D. Paio Guterres da Silva «o Escacha» (c.1090 - ?) foi um nobre medieval do Condado Portucalense, membro da Casa de Silva, pertencente a linhagem dos soberanos de Leão, pois D. Pelayo Froilaz «el Diácono» (c. 990 - c.1050), o bisavô do seu avô paterno, D. Pelaio Guterres (c.1050 - ?), era trineto do príncipe D. Aznar Fruela de Leão, um dos filhos de D. Fruela II,Dom Luis de Salazar y Castro, HISTORIA GENEALOGICA DE LA CASA DE SILVA, TOMO 1, topo da página 61 Rei de Asturias e de Leão (c. 874 - 925).

D. Paio Guterres da Silva é o 3o do nome Silva, segundo Salazar y Castro,Dom Luis de Salazar y Castro, HISTORIA GENEALOGICA DE LA CASA DE SILVA, TOMO 1, final da página 78 o que significa que seu avô, D. Pelaio Guterres (c.1050 - ?), foi o primeiro a usar o nome, e seu bisavô, D. Gutierre Peláez (de) Alderete, foi o progenitor da estirpe.Anselmo Braamcamp Freire, Brasões da Sala de Sintra-3 vols. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2.ª Edição, Lisboa, 1973. vol. II-pg. 3. D. Paio Guterres foi um dos Ricos-Homens a confirmar a carta de confirmação do castelo de Soure aos Templários em 1129.Anselmo Braamcamp Freire, Brasões da Sala de Sintra-3 vols. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2.ª Edição, Lisboa, 1973. vol. II-pg. 4. Ele é muitas vezes confundido com o seu avô e homónimo, D. Pelaio Guterres, cujo nome tinha a mesma grafia na escrita comum do século X (latim vulgar) e que ocupava os cargos de "Adiantado de Portugal" e "Vigário" del Rey". O facto de o jovem D. Afonso Henriques já governar no condado Portucale em 1129 exclui a possibilidade de D. Paio Guterres na altura ter ocupado os cargos mencionados. Embora não tenha alcançado estes altos cargos, como senhor feudal do Reino de Leão e como descendente dos monarcas da dinastia Astur-Leonesa, D. Paio Guterres fazia, sem dúvida, parte da alta nobreza.Cristovão Alão de Morais, Pedatura Lusitana - 6 vols. Carvalhos de Basto, 2.ª Edição, Braga, 1997. vol. II-pg. 410.Manuel José da Costa Felgueiras Gayo, Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2.ª Edição, Braga, 1989. vol. IX-pg. 383 (Silvas).Anselmo Braamcamp Freire, Brasões da Sala de Sintra-3 vols. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2.ª Edição, Lisboa, 1973. vol. II-pg. 4.

Biografia Foi o senhor feudal do Porto da Figueira, Alcaide do Castelo de Santa Eulália e do Castelo de Montemor-o-Velho. Foi que procedeu à fundação do Mosteiro de Cucujães e quem mandou reedificar do Mosteiro de Tibães. Foi ainda em vida do rei D. Afonso VI de Leão e Castela senhor da Domus fortis denominada Torre da Silva. Foi também quem, segundo a Coreografia Portuguesa, procedeu à fundação em Campos do Mosteiro de Santa Maria de Valboa, que foi da Ordem de São Bento. Segundo a mesma Coreografia, foram os Senhores da Casa Silva seus padroeiros.

Relações familiares Foi filho de D. Guterre Peláes Alderete da Silva (c. 1070 - ?) e de D. Maria Pérez de Ambia (c.1075 - ?). Casou por duas vezes. Do primeiro casamento com D. Sancha Anes (c. 1095 - ?) teve:

D. Mayor (Mór) Pais Silva (c. 1010 - ?), casada com Egas Moniz (c. 1115 - ?), que não deve ser confundido com Egas Moniz, o Aio. D. Gomes Pais da Silva (c. 1115 - ?), casado com Urraca Nunes Velho. D. Pedro Pais da SilvaManuel José da Costa Felgueiras Gaio, Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. IX-pg. 383 (Silvas)., «o Escacha» (c. 1120 - ?), casou com Elvira Nunes.

Do segundo casamento com D. Urraca Rabaldes (c. 1100 - ?) teve:

D. Pedro Rabaldes, bispo do Porto. D. Gotinha Pais da Silva (c. 1130 - ?), que casou por duas vezes, a primeira com D. Pedro Soares de Belmir e a segunda com Mendo Afonso de Refóios, senhor de Refóios.

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