente e um curral para guarda de animais. A CBAS também contrataria pessoal de enfermagem para o pequeno hospital. Nesse mesmo ano, o Capitão da Polícia da CBAS Heyman dividiu a Matabelelândia nos distritos de Bulavaio, Belingwe e Guelo (tornando a localidade uma capital no ano seguinte à sua fundação). O banco Standard Bank inaugurou uma agência na localidade em 1896.

Mais tarde, em 1902, Guelo foi conectada pelo Caminho de Ferro Harare-Bulavaio, uma linha férrea em bitola do Cabo. Essa configuração econômica e administrativa fez com que Guleo se tornasse município em 1914, e em 1 de outubro de 1971 se tornasse uma cidade.

Em julho de 1982, sabotadores do regime sul-africano do apartheid explodiram a maior parte dos aviões de caça do Zimbábue durante um ataque noturno a Base Aérea de Thornhill, localizada próxima do centro da cidade de Gweru. Em poucos minutos, 10 dos 12 caças Hunter — à época, os aviões mais modernos da Força Aérea do Zimbábue — foram destruídos. Cabe ressaltar que base tinha sido recentemente reformada e havia recebido um lote de aviões de treinamento de caça da British Aerospace, adquiridos a um custo enorme pelo país recentemente fundado.

Economia Gweru possui maior diversificação econômica que o restante da província de Medialândia, concentrando atividades industriais, de logística e de serviços. Dentre as atividades industriais, destaca-se a produção de ligas de ferrocromo, de têxteis, de laticínios, de calçados e de materiais de construção.

Infraestrutura Gweru possui uma das mais importantes estações ferroviárias do Caminho de Ferro de Machipanda, que a conecta ao porto da Beira e à Bulavaio. Possui acesso próximo também ao Caminho de Ferro do Limpopo, via localidade de Somabula.

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