Na mitologia egípcia, Quepri (também Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere) é uma divindade principal. Quepri é associado com a imagem do escaravelho, cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado às forças que fazem mover o Sol.
Quepri gradualmente veio a ser considerado como uma encarnação do próprio Sol, e por isso tornou-se uma das formas do Deus do Sol. Segundo a Religião Egípcia, ele era responsável por "rolar" o sol para fora do Duat no final da sua jornada, também representava o renascimento diário de Rá.
Mitologia O deus Quepri criou-se a partir da matéria primordial ao dizer seu próprio nome, em seguida ele procriou os deuses Shu e Téfnis, formando a primeira trindade.Wallis Budge, Egyptian Ideas of Future Life (1900), Chapter I, The Belief in God Almighty [em linha] De Shu e Téfnis nasceram Geb No texto de Wallis Budge, Geb é escrito como Seb e Nut.Textos das Pirâmides, 1. NUT AND THE DECEASED KING, UTTERANCES 1-11, 5c-5d na tradução por Samuel A. B. Mercer
Nut, esposa de Geb,Textos das Pirâmides, 8. THE DECEASED KING TRIUMPHS OVER HIS ENEMIES AND IS RECOGNIZED BY THE GODS, UTTERANCES 260-262, 316a na tradução por Samuel A. B. Mercer (O Geb, bull of Nut) foi a mãe de Osíris, Seti,No texto de Wallis Budge, Seti é escrito como Sut. Ísis e Néftis, em um único parto.
Origem
Como o escaravelho rola-bosta deixa os ovos nos corpos mortos de vários animais, incluindo outros escaravelhos, e no esterco, daí emergindo para o nascimento, os antigos egípcios acreditavam que os escaravelhos estavam carregados da substância da morte. Por isso, associavam ainda Quepri ao renascimento (ou reencarnação), renovação e ressurreição. De facto, o símbolo do escaravelho Quepri em egípcio antigo significa tornar-se. Como resultado disso, quando o culto do deus-Sol rival Rá alcançou significado, Quepri foi identificado como uma variante de Rá (o aspecto do Sol na manhã ou madrugada).
Consequentemente, quando Rá Amon se tornou a identidade de um mesmo deus (Amon-Rá), determinou-se que Quepri era a forma de Rá quando jovem, em conflito com Nefertum, que era o Atum jovem. Isto tudo gerou uma cosmogonia onde Rá, como Quepri, foi resultado da actividade da Ogdóade e emergiu de uma flor de lótus azul apenas para ser imediatamente transformado em Nefertum que, depois de crescer, gerou a Enéade.
Formas de representações
Quepri foi principalmente esculpido e pintado como um escaravelho, não obstante em alguns papiros funerários ser representado como um homem com a cabeça de escaravelho. Ele também foi representado como um escaravelho numa barca solar segurada por Num. Quando representado como um escaravelho, ele era normalmente posto a empurrar o sol através do céu durante o dia, bem como a empurrá-lo em segurança durante a noite, na passagem do Sol pelo submundo.
Como o aspecto de Rá, é particularmente prevalecente na literatura funerária do período do Império Novo, quando muitos túmulos do Vale dos Reis foram decorados com Rá como o disco solar, Quepri como o Sol na manhã ou madrugada e Atum como o Sol poente.
Na cultura popular Em Trono de Fogo, o segundo livro da série As Crônicas dos Kane, de Rick Riordan, Quepri, na forma de um escaravelho, é uma das três formas em que Rá se dividiu, quando se retirou para dormir.Rick Riordan, Trono de Fogo, Capítulo 22, Amigos nos lugares mais estranhos.
Bibliografia
Categoria:Deuses egípcios Categoria:Deuses animais Categoria:Deuses solares Categoria:Deuses criadores Categoria:Deuses estelares Categoria:Deuses da vida, morte e ressurreição