A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) (UNIFIL, do inglês: United Nations Interim Force in Lebanon), foi criada pelas Nações Unidas por meio da resolução 425, adotada em 19 de março de 1978, dias após a invasão israelense no sul do Líbano. No mesmo dia, o Conselho de Segurança (CS) adotava uma segunda resolução, a 426, que fixava em seis meses o período inicial da missão.

O Brasil integrou a UNIFIL com um rodízio de cinco embarcações: as fragatas Liberal, União, Constituição e Independência e a corveta Barroso. Além de também ter comandado a força de paz no Haiti, o Brasil comandou a força naval da UNIFIL entre 24 de fevereiro de 2011 e 15 de janeiro de 2021.

Atuação thumb|direita|200px|Um veículo blindado DAF YP-408 da UNIFIL durante manobras nos Países Baixos em 2006|esquerda A UNIFIL foi constituída após um ataque israelense de envergadura contra o Líbano destinado. Israel alegava que buscava proteger o norte de seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O objetivo da UNIFIL era ajudar o exército libanês a se mobilizar ao longo da fronteira com Israel e velar pela instauração da segurança e a paz na região.Força da ONU vira alvo de Israel no Líbano - UOL, 26 de julho de 2006 Ao ser criada, contava com 6 mil soldados, que chegaram a 7 mil, em 1982.

Três meses após a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000, a UNIFIL ocupou a fronteira, assumindo a missão que recebera da ONU há 22 anos. Em 31 de janeiro de 2006, o CS da ONU prorrogou por mais seis meses o mandato da UNIFIL.

Os capacetes azuis da UNIFIL vem atuando de forma frequente como desativadores de minas terrestres, socorristas ou "trabalhadores humanitários" de ajuda à população local. Desde sua criação, a UNIFIL já perdeu mais de 250 soldados - 80 desses em ataques.

Força Tarefa Marítima miniaturadaimagem|Navios da Força Tarefa Marítima. Em primeiro plano, a fragata brasileira Constituição Após a Guerra do Líbano de 2006, a Força Tarefa Marítima da UNIFIL (em inglês: Maritime Task Force, ou MTF) foi criada para auxiliar a Marinha do Líbano na prevenção do contrabando de transferências ilegais em geral e embarques de armamento, em particular. Com a sua criação, em outubro de 2006, a força era liderada pela Marinha Alemã, que também foi a principal contribuinte para a força. Os alemães lideraram a MTF até 29 de fevereiro de 2008, quando passaram o controle sobre a EUROMARFOR - uma força composta por navios de Portugal, Espanha, Itália e França (dos quais os três últimos países enviaram navios para a força no Líbano). Desde maio de 2008, a Marinha Alemã ainda continua sendo a maior contribuinte para a MTF da UNIFIL, com quatro navios. Estes navios são complementados por dois italianos, dois gregos, um francês, um espanhol, um búlgaro, um navio turco e um brasileiro, a fragata Liberal, que compõem as 13 embarcações da Força Tarefa Marítima da UNIFIL.

O Brasil assumiu o comando em 15 de fevereiro de 2011. A 4 de outubro, os Ministérios da Defesa e Relações Exteriores informaram às autoridades que o Brasil enviaria um navio da Marinha com até trezentos tripulantes, equipado com uma aeronave; o navio foi autorizado pelo Congresso Nacional. Para a história ficou registrado o dia 14 de novembro de 2011, quando o primeiro navio de guerra da Marinha do Brasil foi incorporado a uma missão de paz das Nações Unidas. No dia 25 de novembro de 2011, a fragata União com 239 oficiais e marinheiros a bordo juntou-se à força-tarefa, elevando para nove o número de embarcações que auxiliam a Marinha do Líbano no monitoramento das águas territoriais libanesas. A fragata serviu como navio-chefe do contra-almirante Luiz Henrique Caroli do Brasil, que era comandante da UNIFIL-MTF desde fevereiro.

A 10 de abril de 2012, a fragata Liberal deixou o Rio de Janeiro para ingressar na força. Ela foi substituída em janeiro de 2013 pela fragata Constituição; à época, o grupo multinacional consistia em nove navios, com três da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia. A tripulação era composta por 250 militares. O retorno ao Rio estava previsto para agosto de 2013. No dia 8 de agosto de 2015, a corveta Barroso deixou o Rio de Janeiro para substituir a União e, no final daquele mês, realizou operações de interdição marítima e deu treino à Marinha do Líbano. Em 4 de setembro, resgatou 220 migrantes sírios no Mar Mediterrâneo, conforme relatado pelo Ministério da Defesa, num comunicado divulgado em seu site. O navio brasileiro navegava em direção a Beirute, no Líbano, quando recebeu um alerta do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo Italiano (MRCC) sobre um navio que estava naufragando levando imigrantes para a Europa.

