Viva la Vida or Death and All His Friends, muitas vezes referido somente como Viva la Vida (pronúncia em espanhol: ['biβa la 'βiða]) é o quarto álbum de estúdio da banda inglesa de rock alternativo Coldplay, lançado em 11 de junho de 2008 pela gravadora Parlophone. O nome do álbum contém uma expressão espanhola "Viva la Vida" que se traduz como "Viva a vida!" ou "Aproveite a vida", e outra expressão em inglês "Death and All His Friends" que se traduz como "A Morte e todos seus amigos". Liricamente, o álbum contém referências para a vida, morte e guerra.

As sessões de gravação do álbum começaram em junho de 2007 e terminaram em abril de 2008. Foi produzido por Jon Hopkins, Rik Simpson, Markus Dravs e Brian Eno. O álbum foi o primeiro a ser produzido por este último. A banda resolveu explorar estilos experimentais, pois Eno havia exigido um som diferente a cada música do álbum, e expandiu os seus interesses musicais durante a gravação de Viva la Vida. A banda estava querendo fazer um álbum que durasse menos de 42 minutos. Como resultado, o álbum teve uma duração maior do que o desejado. O desenvolvimento do álbum atrasou a data de lançamento várias vezes.

Viva la Vida foi recebido com sucesso crítico e comercial. Cinco singles foram lançados para promover o álbum; "Violet Hill" e "Viva la Vida" em maio de 2008, "Lovers in Japan" e "Lost!" em novembro de 2008, e "Strawberry Swing" em setembro de 2009. "Viva la Vida" se tornou a primeira canção da banda alcançar o topo das paradas nos Estados Unidos e no Reino Unido. O álbum recebeu diversas críticas positivas, e teve um placar agregado de 72% na Metacritic. Metacritic Visitado em 17 de julho de 2009 Venceu na categoria Melhor Álbum de Rock no Grammy Awards de 2009 e foi o álbum mais vendido de 2008. Viva la Vida foi relançado em 25 de novembro de 2008 em uma edição de luxo que contém o álbum original mais o EP Prospekt's March.

Antecedentes Em outubro de 2006, boatos circularam na Internet que a banda estava entrando em um intervalo de cinco anos. O fato de que o Coldplay não tinha shows ou gravações programadas no momento, fez os fãs se perguntarem se o novo álbum da banda seria ou não seria lançado em 2010. Amenizando essas notícias, Ambrosia Heal, porta-voz da Capitol Records, enviou uma mensagem por correio eletrônico para a MTV dizendo que não havia um intervalo imposto. No entanto, Heal esclareceu que o Coldplay estava de fato "desfrutando de um merecido descanso", e não havia nenhuma data marcada para o álbum sucessor de X&Y.

Em dezembro de 2006, a revista Billboard informou que o quarto álbum do Coldplay teria lançamento agendado até final de 2007. A banda posteriormente negou através do seu site oficial e também anunciou uma nova turnê sul-americana para o início do mesmo ano. Durante os shows dessa turnê, a banda pretendia mostrar novas canções, mas nada foi tocado nos shows, devido à preocupação da banda de seus novos materiais serem divulgadas na Internet.

Gravação Em janeiro de 2007, durante uma entrevista para a BBC Radio 4 Front Row, o músico e produtor musical inglês Brian Eno revelou que estava ajudando na produção do álbum. Durante a gravação, o site do Coldplay, incluiu notas das sessões no estúdio com Eno e Markus Dravs, afirmando que as letras estavam ficando "muito mais abstratas, e muito mais visuais do que antes", e que as canções eram "menos diretas, e mais ambíguas". Além disso, Martin estaria fazendo uma transição de canto no seu falsete para um registro mais grave. Aonde é mostrado em "Yes", onde a característica principal da música, originalmente inspiradas por The Velvet Underground, são os menores vocais de Chris Martin já registrados que foi sugerido pelo produtor Brian Eno, para fazer som diferente para cada canção do álbum. O baterista da banda Will Champion, disse em uma entrevista para MTV: "Uma das principais coisas que nós tentamos focar com este disco, é mudar um pouco os vocais, porque Chris tem uma voz muito reconhecível."

