A música do México é muito diversificada e apresenta uma ampla gama de diferentes estilos musicais. Foi influenciada por uma variedade de culturas, principalmente a indígena mexicana e a cultura europeia, desde a Idade Média. Muitas músicas tradicionais do México são bastante conhecidas em todo o mundo, embora muitos admiradores destas canções desconheçam seu país de origem, entre elas destaca-se "Bésame Mucho", "La Bamba", "Rebelde", "Solamente una Vez", "La Bikina", "Cielito Lindo", "Somos Novios", "El Rey", "María Bonita", "México Lindo y Querido". "La Cucaracha", embora popularizada durante a Revolução Mexicana.

Música popular tradicional

A música popular tradicional mexicana pode ser classificada por: agrupamento (número de integrantes, disposição) - Conjunto huasteco, Mariachi, Trio, Conjunto calentano, Conjunto jarocho, Marimba orchestra. gêneros musicais - Ranchera, Son huasteco, Son jarocho, Danzón, Bolero, Son istmeño, Son jaliscience, Chilena, Son calentano, Son planeco, Canción cardenche.

Música Ranchera Na definição literal do termo música ranchera são canções cantadas em um rancho ou fazenda mexicana, originada em meados do século XIX. A música ranchera se preocupa com temas tradicionais do patriotismo, amor e natureza. Sua forma é padronizada com uma introdução instrumental e conclusão, as letras são bastante simples, com as últimas notas dos versos, linhas e estrofes se repetindo ao longo da canção. Este gênero musical é marcado por canções muito poderosas para expressar o sentimentalismo associado ao amor de uma pessoa por seu país.

Música regional

A música regional mexicana desenvolveu-se a partir da mistura de música espanhola com música indígena de diferentes regiões. São sub-gêneros da música folclórica que apresenta considerável variação de ritmo e instrumentação, de acordo com o seu lugar de origem.

Son Huasteco, originário do território Huasteca, este ritmo é tocado nos estados de Hidalgo, Veracruz, San Luis Potosí e Zacatecas. O som é marcado pelo trio de intrumentos violão huapanguero, jarana huasteca e violino. Son jarocho, tem origem no estado de Veracruz. Son jaliscience, gênero originando em Jalisco. Chilena, tem suas origens na Costa Chica, uma região de Guerrero e Oaxaca. Calentano, gênero musical da Tierra Caliente. Abajeño, originário de Jalisco, Colima e Michoacán.

Um manuscrito espanhol dos anos 1560 lista instrumentos e músicos astecas, dando conta inclusive de padrões rítmicos, o que permitiu aos pesquisadores estabelecer paralelos entre essa música pré-colombiana com a música oriental. Até a chegada dos conquistadores espanhóis, o templo do deus Xochipilli era possivelmente o centro musical da civilização asteca.

Música clássica

A colonização levou a um processo de cristianização e as tradições locais aos poucos foram deixadas de lado. A partir daí, a música da igreja passou a ser a mais executada no México, e a influência espanhola perdurou inclusive após a independência do país.

O México tem uma longa tradição de música clássica, tanto no passado, como no século XVI quando ainda era uma colônia espanhola. A música da Nova Espanha, especialmente a de Juan Gutiérrez de Padilla e Franco Hernando, é cada vez mais reconhecida como uma contribuição significativa para a cultura do novo mundo.

A cidade de Puebla foi um centro importante de composição de música no século XVII, pois a cidade tinha uma riqueza considerável e por um tempo foi presidida pelo bispo Juan de Palafox y Mendoza, que foi um patrono entusiasta da música. Entre os compositores durante este período incluíam Bernardo de Peralta Escudero e também Juan Gutiérrez de Padilla, que foi o compositor mais famoso do século XVII no México.

A construção da catedral de Puebla possibilitou a composição e apresentação da música antifonal, especialmente composições no estilo antifonal veneziano. No final do século, Miguel Matheo de Dallo y Lana adaptou e musicalizou os versos da poetisa Sóror Juana Inés de la Cruz.

