Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), também conhecida como Grande Rio, foi instituída pela Lei Complementar nº20, de 1 de julho de 1974, que também determinou a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, ocorrida em 15 de março do ano seguinte. Trata-se de um recorte político-espacial cujos limites legais se aproximam dos limites práticos da área pela qual a metrópole do Rio de Janeiro se expandiu ao longo do século XX, tendo como objetivo viabilizar a gestão dessa metrópole. A metrópole do Rio (IBGE) é composta pelos 23 municípios (quase todos integrantes do recorte oficial da RMRJ) que são significativamente integrados entre si e são polarizados pelo núcleo metropolitano, no município do Rio de Janeiro. Os municípios da periferia metropolitana, localizados no entorno do município-núcleo, possuem uma relação de dependência socioeconômica mútua com a capital fluminense equivalente àquela que há entre os bairros do município do Rio de Janeiro e o centro da cidade, o que gerou, ao longo das décadas, alta integração populacional e espraiamento urbano em toda a área da aglomeração metropolitana. Os municípios que formam a metrópole carioca física e funcionalmente https://www.ibge.gov.br/apps/arranjos_populacionais/2015/pdf/publicacao.pdf são o Rio de Janeiro (capital estadual), Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica, Itaguaí, Magé, Guapimirim (na Baixada Fluminense), Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu (no Leste Metropolitano), Mangaratiba (na Costa Verde) e Saquarema (na Região dos Lagos) - este último município nunca fez parte legalmente da RMRJ.https://www.rio.rj.gov.br/documents/5450795/7289444/IX+.+Resumo+do+Diagn%C3%B3stico.pdfhttps://www.ibge.gov.br/apps/arranjos_populacionais/2015/pdf/publicacao.pdfhttps://setrerj.org.br/wp-content/uploads/2017/07/IBGE-Arranjos-Populacionais-e-Concentracoes-Urbanas-do-Brasil.pdf. A área da aglomeração metropolitana do Rio é abordada neste artigo, em grande parte das vezes, excetuando-se as suas porções correspondentes ao território de Mangaratiba (dado que esse município foi legalmente excluído da Região Metropolitana em 2002 e nunca foi reincorporado, não havendo, assim, muitos dados recentes sobre ele) e aos territórios de Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu (já que esses dois municípios foram oficialmente incluídos na RMRJ somente em 2013 e, portanto, os dados dos censos realizados antes desse ano referentes a eles muitas vezes não estão disponíveis).https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/SebraePainel_CidadeRiodeJaneiro.pdfhttps://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/Sebrae_INFREG_2014_BaixadaFlum.pdfhttps://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/Sebrae_INFREG_2014_LesteFlu.pdfhttps://drive.google.com/file/d/1QR6VlBep0iI1roLYc4sxLQNaO-DeeT2z/viewhttp://www.detro.rj.gov.br/regulares-tarifas-itinerario/http://www.rioterminais.com.br/terminal-americo-fontenellehttp://www.rioterminais.com.br/terminal-menezes-corteshttp://jornaldapuc.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5336&sid=29http://observatoriodageografia.uepg.br/files/original/7bbbf0b0549abc9efa72021991921795991ca331.pdfhttps://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/06/28/rio-e-mais-8-cidades-da-regiao-metropolitana-encolheram-em-populacao-aponta-censo.ghtml

