O anarquismo social, ou anarquismo socialista, é uma tradição anarquista que enfatiza que a liberdade individual e a igualdade social são mutuamente compatíveis e desejáveis. Defende uma revolução social para eliminar estruturas de poder hierárquicas, como o capitalismo e o Estado. Em seu lugar, os anarquistas socialistas incentivam a colaboração social voluntária por meio da ajuda mútua e idealizam formas não hierárquicas de organização social, como redes de assembleias populares e cooperativas de trabalhadores.

Identificado com a tradição socialista de Mikhail Bakunin e Piotr Kropotkin, o anarquismo social é frequentemente contrastado com o anarquismo individualista.

Princípios políticos O anarquismo social opõe-se a todas as formas de estruturas hierárquicas de poder e opressão, incluindo (mas não se limitando a) o Estado e o capitalismo. Ele vê a liberdade como interligada à solidariedade social, e considera a maximização de uma necessária para a maximização da outra. Como tal, busca garantir direitos iguais à liberdade e à segurança material para todas as pessoas.

O anarquismo social também prevê a derrubada do capitalismo e do Estado em uma revolução social, que estabeleceria uma sociedade federal de associações voluntárias e comunidades locais, baseada em uma rede de ajuda mútua. Os princípios fundamentais que formam o núcleo do anarquismo social incluem o anticapitalismo, o antiestadismo e a política prefigurativa. Há uma grande influência do hegelianismo de esquerda.

Escolas de pensamento A primeira escola do anarquismo social foi formulada por Pierre-Joseph Proudhon, cuja teoria do mutualismo previa uma forma de propriedade privada, defendendo que as empresas fossem autogeridas por cooperativas de trabalhadores, que remunerariam seus trabalhadores com vales-trabalho emitidos por "bancos populares".

O mutualismo de Proudhon foi posteriormente suplantado pelo anarquismo coletivista de Mikhail Bakunin, que defendia a propriedade coletiva de todos os bens, mas mantinha uma forma de remuneração individual. Isso finalmente levou ao desenvolvimento do anarcocomunismo por Piotr Kropotkin, que considerava que os recursos deveriam ser distribuídos livremente "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades", sem dinheiro ou salários.

Os anarquistas socialistas também adotaram a estratégia do sindicalismo, que via os sindicatos como a base para uma nova economia socialista, sendo que o anarcossindicalismo atingiu sua maior influência durante a Revolução Espanhola de 1936.

Na era contemporânea, o anarcocomunismo e o anarcossindicalismo são as tendências dominantes do anarquismo social.

Referências

Bibliografia

Categoria:Anarquismo socialista