No século XVIII, Manuel de Sumaya, maestro de capela na catedral da Cidade do México, escreveu muitas cantadas e villancicos, e ele foi o primeiro mexicano a compor uma ópera, "La Partenope" (1711). Depois dele, Ignacio Jerusalém, um compositor italiano de nascimento, trouxe alguns dos mais recentes estilos de ópera, bem como a iniciação estilos clássicos (galant) para o México. Sua composição mais conhecida é provavelmente a "Matins para la Virgen de Guadalupe" (1764). Jerusalém foi maestro de capela na catedral da Cidade do México após Sumaya, de 1749 até sua morte em 1769.

No século XIX as valsas de Juventino Rosas alcançaram reconhecimento mundial. Manuel María Ponce é reconhecido como um compositor importante para o violão clássico espanhol, responsável pela ampliação do repertório para este instrumento. Ponce também escreveu um rico repertório para piano solo, piano e conjuntos, e piano e orquestra, este foi o desenvolvimento do primeiro período do nacionalismo modernista, utilizando recursos nativos americanos e europeus, mas fundindo-os em um estilo novo e original.

A independência do México incutiu um sentimento nacionalista em alguns compositores, que buscaram estabelecer um estilo próprio mexicano, entre eles: Aniceto Ortega, Melesio Morales, Filipe Villanueva e Juventino Rosa. Com a fundação do Conservatório Nacional do México, outros compositores surgiram e se destacaram, como Ricardo Castro e Gustavo Campa.

No século XX, destaca-se Carlos Chávez, um compositor notável, que escreveu sinfonias, balés e um amplo catálogo de música de câmara, dentro de uma variada orientação estética. Outro compositor reconhecido é Silvestre Revueltas, que escreveu peças como "La Noche de los Mayas", "Homenaje a García Lorca", "Sensemayá" - baseado em um poema de Nicolas Guillen, e suites orquestrais como "Janitzio" e "Redes" - originalmente escrito para o cinema. José Pablo Moncayo, com composições como "Huapango", e Blas Galindo com "Sones de Mariachi", são também reconhecidos como adaptadores mexicanos na música sinfônica. Mais tarde, outro que viria a contribuir com a tradição da música clássica é Arturo Márquez, também internacionalmente conhecido por sua maestria orquestral e vivacidade melódica.

No mesmo século, são destaques também Manuel María Ponce, Julián Carrillo, Daniel Ayala, Salvador Contretas e José Pablo Moncayo.

Em 1922, Julian Carrillo (violinista, compositor, maestro, teórico e inventor), criou o primeiro sistema microtonal na história da música clássica. Nos anos subsequentes, ele também desenvolveu e construiu harpas e pianos capaz de reproduzir música em fragmentos de tom, como quartos, sextos, oitavos e semicolcheias. Seus pianos ainda são fabricados na Alemanha e são usados ​​para tocar música Carrillo, principalmente na Europa e no México.

Outro compositor contemporâneo mexicano foi Conlon Nancarrow (nascido nos Estados Unidos), que criou um sistema para reproduzir música pianola, uso e desenvolvimento de teorias de politempo e polimetrics. Alguns compositores que difundiram a música clássica mexicana durante a segunda metade do século XX foram Alicia Urreta, Manuel Enríquez, Mario Lavista e Julio Estrada. Alguns deles também contribuíram para o desenvolvimento acadêmico de ensino da música nas universidades americanas, um trabalho também enriquecido por Daniel Catán, Carlos Sanchez-Gutierrez, Guillermo Galindo, Carlos Sandoval, Ignacio Baca-Lobera, Vázquez Hebert, Ricardo Zohn-Muldoon e Samuel Zyman. No outro lado do Atlântico os compositores de uma nova geração, Javier Álvarez, Ana Lara, Víctor Rasgado, Juan Trigos, Hilda Paredes, Javier Torres Maldonado, Gabriel Pareyon, e Georgina Derbez, também têm contribuído para a vida acadêmica e artística.