Mais tarde, em julho, a banda revelou que o álbum estava sendo moldado com influências hispânicas, após terem gravado em igrejas e em países de língua espanhola, como no México, na América Latina e na Espanha na Europa, em Barcelona. No entanto, foi salientado que a influência não foi no som em si, mas em uma sensação geral das canções em seu conjunto. Em seu site, a banda também disse que no álbum usariam violões e um aparelho básico de gravação para a experimentação de sons isolados.

thumb|left|230px|Brian Eno produziu a maioria das faixas de Viva la Vida or Death and All His Friends. Ao longo da gravação do álbum, a banda mandou aos fãs mensagens no Coldplay.com, mostrando nome de novas canções e em outubro de 2007, divulgou os títulos das faixas "Famous Old Painters" e "Glass of Water", que haviam sido escritas recentemente e que estavam cotadas para a lista final do álbum. Este anúncio insinuava mais atrasos e no início de dezembro, outro post foi colocado no site sugerindo que a gravação estava quase acabando, dizendo que "o trabalho ainda estava em aglomeração". O artigo foi assinado como "Prospekt", reforçando os rumores de que este seria o título do álbum. Em janeiro, Coldplay anunciou o nome de mais duas canções, "Lovers in Japan" e "Strawberry Swing", e negou que o álbum se chamaria "Prospekt".

Martin revelou que ele havia lido muitos romances de Charles Dickens durante o processo de gravação o que pode ter contribuído para a imagem visual em faixas como "Violet Hill" e "Cemeteries of London".

Quando perguntado sobre o porquê de "Lovers in Japan" ter uma faixa adicional, o baixista Guy Berryman explicou que a banda não queria muitas canções, e também já haviam discutido que não queriam uma canção extra no álbum, e em vez disso, queriam manter o álbum conciso, com um total de dez faixas e uma duração prevista para menos de 42 minutos. Champion em seguida disse, "Nós apenas preferimos ter menos títulos e mais canções. O álbum como um todo tem mais 'história', é somente mais curto. Nós quisemos tornar possível você ouvir tudo de uma só vez." Além disso, o vocalista Chris Martin revelou que a banda sempre quis ter um título de uma canção que fossem dois em um. Ele acrescentou que a razão para ter dois títulos na lista de faixas completa de Viva la Vida deve-se ao cantor e compositor americano Justin Timberlake, que fêz o mesmo com seu segundo álbum, FutureSex/LoveSounds (2006).

Em 18 de julho de 2009, duas demos das sessões de gravação de Viva la Vida vazaram na Internet: a inédita "Bloodless Revolution" e uma versão inicial do então futuro single "Lovers in Japan". Um dia depois outra demo, chamada "St. Stephen" foi divuglada. Em 20 de julho de 2009, mais seis demos vazaram: "The Fall of Man", "The Man Who Swears", "The Man Who Swears II" (na verdade, apenas uma segunda parte da original), "First Steps", "Loveless" e "Goodbye and Goodnight".

Composição e temas thumb|direita|200px|Coldplay utilizando trajes revolucionários franceses durante a Viva la Vida Tour como referências aos temas revolucionários do álbum. Musicalmente, Viva la Vida contrasta com seus álbuns anteriores. A faixa-título utiliza uma orquestra, enquanto "Lovers in Japan" apresenta um piano honky-tonk. "Lost!" contém influências de música tribalista, considerando que "Strawberry Swing" incorpora música Afropo. Martin descreveu Viva la Vida como uma nova direção para Coldplay: uma mudança de seus três últimos álbuns, que era referido como uma "trilogia". Ele disse que o álbum contou com menos falsete, como ele permitiu registo inferior a sua voz para ter precedência. Algumas canções, como "Violet Hill", contém riffs de guitarra distorcida e tons blues.

