Erétria (Ερέτρια)Imagem:GreeceEuboea.png|Periferia:Grécia CentralPrefeitura:EubeiaAltitude:8 mÁrea:112,60 km²População:5.969 (dados de 2001) Densidade demográfica:53 hab./km²Latitude:38° 23′ N Longitude:23° 47′ E Prefixo Telefônico:22290Código postal:340 08Matrícula veicular:XAPágina oficial: 290px|thumb|Antigo teatro em Erétria. Erétria () foi uma cidade da Grécia Antiga, situada na costa ocidental da ilha de Eubeia. A Erétria moderna foi edificada no mesmo local.
Do Período Arcaico ao Império Romano Com base nos mais antigos achados arqueológicos, concluiu-se que a fundação da cidade ocorreu no . Provavelmente foi fundada como o porto de Lefcandi, que está localizada 15 km a oeste. Seu nome vem do grego ἐρέτης, erétes, "remador" (verbo ἐρέσσειν/ἐρέττειν, eréssein/eréttein, "remar"), entendendo-se Erétria como "Cidade dos Remadores". Sua população e sua importância cresceram depois da destruição de Lefcandi por um incêndio, em .
A primeira referência a Erétria está na Ilíada 2.537) de Homero, que a inclui entre as cidades que enviaram barcos para a guerra de Troia. No , Erétria e sua vizinha e rival, Cálcis, foram ambas poderosas e prósperas cidades comerciais. Os erétrios controlavam as ilhas de Andro, Tino e Céos, no mar Egeu, e também tinham terras na Beócia, na Grécia continental.
No fim do , Erétria e Cálcis travaram uma prolongada guerra, conhecida, através de relato de Tucídides, como guerra lelantina. Pouco se sabe dos detalhes dessa guerra, porém é certo que Erétria foi derrotada, em cerca de , perdendo suas terras na Beócia e suas dependências egeias. A partir daí, nem Erétria nem Cálcis tiveram importância para os políticos gregos. Como resultado de sua derrota, Erétria recorreu à colonização. Manteve colônias ao norte do mar Egeu, na costa da Macedônia, e também na península Itálica e na Sicília.
Os erétrios eram jônios. Aliada da cidade de Mileto, foi a única cidade da Antiga Grécia, além de Atenas, a vir em socorro dos jónicos da Ásia Menor, aquando da sua revolta contra o rei da Pérsia, Dario I, em . Como represália, em foi saqueada e incendiada pelos generais persas Dátis e Artafernes, pouco antes da batalha de Maratona.
Reconstruída ainda no , Erétria, assim como toda a Eubeia, ingressou na confederação de Delos, que posteriormente constituiria o império ateniense. Durante a Guerra do Peloponeso (431-), aliou-se a Atenas contra seus rivais dórios de Esparta e Corinto. Mas logo a dominação ateniense revelou-se opressiva aos erétrios, assim como ao resto do império. Como outras cidades da Eubeia, Erétria rebelou-se contra Atenas em , sem êxito. Quando os espartanos derrotaram os atenienses na Batalha de Erétria, em , as cidades da Eubeia novamente se rebelaram, mas, em , Atenas recuperou-se e restabeleceu sua hegemonia sobre a Eubeia, que era essencial para o abastecimento de grãos para a população urbana.
Em , os erétrios mais uma se revoltaram contra Atenas e reconquistaram sua autonomia. Em , as forças de Filipe II da Macedônia invadiram a cidade, mas os atenienses a recapturaram, sob o comando de Demóstenes, em . A batalha de Queroneia, em , na qual Filipe derrotou a aliança dos exércitos gregos, marcou o fim das cidades gregas como estados independentes, e Erétria reduziu-se a uma cidade provinciana.
Em , Erétria foi saqueada pelos romanos. Em , foi finalmente destruída durante as guerras Mitridáticas e abandonada. Parece ter desaparecido por completo durante a época bizantina (330–1453).
A nova Erétria
A história da nova Erétria está intimamente ligada à Guerra da Independência Grega (1821–1827). Na noite de 18 de junho de 1822, sob a liderança de Konstantínos Kanáris (1790-1877), marinheiros da ilha de Psara, perto de Quios, incendeiam o navio do almirante otomano Kara Ali. Os otomanos vingam esse ato com a destruição de Psara, em 1824. A tragédia da destruição da cidade é descrita em um poema de Dionýsios Solomós (1798–1857), autor do hino nacional grego, e foi representada pelo pintor Nikolaos Gysis (1842–1901).
Terminada a guerra é firmado o protocolo de Londres (1830), pelo qual os otomanos cedem Eubeia à Grécia, em 1833. A partir de 1834, o estado grego decide estabelecer os refugiados psariotas em Erétria, que desde então passou a chamar-se Néa Psara, denominação que se manteve até 1960. Todavia, o paludismo e certamente também a proximidade de Cálcis, importante centro urbano distante de apenas 18 km, explicam o fraco desenvolvimento da localidade, ao longo do .
No , Nova Psara estará novamente ligada a episódios: a Guerra Greco-Turca (1919-1922) de 1921–1922. O exército grego sofre uma grave derrota diante das tropas de Kemal Atatürk, e Esmirna (atual Izmir) é incendiada. O desastre militar na Ásia Menor resulta na troca de minorias dos dois países e um milhão e meio de refugiados entram na Grécia, em consequência do Tratado de Lausana (julho de 1923). No final da Guerra da Independência, os refugiados são acolhidos em Erétria.
A partir de 1960, principalmente graças à introdução do serviço de ferry-boats que ligam para Erétria a Oropo, na Ática, e à extinção da malária, após a drenagem dos pântanos, em 1940, a cidade se tornou um lugar de veraneio muito popular entre os atenienses. No censo de 2001, o distrito de Erétria tinha 5.969 habitantes , incluindo a cidade de Erétria, a ilha de Agia Triada, a aldeia de Gerontas (27 habitantes) e os assentamentos costeiros de Magula ( habitantes) e Malaconda ( habitantes).
Escavações arqueológicas são realizadas no extremo norte da cidade moderna desde a década de 1890 e desde 1964 são conduzidas pelo Serviço Arqueológico grego e pela Escola Suíça de Arqueologia na Grécia ESAG.
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