Castlevania: Portrait of Ruin é um jogo de plataforma da série Castlevania, desenvolvido e publicado pela Konami para o Nintendo DS. Foi lançado em 16 de novembro de 2006 no Japão, e em 5 de dezembro de 2006 na América do Norte.

O jogo está ambientado na Europa em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, e é a continuação da história de Castlevania: Bloodlines. Ele introduz novos protagonistas e antagonistas à série Castlevania, assim como expande a jogabilidade de dois personagens já apresentada em Castlevania: Dawn of Sorrow.

Portrait of Ruin foi recebido com críticas geralmente positivas, obtendo notas altas de avaliações e várias premiações.

Jogabilidade Portrait of Ruin apresenta um estilo de jogabilidade com rolagem lateral 2D. Uma das principais características é que os jogadores podem alternar livremente entre dois personagens, Jonathan e Charlotte, similarmente ao modo "Julius" do Castlevania: Dawn of Sorrow. Jonathan e Charlotte podem combinar seus poderes para performar fortes ataques, e suas habilidades combinadas são necessárias em certas partes do castelo para resolver quebra-cabeças e progredir na história.

Além do castelo de Dracula, os protagonistas exploram outros ambientes, como desertos e cidades, através de pinturas espalhadas pelo castelo. Durante a aventura, os heróis encontram 155 inimigos diferentes, que podem ser monitorados em um bestiário. Enquanto progridem, os protagonistas aprendem novas habilidades e adquirem equipamentos e itens que permitem continuar a exploração do jogo.

Assim como em jogos anteriores da franquia, Portrait of Ruin apresenta finais alternativos, possuindo dois finais diferentes. Ambos os finais envolvem Jonathan e Charlotte prevenindo Dracula de ser ressuscitado, mas apenas um envolve a derrota de Victor Brauner, outro inimigo vampiro, e a "verdadeira" derrota de Dracula. Em certo ponto do jogo, as ações do jogador determinam qual final será obtido. O primeiro final é normalmente referido como "ruim", porque os principais objetivos da história do jogo não são completados; isto é indicado pela tela de Game over apresentada no lugar dos créditos. O segundo final completa estes objetivos, e permite ao jogador explorar mais do castelo e ganhar acesso a mais pinturas, além de ser o final considerado cânone para a série.

Modos alternativos Portrait of Ruin apresenta quatro modos alternativos para a história principal, e um modo Boss Rush para ser jogado por um ou dois jogadores. Além de melhorias na vida e poder mágico, itens não podem ser obtidos ou utilizados nos modos extras. Inicialmente, apenas o modo normal está disponível, apresentando os protagonistas Jonathan e Charlotte. Após obter o melhor dos dois finais com Jonathan e Charlotte, o jogador irá destravar um prólogo para a história principal, o modo Sisters, e estágios adicionais no modo Boss Rush. Completar o jogo também dá ao jogador a opção de aumentar a dificuldade, adicionando alguns limites, e iniciando um novo jogo com todos os itens e habilidades obtidos anteriormente. Se o jogador atingir certos requisitos durante o jogo, duas outras versões da história principal são destravadas: o modo Richter e o modo Old Axe Armor.

Nintendo Wi-Fi Portrait of Ruin foi o primeiro jogo da franquia a apresentar um modo cooperativo. Entretanto, este é o segundo jogo multi-jogador da série, visto que Dawn of Sorrow foi o primeiro a apresentar esta opção. Jogadores podem interagir através de conexão local ou da Nintendo Wi-Fi Connection.

Enredo Ambientação Castlevania: Portrait of Ruin se passa no universo fictício da série Castlevania, onde os caçadores de vampiros do clã Belmont travam um conflito sem fim contra o vampiro imortal Dracula. O jogo se passa na Europa, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial e sua história é a continuação da de Castlevania: Bloodlines. Além do castelo, os protagonistas exploram diferentes pinturas que foram criadas pelo vilão chamado Brauner, com essas pinturas agindo como portais para novas áreas, com visuais diferentes do castelo.

Personagens Portrait of Ruin introduz Jonathan Morris e Charlotte Aulin à franquia. Jonathan é o atual dono do lendário chicote, Vampire Killer, que foi recebido de seu pai, John Morris, personagem do Castlevania: Bloodlines. Como ele não é um descendente do clã Belmont, não pode destravar o poder completo do chicote sem a assistência de um membro da família Lecarde. Charlotte é uma maga e descendente distante do clã Belnades. O jogo possui os mesmos antagonistas dos jogos anteriores, com Dracula sendo o chefe final, mas adiciona também três novos vilões.

Os novos antagonistas são três vampiros que tomaram o castelo de Dracula. Seu líder é um vampiro ancião chamado Brauner, que recriou o castelo de Dracula usando as almas dos mortos na Segunda Guerra Mundial, para poder utilizar o poder do castelo para destruir a humanidade. Brauner odeia a humanidade porque suas duas filhas foram mortas 30 anos antes, durante a Primeira Guerra Mundial. Brauner pode criar pinturas contendo dimensões paralelas para absorver os poderes do castelo. Ele é auxiliado por duas vampiras gêmeas, Stella e Loretta. Apesar de serem as verdadeiras filhas de Eric Lecarde, foram transformadas por Brauner em vampiras e acreditam que ele é seu pai.

Auxiliando os personagens principais, há o sacerdote Vincent Dorin que atua como vendedor de armas, poções, e magias, assim como um fantasma chamado Wind que fornece novas habilidades e equipamentos que lhe pertenciam enquanto era vivo, desde que os jogadores completem certos objetivos. A identidade de Wind é posteriormente revelada como sendo Eric Lecarde, que lutou ao lado do pai de Jonathan para eliminar Dracula em Bloodlines.

