Os seljúcidas, seldjúcidas ou seljuques (; , pl. ; ) eram um povo nômade turco de religião islâmica sunita que gradualmente adotou a cultura persa e contribuiu para a tradição turco-persa na Ásia medieval Central e Ocidental. Estabeleceram o chamado Império Seljúcida que se estendia das estepes cazaques da Ásia Central até às atuais Turquia e Palestina. Devido à conquista desta última, tornaram-se alvo dos cristãos ocidentais.

História

Migração e apogeu

thumb|upright=1.3|Império Seljúcida sob

Os seljúcidas são originários do ramo Qynyk dos oguzes, que no viveram na periferia do mundo islâmico, ao norte dos mares Cáspio e Aral no Grão-Canato Yabgu da confederação oguz, nas estepes do Turcomenistão. Durante o , devido a vários eventos, os oguzes entraram em contato estreito com as cidades muçulmanas.

Quando Seljuque, o líder do clã seljúcida, desentendeu-se com Yabgu, o chefe supremo dos oguzes, ele dividiu seu clã da maior parte dos turcos-oguzes e montou acampamento no banco ocidental do baixo rio Sir Dária (Jaxartes). Ca. 985, Seljuque converteu-se ao Islã. No os seljúcidas migraram de suas terras natais para o interior da Pérsia, na província de Coração, onde encontraram o Império Gasnévida. Lá, eles derrotaram os gasnévidas na batalha das planícies de Nasa em 1035. Tugril Neo , Chagri e Jabgu receberam as insígnias de governador, doações de terras, e o título de degã. Na batalha de Dandanacã eles derrotaram o exército gasnévida, e após um cerco bem sucedido de Ispaã por Tugril em 1050-1051, estabeleceram um império mais tarde chamado Império Seljúcida. Os seljúcidas se misturaram com a população local e adotaram a cultura e língua persas nas décadas seguintes; a última foi empregada como língua oficial do governo.

Os turcos seljúcidas fizeram suas primeiras explorações do outro lado da fronteira bizantina na Armênia em 1065 e em 1067 sob o nome líder deles Alparslano . Em 1067, invadiram a Ásia Menor, atacando Antioquia e, em 1069, Icônio, mas um contra-ataque bizantino os expulsou. No verão de 1071, enquanto eram conduzidos por Alparslano para a Armênia, foram atacados por um exército bizantino sob o comando do imperador . Na batalha de Manzicerta os bizantinos, além de sofrerem uma pesada derrota, tiveram seu imperador capturado. Alparslano o tratou com respeito e não impôs condições pesadas aos bizantinos. Com os sucessos militares dos anos precedentes, os seljúcidas lançaram um ataque contra o Levante, conquistando do Califado Fatímida a cidade de Jerusalém em 1078.

O sucessor de Alparslano, , aproveitando-se da vitória de seu pai em Manzicerta, realizou vigorosos esforços militares para conquistar a Anatólia. Até 1081, os seljúcidas expandiram seu domínio sobre quase todo o planalto da Anatólia e Armênia, a leste da Bitínia, e no ocidente fundaram, em 1077, o Sultanato de Rum, com capital em Niceia, a apenas 88 km de Constantinopla. Em 1084 Antioquia é tomada e Esmirna torna-se a capital de um emir semi-independente chamado Tzacas que lança nos anos seguintes (até 1095) raides contínuos contra o Egeu no intuito de tomar algumas posições na região. Conseguiu algumas vitórias sobre os bizantinos, capturando ilhas como Quios e Lesbos, e autoproclamou-se imperador, mas acabou sendo repelido. Em 1091, as poucas cidades ainda sob controle bizantino na Anatólia são perdidas e Constantinopla é cercada por forças seljúcidas-pechenegues.

Linhagem

Bibliografia

Seljucidas