Eko Eko Azarak é a frase inicial de um encantamento Wiccan. O seu formato contemporâneo foi criado por Gerald Gardner, conhecido como o fundador do Wicca como uma corrente religiosa organizada e como o pai do revivalismo Neo-Pagão. Tendo destaque no ritual de Samhain que Gardner nos deixou, o formato tradicional é o seguinte:
Eko, eko, Azarak Eko, eko, Zomelak Bazabi lacha bachabe Lamac cahi achababe Karrellyos Lamac lamac Bachalyas Cabahagy sabalyos Baryolos Lagoz atha cabyolas Samahac atha famolas Hurrahya!Gerald Gardner, The Gardnerian Book of Shadows, 1949 redaction
Gardner também publicou a versão deste Encantamento em 1954 no seu romance esotérico High Magic's Aid. Há existência de uma outra variante em que se expande o Eko, Eko para quatro linhas, funcionando como salvação aos Deuses Wiccans, tais como Cernuno e Aradia.
Origens Existem duas principais origens que ajudaram Gardner na criação deste Encantamento. As linhas iniciais, com o seu repetitivo Eko, Eko, vêm - aparentemente - de um artigo publicado em 1921, numa edição do Jornal Form, que era uma revista de arte esotérica editada por Austin Osman Spare. Este artigo, por J. F. C. Fuller, tinha a seguinte versão:
Eko! Eko! Azarak! Eko! Eko! Zomelak! Zod-ru-kod e Zod-ru-koo Zon-ru-koz e Goo-ru-mu! Eo! Eo! Oo...Oo...Oo!James W. Baker, "White Witches", in Magical Religion Then and Now, James R. Lewis, ed. (SUNY, 1996; ISBN 0-7914-2890-7)
Fuller não nos dá qualquer fonte para a origem deste Encantamento, mas o texto que ele escreveu, com o seu repetitivo zod, é reminiscente da Linguagem Enoquiana de John Dee e Edward Kelly.
Gardner adicionou ao texto de Fuller uma variante, que aparece num texto francês do Século XIII: Le Miracle de Théophile, pelo trovador Rutebeud. Dito por uma personagem chamada Salatin, este usa as seguintes palavras para invocar o Diabo:
(Ci conjure Salatins le deable.)
Bagahi laca bachahé, Lamac cahi achabahé, Karrelyos. Lamac lamec bachalyos, Cabahagi sabalyos, Baryolas. Lagozatha cabyolas, Samahac et famyolas, Harrahya.Le Miracle de Théophile, online text at Indiana University, accessed Jan. 15, 2008.
Interpretações Não é certo o significado das fontes acima ditas. Pennethorne Hughes, numa monografia publicada em 1952 sobre Bruxaria, afirma que o texto do Le Miracle de Théophile tem a sua origem numa versão basca.Pennethorne Hughes, Witchraft (1952; repr. 1969, Pelican) Michael Harrison no seu livro The Roots of Witccraft, dá-nos interpretações mais especificas do Encantamento Basco. Na sua tradução, ele diz-nos que esse encantamento fala-nos sobre voos sobre o ar, sacrificios, jejum, beber e depois lavar os pratos.Michael Harrison, "The Language of Witchcraft", in The Roots of Witchcraft (Citadel, 1974). De acordo com Raven Grimassi, alguns Wiccans acreditam que este Encantamento é uma Invocação das forças dos Quatro ElementosRaven Grimassi, "Eko Eko Azarak", in Encyclopedia of Wicca and Witchcraft (Llewellyn, 2001; ISBN 1-56718-257-7).
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