Os municípios citados acima (incluindo-se Mangaratiba e Saquarema, omitidos em várias partes deste artigo por não pertencerem oficialmente à RMRJ) constituem, na prática, uma única cidade (ou centro urbano), pois são integrados uns aos outros e ao núcleo pela expansão urbana da metrópole que alcançou todos esses municípios - e se limitou à área que eles abrangem (exceto no eixo da Região dos Lagos) -,https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/09/em-20-anos-grande-rio-perdeu-mil-km-de-zona-rural-ou-de-preservacao.htmlhttp://observatoriodageografia.uepg.br/files/original/7bbbf0b0549abc9efa72021991921795991ca331.pdfhttps://journals.openedition.org/espacoeconomia/docannexe/image/5980/img-2.pnghttps://journals.openedition.org/espacoeconomia/5980?lang=frhttp://geopuc.geo.puc-rio.br/media/5artigo9.pdfhttps://envolverde.com.br/politica-publica/sociedade/rio-de-janeiro-tera-mais-um-milhao-de-pessoas-em-10-anos/https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5333332/4139325/25PDTUGovEstado092014.pdf e pelo fluxo intenso de deslocamentos pendulares a estudo ou a trabalho que há entre eles.https://casafluminense.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Mapa-3-%E2%80%93-Pessoas-que-trabalham-no-munic%C3%ADpio-do-Rio-de-Janeiro-1.jpghttp://observatoriodageografia.uepg.br/files/original/7bbbf0b0549abc9efa72021991921795991ca331.pdf A esses dois fenômenos principais, se somam outras características metropolitanas, como a existência de linhas urbanas de transporte público coletivo ligando todos os municípios da periferia da metrópole entre si e ao município-núcleo,https://www.researchgate.net/figure/Densidade-de-linhas-de-onibus-intermunicipais-com-direcao-ao-Rio-de-Janeiro_fig1_342562903https://coronavirus.ufrj.br/wp-content/uploads/sites/5/2020/06/Nota-Te%CC%81cnica_Coppe-Mobilidade-e-Covid19-para-a-Setrans_RJ_VF.pdfhttps://drive.google.com/file/d/1QR6VlBep0iI1roLYc4sxLQNaO-DeeT2z/viewhttps://www.rj.gov.br/irm/sites/default/files/arquivos_paginas/Plano%20de%20Mobilidade%20Metropolitana.pdf e o compartilhamento de infraestrutura urbana em geral entre várias partes do Grande Rio, como rodovias, ferrovias, serviços de telecomunicações,https://www.ddi-ddd.com.br/Codigos-Telefone-Brasil/DDD21/ abastecimento de água,https://www.cedae.com.br/SOCIOAMBIENTAL/O-mapa-das-%C3%A1guas/Sistema-Guanduhttps://www.cedae.com.br/SOCIOAMBIENTAL/O-mapa-das-%C3%A1guas/Sistema-Imunana-Laranjal tratamento de esgoto e fornecimento de energia, bem como de indústria, comércio e serviços. Além disso, todos esses municípios estão localizados a até 80 km de distância do núcleo metropolitano (condicionando, assim, a mobilidade urbana),http://www.abep.org.br/~abeporgb/abep.info/files/trabalhos/trabalho_completo/TC-1-5-146-227.pdf e se situam em uma área de planície (o que favoreceu o espraiamento urbano do núcleo metropolitano em direção às periferias). A área da metrópole do Rio de Janeiro tem, ao todo, uma população de 11.874.008 habitantes (Censo 2022),https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/06/28/rio-e-mais-8-cidades-da-regiao-metropolitana-encolheram-em-populacao-aponta-censo.ghtmlhttps://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/saquarema/panoramahttps://www.ibge.gov.br/apps/arranjos_populacionais/2015/pdf/publicacao.pdf e os municípios que ela abrange compõem a segunda aglomeração metropolitana mais populosa do Brasil (após a Grande São Paulo), terceira mais populosa da América do Sul e uma das 20 mais populosas do mundo.http://www.citymayors.com/statistics/urban_2020_1.html O município mais populoso da região é o Rio de Janeiro, seguido de São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo. O maior IDH Municipal é o de Niterói, o sexto maior município da metrópole.

