Graham Bruce Hancock ( ; Edimburgo, 2 de agosto de 1950) é um escritor e ex-jornalista britânico. Tornou-se conhecido do público em geral por causa de suas teorias pseudocientíficas envolvendo , assunto sobre o qual ele publicou doze livros.

A principal ideia do trabalho de Hancock é uma conexão proposta entre as culturas antigas do Egito, Mesopotâmia e Mesoamérica com uma 'cultura mãe' anterior e mais avançada da qual ele acredita que culturas antigas posteriores emanaram."...the belief of Hancock and other writers in a lost civilisation that passed its wisdom on to ancient Egypt or the Maya repeats the theme of Atlantis: the antediluvian world popularised by Ignatius Donnelly from 1882." Kevin Greene, Tom Moore, Archaeology: An Introduction, page 252 (Routledge, 2010 edition). Hancock recebeu críticas consideráveis de históriadores e arqueólogos por seu trabalho, que não foi revisado por pares nem publicado em revistas acadêmicas, sendo por isto um exemplo de pseudohistória e pseudoarqueologia.

Biografia Nascido em Edimburgo, Hancock cresceu na Índia, onde seu pai trabalhava como cirurgião. Voltando para o Reino Unido, formou-se pela Durham University em 1973, colando grau com Louvores de Primeira Classe em sociologia.

Como jornalista, trabalhou para muitos periódicos britânicos, tais como The Times, The Sunday Times, The Independent e The Guardian. Foi co-editor da revista New Internationalist de 1976 a 1979 e correspondente na África Oriental de The Economist de 1981 a 1983. Em 1996, apareceu em The Mysterious Origins of Man.

As alusões à datas situadas há 12.500 anos atrás são significativas para Hancock, uma vez que é nesta era que ele localiza a avançada civilização progenitora, agora desaparecida, mas que ele afirma na maioria de seus trabalhos ter existido e cuja tecnologia avançada influenciou e deu forma ao desenvolvimento das civilizações (conhecidas) da antiguidade mundial. A egiptologia e a arqueologia sustentam que as provas disponíveis indicam que as pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge foram construídas durante o período da Quarta Dinastia do Egito (terceiro milênio AC).(January 21, 2004) (2006) The Seven Wonders. The Great Pyramid of Giza

Entre estes vários críticos estão dois astrônomos, Ed Krupp do Observatório Griffith em Los Angeles e Anthony Fairall, professor de astronomia da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. Utilizando equipamentos de planetários, Krupp e Fairall investigaram separadamente o ângulo entre o alinhamento do Cinturão de Órion e o norte durante a era citada por Hancock, Bauval et. al. (o qual difere do ângulo visto hoje ou no terceiro milênio AC, por causa da precessão dos equinócios), e descobriu que o ângulo era consideravelmente diferente da "justaposição perfeita" defendida por Bauval e Hancock na TCO– 47-50 graus pelas medições do planetário, comparado ao ângulo de 38 graus formado pelas pirâmides.

Krupp também apontou para o fato que a linha ligeiramente curva formada pelas três pirâmides desviava-se rumo ao norte, onde a ligeira alteração na linha formada pelo Cinturão de Órion desviava-se rumo ao sul, e para fazê-las coincidir, uma ou outra teria que ser invertida de cima para baixo. Na realidade, foi isto o que ocorreu no livro original de Bauval e Gilbert ("The Orion Mystery"), que comparava imagens das pirâmides e Órion sem informar que o mapa das pirâmides estava invertido. Krupp e Fairall encontraram outros problemas nas afirmações, inclusive observando que se a Esfinge representasse a Constelação de Leo, então deveria estar na margem oposta do Nilo (a "Via Láctea") com relação às pirâmides ("Órion"), que o equinócio vernal por volta de 10.500 AC estava na Constelação de Virgo e não Leo, e que em qualquer caso, as constelações do Zodíaco são originárias da Mesopotâmia e completamente desconhecidas até a posterior era greco-romana. Contudo, um comentarista sugeriu que, em seus artigos sobre este assunto, Krupp seria culpado de "fazer exatamente como aqueles a quem critica: "pseudociência exemplar".Conman, Joanne (2002) 'Blinking Back: Eyeball to Eyeball with Ed Krupp'

A teoria de uma Esfinge mais antiga recebeu apoio consideravelmente maior da ciência acadêmica. A mais notável, manifestada pelo geólogo Robert M. Schoch, argumenta que os efeitos da erosão pluvial na Esfinge e seus arredores, indica que partes do monumento devem ter sido esculpidas originalmente entre 7.000–5.000 AC. A análise de Schoch tem sido largamente corroborada por outro geólogo, David Coxill, que concorda que a Esfinge passou por intemperismo pluvial e, consequentemente, teria sido esculpida nas eras pré-dinásticasCoxhill, David (1998) cited by Robert Schoch. Um terceiro geólogo, Colin Reader, sugeriu uma data de anos anterior a comumente aceita para a construção. Estas opiniões, contudo, tem sido quase unanimemente constestadas pelos egiptólogos acadêmicos, os quais, junto com alguns geólogos, sustentam a datação convencional do monumento. Sua análise atribui o desgaste aparentemente acelerado da Esfinge desde à moderna poluição industrial, diferenças qualitativas entre as camadas de pedra calcária no próprio monumento, com o auxílio de areia carregada pelo vento, e/ou mudanças de temperatura, causando a rachadura na pedra

Livros

Published in the United Kingdom as

Hancock, Graham (2019). America Before: The Key to Earth's Lost Civilization. St. Martin's Press. ISBN 9781250243737.

Vídeos Michael Palin's Pole to Pole – Crossing the Line (EP 5) (1992) Quest for the Lost Civilization – Acorn Media (1998) Atlantis Reborn Again – BBC Horizon (2000) Earth Pilgrims – Earth Pilgrims Inc. (2010) "The War on Consciousness" – TEDx (2013) Revelações Pré-históricas – Netflix (2022) Revelações Pré-históricas: As Américas – Netflix (2024)

Bibliografia

Ligações externas

Horizon: Atlantis Reborn e a Broadcasting Standards Commission – A resposta da BBC ao debate do programa Horizon Robert M. Schoch

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