Música popular Música popular de raízes folclóricas As canções e danças folclóricas, características das diferentes regiões do país, são acompanhadas de diversos tipos de conjuntos musicais onde o principal instrumento é a guitarra. A banda de mariachis é originária de Jalisco. Normalmente interpretam músicas rancheiras cujos temas podem variar, mas sempre abordam temas românticos. O corrido, uma balada folclórica narrada em rimas de quatro versos, derivada da romanza espanhola, é provavelmente a maior contribuição mexicana à música folclórica da América.Outras danças que se destacam é o danzón, o cha-cha-cha, a sadunga, a jarana e o jarabe tapatío. São interpretes e compositores famosos da música mexicana, entre outros: Agustín Lara, Jorge Negrete, Pedro Infante, Chavela Vargas, Lucha Reyes, Miguel Aceves Mejía, José Alfredo Jimenez, Armando Manzanero y Los Panchos.Algumas das danças e instrumentos pré-hispanicos sobrevivem. As danças mais conhecidas são as dos concheros e dos voladores. Quanto aos instrumentos destaque para o huéhuetl e o teponaztli, ambos de percussão, além de numerosas flautas de cerâmica e cana.Por último, devemos mencionar algumas das jovens bandas mexicanas que passaram a fronteira do país: El Tri, Maldita Vecindad, Caifanes e Maná.

Banda

O gênero musical Banda foi criado a partir da imitação de bandas militares que foram importadas para o país durante o Segundo Império Mexicano (nome do fase governamental chefiada por Maximiliano de Habsburgo na década de 1860). O gênero Banda soa muito similar à música polka, certamente uma influência dos imigrantes poloneses que se estabeleceram no estado de Sinaloa. O gênero foi popularizado durante a Revolução Mexicana, quando as autoridades locais e estadais formaram suas próprias bandas para tocar nas praças da cidade. Líderes revolucionários como Pancho Villa, também tiveram bandas intinerantes junto com eles onde quer que fossem. O gênero Banda até hoje permanece popular em todo os estados centrais e do norte do México. No entanto, é marcado por um diversificado nuance de estilos, devido às regiões, instrumentos e modernização. Hoje em dia as pessoas costumam referirem-se ao gênero por Banda Sinaloense ou apenas Sinaloense. Isto se deve ao fato de que, na década de 1940, o conjunto musical Banda el Recodo, responsável por popularizar o gênero, era de Sinaloa e seu repertório era composto exclusivamente com canções desta região. Porém, na verdade, o gênero Banda é uma música regional de todo o México.

Diferentemente do Tamborazo Zacatecano, o principal instrumento da música Sinaloense é a tuba. Frequentemente nota-se, em certas canções, o uso de um acordeão. A Banda Sinaloense experimentou certa popularidade internacional da década de 1990. O grupo que mais se destacou foi a Banda el Recodo que era conhecida como "mãe de todas as bandas". Outras agrupamentos musicais que também se destacaram são: La Arrolladora Banda El Limón de René Camacho, Banda La Costeña, Joan Sebastian, El Coyote y su Banda Tierra Santa, El Chapo de Sinaloa, Julio Preciado, Banda Machos, Valentín Elizalde e Sergio Vega.

O Tamborazo Zacatecano originou-se no estado de Zacatecas, como seu o próprio nome indica. Este estilo de Banda é tradicionalmente composto por dois trompetes, dois saxofones, um trombone e de tambores.

Mariachi

O estilo musical Mariachi originou-se no estado de Jalisco, particularmente na cidade de Cocula, perto de Guadalajara, bem como nos estados vizinhos do oeste do México. A música Mariachi é bastante popular em todo o México e no sudoeste dos Estados Unidos, e é considerado representante da música e cultura mexicana. Este estilo de música é tocada por um grupo composto por cinco ou mais músicos que usam vestimenta típicas de zonas rurais daquele país.