Ida é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por A.Ryan & Oakeley em 2003, publicado em Orchid Digest 67,1: 9. A espécie tipo é a Ida cinnabarina (Lindl. ex Rolfe) A. Ryan & Oakeley, anteriormente Maxillaria cinnabarina Lindley ex J.C.Stevens.

Distribuição O gênero Ida agrupa cerca de três dezenas de espécies epífitas, freqüentemente terrestres ou rupícolas, de crescimento cespitoso, à noite perfumadas, quase todas das florestas do oeste da América do Sul, uma ou duas na América Central e Caribe, e uma nas florestas da Serra do Mar no Brasil. O Peru é considerado seu centro de irradiação.

Taxonomia O gênero Ida foi recentemente criado ao segregar-se a seção fimbriata de Lycaste. Diversas foram as razões, tanto genéticas como morfológicas. A contagem cromossômica de Lycaste é quarenta, enquanto em Ida é variável porém sempre maior que isso.

Comparando-se com as Lycaste, as Ida, têm flores que não se abrem muito e normalmente ficam algo curvadas para baixo em razão de seu peso. Em Lycaste as sépalas direitas e largas, conferem à flor um formato triangular quase perfeito. Em Ida as sépalas laterais são em regra falcadas, apontando para baixo, e mais estreitas na base, portanto menos presas ao pé da coluna, com a qual formam um pequeno mento onde esta preso o labelo. Neste mento, muito mais complicado que em Lycaste, acumula-se néctar em abundância, enquanto em Lycaste este é escasso e acumula-se na base do labelo. labelo muito mais atenuado para a base em Ida, além disso, o lobo mediano do labelo em Ida é fimbriado, enquanto em Lycaste é ondulado O calo do disco em Ida é mais largo e apresenta diversos sulcos. O viscídio de Ida é bem mais complexo que o de Lycaste. Conforme já mencionado, seu centro de irradiação é bem mais ao sul que o de Lycaste, desta, o norte da Colômbia, com muitas espécies na América Central.

Descrição Seu rizoma é curto, com pseudobulbos de secção elíptica ou quadrangular, lisos ou sulcados, algo compressos dos lados, quando novos revestidos de Baínhas, com até três folhas no ápice. Estas são grandes e multinervadas, pseudopecioladas, algo parecidas com as de Stanhopea, quase sempre caducas. A inflorescência é solitária, ou raramente com duas flores grandes e vistosas, muito mais curta que as folhas, em regra mais alta que os pseudobulbos, ereta, nasce das Baínhas do pseudobulbo. São frequentes as vezes em que nascem diversos rácimos juntos, dando a impressão de que sejam muito mais flores por inflorescência.

Como acima já mencionamos as flores acrescentamos apenas para complementar que as pétalas são menores que as sépalas e estas de igual tamanho entre sí. O labelo é levemente unguiculado, trilobado, lobos laterais erguidos. A coluna é longa e arcada, na base prolongada em pé, com antera terminal abrigando dois pares de polínias. A cor mais comum para pétalas e sépalas é o verde claro, contrastando com as cores do labelo, estas muito variáveis.

Ver também Lista de gêneros de Orchidaceae

Ligações externas Orchidaceae in L. Watson and M.J. Dallwitz (1992 onwards). The Families of Flowering Plants: Descriptions, Illustrations, Identification, Information Retrieval. Catalogue of Life Angiosperm Phylogeny Website GRIN Taxonomy of Plants USDA

Referências L. Watson and M. J. Dallwitz, The Families of Flowering Plants, Orchidaceae Juss.

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