A Biblioteca Adir Gigliotti foi uma instituição cultural e acervo bibliográfico de acesso público sediada em Campinas, no estado de São Paulo. Fundada em 2001, a biblioteca consolidou-se como um dos maiores acervos particulares da região, operando sob a gestão da Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais (CENAPEC) até o seu fechamento definitivo em 2014.

Histórico Fundação O acervo foi formado ao longo de cinco décadas pelo juiz e poeta Alcy Gigliotti. Originalmente uma coleção particular, a biblioteca foi aberta ao público em 2001 com o objetivo de democratizar o acesso à cultura. O nome da instituição é uma homenagem ao irmão de Alcy, Adir Gigliotti, influente jornalista e publicitário que atuou nos principais veículos de comunicação de Campinas, como o Correio Popular, e faleceu em 1991.

Para sustentar a operação, a família Gigliotti e voluntários fundaram a Cenapec (Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais). A entidade foi reconhecida como de Utilidade Pública pela Prefeitura de Campinas e certificada como Ponto de Cultura pelo Governo Federal. Durante seu funcionamento, a biblioteca não se limitou ao empréstimo de livros, promovendo cursos, oficinas, concursos literários e eventos artísticos para a comunidade, especialmente no bairro Taquaral e, posteriormente, na Chácara da Barra.

Crise e Fechamento Após a morte de Alcy Gigliotti em 2007, a manutenção da biblioteca passou a depender quase exclusivamente de recursos da família, principalmente da pensão de sua viúva, Maria Lair. Apesar de projetos aprovados em editais como o ProAC e o Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC), as receitas geradas por cursos e doações cobriam menos de 25% dos custos fixos, que chegavam a aproximadamente R$ 9 mil mensais.

Em abril de 2014, a instituição anunciou o encerramento de suas atividades devido à insustentabilidade financeira e à necessidade de desocupar o prédio alugado. Na ocasião, o acervo de 55 mil volumes começou a ser encaixotado para doação a outras instituições, universidades e bibliotecas públicas, após tentativas frustradas de parcerias com o poder público para a cessão de um espaço próprio.

Acervo No auge de sua operação, a biblioteca contava com uma infraestrutura dividida em: Biblioteca Geral: 55.000 volumes abrangendo diversos temas; Biblioteca infantojuvenil: Cerca de 2.000 títulos; Discoteca: 3.000 discos de vinil (LPs) e 1.200 CDs; Videoteca: 2.000 fitas em formato VHS; Estrutura Física: Sala de leitura, sala de música, brinquedoteca e um auditório equipado com piano para eventos musicais.

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Adir Gigliotti