Gonçalo Salvadores (;morto em Rueda de Jalón, 6 de janeiro de 1083) chamado "O quatro mãos" foi um magnata e conde castelhano porta-estandartes real e tenente em Lara, Bureba, Tedeja entre outras localidades.
Relações familiares Gonçalo Salvadores foi filho de Salvador Gonçalves e de Muniadona. Seu pai, que não foi conde, foi tenente de Bureba e de Arreba, e sua mai foi possivelmente irmã do Nuno, Fortun, Rodrigo e Diego Alvares, importantes magnatas que aparecem na documentação chamando-se “os castelanos”. Teve um irmão, Alvar, esposo de Juliana, filha de Fortun Alvarez, que confirmou com Gonçalo e outros ricos-homens a carta de arras que O Cid entregou a sua esposa Jimena Diaz.
Biografia Gonçalo, que gozava da confiança do rei Fernando I de Leão, aparece pela primeira vez integrado na vida política em 1056 confirmando a doação do rei e da rainha ao Mosteiro de São Salvador de Oña. O filho do rei, procurou o apoio dos magnatas castelhano, incluindo Munio Gonçalves, irmão de Salvador Gonçalves, e seus dois sobrinhos Gonçalo e Alvar, assim como os seus parentes os Alvares.thumb|Castelo de Rueda de Jalón onde Gonçalo e muitos nobres perderam suas vidas. Foi um membro da cúria régia do rei e também manteve uma estreita relação com Lope Íñiguez, senhor da Biscaia, pois além dos interesses comuns e o apoio ao rei castelhano, ambos eram casados com duas irmãs; Ínigo com Ticlo e Gonçalo como Elvira Diaz, filhas de Diego Alvares.
Em 1067, o rei Fernando confiou a Gonçalo a missão de ir a Sevilha, acompanhado por Gonçalo Nunes de Lara e Fernando Ansures, e os bispos de Leão e Astorga para trazer o corpo de Santa Justa. Gonçalo foi um grande benfeitor do mosteiro de São Salvador de Oña, onde ele e vários membros de sua família foram enterrados.
Antes de chegar a fortaleza de Rueda de Jalón onde perdeu a vida no episódio de guerra sido chamado de "a traição de Rueda", Gonçalo otorgou testamento em 5 de setembro de 1082 no mosteiro de São Salvador de Oña, doando a seu abade os mosteiros de Santa Cruz de Andión,e tudo o que possuía na igreja de São Andrés e Palazuelos e sua herança em Hermosilla e Busto confirmando o documento como conde em Castela a Velha Tedeja, Cadreggas e Poza, que governou, assim como Lara, onde aparece como tenente em 1073.
Matrimónio e descendência Casou por duas vezes; o primeiro casamento foi com Elvira Diaz, filha de Diego Alvares, tenente em Montes de Oca, e irmã de Ticlo, a esposa de Lope Íñiguez,senhor de Biscaia, de quem teve: thumb|250px|right|Uma das galerias do claustro do Mosteiro de San Salvador de Oña, onde foi enterrado o conde Gonzalo Salvadorez e vários membros de sua família Garcia Gonçalves Gustio ou Gudesteo Gonçalves Goto Gonçalves (falecida antes de julho de 1087) esposa do conde Fernando Dias, filho de Diogo Fernandes de Oviedo e irmão de Jimena Dias, a mulher de Rodrigo Diaz de Vivar, O Cid Toda Gonçalves Maior Gonçalves, esposa de Pelayo Peláez e pais de várias crianças, incluindo Gonçalo Peláez "o conde rebelde"
O segundo casamento foi com Sancha Sanches, filha de Sancho Macerátiz, dominante em Montes de Oca e de Andregoto, e irmã de Sancho Sanches, conde de Erro e Tafalla, pai de Maria Sanches, esposa de Diego Lopes I de Haro "O branco" senhor de Biscaia, de quem teve:
Gomes Gonçalves o de Candespina. morto em 1110, conde em La Bureba e casado com Urraca Muñoz. Fernando Gonçalves (que morreu antes de maio de 1107). A 6 de maio de 1107, num documento guardado na Catedral de Burgos, o seu irmão, o conde Gomes, juntamente com a sua esposa Urraca, doaram a igreja de San Miguel de Busto a Miguel Díaz, juntamente com alguns terrenos que tinham pertencido ao seu irmão Fernando, já falecido.
Bibliografía
Categoria:Nobres da Espanha Categoria:Nascidos no século XI Categoria:Mortos em 1083