O álbum contém um grande número de diferentes temas como amor, guerra e revoluções. Ao contrário de suas versões anteriores, tem uma abordagem mais universal, tratando-se menos com problemas pessoais e preocupando-se mais com os problemas da humanidade. Canções como "Life in Technicolor II", que não fez parte da lista de faixas final, "Violet Hill" e "Death and All His Friends" falam sobre guerra e política. Martin declarou que a letra de "Violet Hill" foi inspirada em um documentário da Fox News. "Violet Hill" é considerada a primeira canção da banda de protesto contra a guerra. Outras canções, como a dupla faixa "Lovers in Japan/Reign of Love" e "Yes" falam sobre amor e desejo.

Os temas revolucionários são também uma parte importante do álbum para a sua promoção. Coldplay se personalizou usando trajes revolucionários franceses durante a Viva la Vida Tour, e durante os vídeos produzidos para os singles do álbum.http://www.mtv.com/news/articles/1589362/20080616/coldplay.jhtml Chris Martin disse para o The Sun, "alguns dizem que este álbum é corajoso - Acabei de nos ver como homens de muita sorte."http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/sftw/article1284929.ece

Design gráfico thumb|direita|Algumas das pinturas produzidas durante a criação do encarte do álbum foram posteriormente utilizadas nas telas durante os shows da Viva la Vida Tour. A capa de Viva la Vida or Death and All His Friends foi feita pelo Coldplay e Tappin Gofton; este último, também projetou a capa de X&Y três anos antes. O design visual do álbum foi considerado um tanto complexo para a banda. O estilo de design para o álbum levou meses para ser concluída; foi desenvolvido inicialmente a partir de um conjunto de esboços em grande escala e pinturas. Letras e títulos das músicas foram pintadas corajosamente em mapas antigos, livros, cópias de pinturas antigas, jornais e vários tipos de coisas em segunda mão. O trabalho final foi fotografado e depois a tipografia foi acrescentado por um computador.

Quase todas as faixas do álbum e do EP Prospekt's March tem uma ou mais imagens gráficas. No encarte do álbum há nove pinturas feitas pela banda. O primeiro é um mapa azul do Brasil, que inclui parte da letra de "Glass of Water" pintado em branco. No entanto, a imagem foi posteriormente reformulada e utilizada como arte da capa do single "Lost!". A segunda pintura no encarte mostra a canção "42". A imagem consiste de uma parte da composição da canção, escrita em um fundo vermelho, com uma tarja preta cobrindo centro. A imagem para "Cemeteries of London" contém uma ilustração de Londres, o título da canção está em um fundo de cor violeta. Uma parte da letra é usada em cima do encarte. A concepção visual de "Reign of Love" tem seu nome desenhado sobre um fundo verde. No meio do encarte, a maioria das letras do álbum são mostrados no meio de um objeto irreconhecível. A imagem de "Yes" consiste de um coração rasgado, e um pedaço da letra da canção, "Lord lead me not into temptation". A pintura ao lado, contém a letra de "Viva la Vida", a canção mais conhecida do álbum. A arte de "Death and All His Friends" foi feito com tesoura e papel. A letra da canção aparece na imagem. A última página do encarte é simples: a numeração romana do número 7 pintado em vermelho e verde sobre fundo amarelo.(2008) Arte da capa de Viva la Vida or Death and All His Friends por Coldplay. Capitol (50999 2 16886 0 7). Algumas das pinturas foram mostradas em uma tela durante a turnê mundial Viva la Vida Tour, ou usados em balões grandes no interior dos locais.

220px|thumb|left|Viva la Vida leva o seu trabalho artístico de Eugène Delacroix, pintura de 1830 chamada A Liberdade Guiando o Povo.