Quanto ao recorte legal da RMRJ, 21 desses municípios (excetuados Mangaratiba e Saquarema) são aqueles que compunham o seu território original no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PEDUI-RMRJ). O PEDUI é o primeiro Plano Metropolitano da RMRJ desde a sua instituição no período da ditadura militar. O plano, financiado pelo Banco Mundial, foi iniciado em 2016 (ano seguinte ao da criação do Estatuto da Metrópole) e concluído em 2018, tendo sido entregue com uma base cartográfica inédita dos, até então, 21 municípios da Região Metropolitana.https://www.modelarametropole.com.br/wp-content/uploads/2018/08/ResumoPT..compressed-1.pdfhttps://www.modelarametropole.com.br/videos/ Em 2018, a Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro decidiu reinserir Petrópolis na Região Metropolitana, visando maior participação do município em programas do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O município fez parte da delimitação da Região Metropolitana até 1990 (ano em que foi excluído da região junto com São José do Vale do Rio Preto, então distrito de Petrópolis), e foi incorporado novamente a ela em 2018 com foco na criação de políticas públicas para o desenvolvimento da cidade. Com Petrópolis, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro passou a ser composta por 22 municípios.

Contudo, de todos os municípios que, desde 1974, já fizeram parte da composição oficial da Região Metropolitana, apenas Petrópolishttps://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/11790/10359https://gpbaixadanews.com/baixada-fluminense/https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/11886/11886_4.PDF nunca se constituiu como parte da área de expansão urbana da metrópole do Rio de Janeiro (uma vez que o município se localiza no alto da Serra do Mar, que cerca o Grande Rio) e nunca apresentou alta intensidade de deslocamentos pendulares com os municípios da aglomeração metropolitana, tendo sido esse município excluído da RMRJ há mais de 30 anos - a inclusão do município de Petrópolis na RMRJ e a sua recente reinserção na região se deve a uma decisão completamente política, que não reflete o fenômeno metropolitano existente dentro da área que abrange os municípios mencionados acima, que integram (ou já integraram) legalmente a Região Metropolitana.

Metrópoles no Brasil thumb|esquerda|250px|Mapa com as localizações, em verde, das 12 metrópoles identificadas pelo IBGE no território brasileiro conforme o estudo REGIC 2007. Cerca de uma década depois desse levantamento, à época de um novo estudo - o REGIC 2018 -, os centros urbanos de Florianópolis, Campinas e Vitória foram elevados à categoria das Metrópoles, aumentando para 15 o número de Grandes Concentrações Urbanas de caráter metropolitano no Brasil.

Atualmente, as metrópoles brasileiras são os 15 principais centros urbanos do País. Esses centros se distinguem dos demais por terem grande porte, extrema importância econômica e projeção nacional, além de manterem fortes relacionamentos entre si e, geralmente, possuírem extensas áreas de influência direta.

As metrópoles se originam numa cidade central que se expande para as áreas periféricas, quase sempre avançando para municípios localizados no entorno do município-núcleo, resultando em grandes áreas conurbadas (ou em processo de conurbação) nos municípios pelos quais a cidade central se expandiu. Uma metrópole formada por vários municípios tem, como uma das suas principais características, o grande fluxo de movimentos pendulares diários entre esses municípios, em direção ao núcleo da metrópole e a outras centralidades distribuídas pela área metropolitana. A metrópole do Rio de Janeiro, a segunda mais populosa do Brasil, se formou por esse processo: Ao longo de décadas, a cidade do Rio de Janeiro - a cidade central - se expandiu, a partir do centro da capital, para as áreas ao seu redor, dentro e fora dos seus limites administrativos, abrangendo uma área que hoje engloba 23 municípios. Essa área, como resultado da expansão urbana, passou a ter um grande porte populacional, e, hoje, todos os municípios que integram essa aglomeração possuem características metropolitanas, como forte integração populacional entre si,https://setrerj.org.br/wp-content/uploads/2017/07/IBGE-Arranjos-Populacionais-e-Concentracoes-Urbanas-do-Brasil.pdfhttps://casafluminense.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Mapa-2-%E2%80%93-Pessoas-que-trabalham-fora-do-munic%C3%ADpio-onde-moram-1.jpg e média ou alta densidade demográfica pela expansão urbana do núcleo em direção às periferias,https://infograficos.oglobo.globo.com/rio/expansao-urbana-do-rio-de-janeiro.html formando, desse modo, a metrópole do Rio de Janeiro.