Até 2020, mais de 3 600 militares brasileiros atuaram em ações de prevenção à entrada de ilícitos, armamento e equipamentos não autorizados por via marítima, deram treinamento à marinha libanesa, e ainda contribuíram na vigilância das áreas marítimas e territoriais. A FTM fiscalizou mais de 71 200 navios e indicou cerca de 14 100 desses às autoridades libanesas para inspeção, no mar ou em terra, atuando em Área Marítima de Operações com cerca de dezessete mil quilômetros quadrados.

Comando Comandantes da Força

Início Fim Nome País Março de 1978 Fevereiro de 1981 Emmanuel A. Erskine Fevereiro de 1981 Maio de 1986 William O'Callaghan Junho de 1986 Junho de 1988 Gustav Hägglund Julho de 1988 Fevereiro de 1993 Lars-Eric Wahlgren Fevereiro de 1993 Fevereiro de 1995 Trond Furuhovde Abril de 1995 1º de outubro de 1997 Stanislaw Franciszek Wozniak Fevereiro de 1997 Setembro de 1999 Jioje Konousi Koronte 30 de setembro de 1999 1º de dezembro 1999 James Sreenan 16 de novembro de 1999 15 de maio de 2001 Seth Kofi Obeng 15 de maio de 2001 17 de agosto de 2001 Ganesan Athmanathan 17 de agosto de 2001 17 de fevereiro de 2004 Lalit Mohan Tewari 17 de fevereiro de 2004 2 de fevereiro de 2007 Alain Pellegrini 2 de fevereiro de 2007 28 de janeiro de 2010 Claudio Graziano 28 de janeiro de 2010 28 de janeiro de 2012 Alberto Asarta Cuevas 28 de janeiro de 201224 de julho de 2014 Paolo Serra 24 de julho de 201424 de julho de 2016Luciano Portolano24 de julho de 20167 de agosto de 2018Michael Beary7 de agosto de 201828 de fevereiro de 2022Stefano Del Col28 de fevereiro de 2022...Aroldo Lázaro Sáenz

Comandantes da Força Naval

Início Fim Nome País Setembro de 2006 16 de outubro de 2006 Giuseppe De Giorgi 15 de outubro de 2006 Março de 2007 Andreas Krause Março de 2007 Setembro de 2007 Karl-Wilhelm Bollow Setembro de 2007 Fevereiro de 2008 Christian Luther 29 de fevereiro de 2008 1º de setembro de 2008 Ruggiero di Biase 1º de setembro de 200815 de novembro de 2008Alain Hinden 15 de novembro de 2008 28 de fevereiro de 2009 Jean-Louis Kerignard 1º de março de 2009 30 de maio de 2009 Jean-Thierry Pynoo 30 de maio de 2009 1º de setembro de 2009 Ruggiero Di Biase 1º de setembro de 2009 30 de novembro de 2009 Jürgen Mannhardt 30 de novembro de 200931 de agosto de 2010 Paolo Sandalli 24 de fevereiro de 2011 24 de fevereiro de 2012 Luiz Henrique Caroli 24 de fevereiro de 201225 Fevereiro de 2013 Wagner Lopes de Moraes Zamith 25 Fevereiro de 201325 de fevereiro de 2014Joése de Andrade Bandeira Leandro25 de fevereiro de 201426 de fevereiro de 2015Walter Eduardo Bombarda26 de fevereiro de 201526 de fevereiro de 2016Flavio Macedo Brasil26 de fevereiro de 201627 de fevereiro de 2017Claudio Henrique Mello de Almeida27 de fevereiro de 201727 de fevereiro de 2018Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior27 de fevereiro de 201828 de fevereiro de 2019Eduardo Machado Vazquez28 de fevereiro de 201929 de fevereiro de 2020Eduardo Augusto Wieland29 de fevereiro de 2020Dezembro de 2020Sergio Renato Berna SalgueirinhoDezembro de 2020Axel Schultz

Ver também Operação Litani Guerra Civil Libanesa Segunda guerra do Líbano Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas Guerra do Líbano de 2006

Ligações externas UNIFIL - Mandato oficial das Nações Unidas UNIFIL - Atuação das forças interinas

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