História Antes do início do jogo, as irmãs Stella e Loretta viajam para o castelo de Dracula em busca de seu pai, Eric Lecarde. Após atravessar parte do castelo, alcançam o covil de Brauner, onde encontram seu pai derrotado. Vendo as duas irmãs, Brauner as transforma em vampiras. Ao entrar no castelo, Jonathan e Charlotte encontram uma figura enigmática que se apresenta como Wind, que eventualmente assume uma forma humanóide e explica que foi morto pouco tempo atrás, utilizando uma barreira mágica para se manter consciente enquanto estiver dentro da área do castelo.

Jonathan e Charlotte encontram uma das pinturas mágicas de Brauner. Incapazes de destruí-la por fora, ambos viajam para a dimensão paralela contida dentro da pintura. Posteriormente, ao entrar na segunda pintura, encontram Brauner e as gêmeas. Brauner ri da noção de ressuscitar Dracula, já que ele havia falhado múltiplas vezes em controlar a humanidade, mas concorda que seu poder é grande demais para ser ignorado. Ambas as irmãs querem matar os protagonistas, mas Brauner vê a Morte como uma ameaça maior. Continuando a explorar o castelo, os protagonistas encontram a Morte, que pensa que Dracula já havia sido ressuscitado. Quando informada de que Dracula ainda está morto e que outro vampiro controla o castelo, a Morte zomba a ideia de que outra pessoa fosse capaz de fazer isso. Entretanto, ela eventualmente descobre que as afirmações são verdadeiras, e foge para tentar descobrir uma maneira de derrotar Brauner e reviver Dracula.

Jonathan e Charlotte encontram Stella e a derrotam, mas ela foge com sua irmã deixando para trás um medalhão. Ao abrir o medalhão, Charlotte encontra fotos das irmãs com Wind. Ao questionar Wind sobre os novos fatos, ele revela sua verdadeira identidade como sendo Eric Lecarde, e as irmãs como sendo suas verdadeiras filhas. Quando Jonathan e Charlotte chegam na sala do trono de Dracula, encontram-na trancada, e concluem que Brauner está atrasando o retorno de Dracula para absorver o máximo de seu poder.

Após procurar pelo castelo, os protagonistas encontram uma magia que remove maldições e permite que os mortos descansem em paz, utilizando-a durante uma batalha contra as gêmeas e curando as irmãs de seu vampirismo. Isso permite que elas obtenham sua sanidade de volta, se oferecendo para performar um ritual que permitirá que Jonathan utilize o poder completo do Vampire Killer. Após passar em um teste contra as memórias do chicote, Jonathan é avisado para não utilizá-lo demais, visto que o Vampire Killer suga a vida daqueles que não pertencem ao clã Belmont, eventualmente matando o usuário, como aconteceu seu pai. As gêmeas abrem uma passagem que leva a uma sala com a pintura que contém uma dimensão usada por Brauner. As irmãs enfrentam Brauner e o derrotam, confrontando-o sobre seu atos. Ele admite que a justiça não estava ao seu lado, mas se recusa a aceitar que ela estivesse no lado dos heróis. A Morte aparece e mata Brauner, quebrando o selo que trancava a sala do trono, e Jonathan parte com Charlotte para enfrentar Dracula.

Antes de lutarem com Dracula, a Morte aparece e se junta ao seu mestre, atacando os heróis. Durante a batalha, a Morte e Dracula chegam a se unir em uma forma mais poderosa, mas mesmo assim são derrotados. Todos fogem do castelo enquanto ele entra em colapso, observando à distância enquanto as paredes caem.

Desenvolvimento Um novo Castlevania foi anunciado para o Nintendo DS em 5 de outubro de 2005. Detalhes do jogo não foram liberados até 21 de abril de 2006, quando a Konami revelou o título e a ambientação na Segunda Guerra Mundial. Em 9 de maio de 2006, o trailer oficial foi mostrado em uma conferência de imprensa da Konami, que demonstrou a transição entre personagens e as combinações das habilidades de Jonathan e Charlotte. Em junho de 2006, uma entrevista com o produtor Koji Igarashi revelou que o jogo iria utilizar a touch screen melhor do que Dawn of Sorrow, mencionando também que ele planejava incorporar jogabilidade cooperativa via WiFi. Mais informações sobre a jogabilidade online foram reveladas na Comic-Con 2006, mas detalhes sobre como seria implementada não foram confirmados. Na Tokyo Game Show de 2006, Igarashi confirmou detalhes sobre os modos WiFi e afirmou que Portrait of Ruin teria um modo cooperativo.

Devido à sólida infraestrutura da Nintendo para o Nintendo DS, Igarashi queria tentar os componentes online, testando possíveis jogabilidades cooperativas para futuros títulos de Castlevania. Igarashi comentou que jogabilidade para dois jogadores seria uma homenagem ao Castlevania III: Dracula's Curse, seu título favorito. O estilo anime da arte de Dawn of Sorrow foi mantido, visto que Igarashi havia escolhido o estilo por apelar para a demografia mais jovem dos consoles portáteis da Nintendo.

Merchandising Vários produtos de Portrait of Ruin foram lançados juntos do jogo. No Japão, a Konami lançou um guia de estratégia oficial. Na América do Norte, o guia foi lançado pela publicadora BradyGames. Em celebração ao aniversário de 20 anos da franquia, todos que fizessem pré-ordem de Portrait of Ruin receberiam um pacote com alguns produtos extras, incluindo um CD de música, um pôster da cronologia da série contendo muitos dos personagens e eventos significativos da história, e um livro de artes.

Recepção

Portrait of Ruin foi recebido com avaliações geralmente positivas e ganhou várias premiações. Game Informer o premiou com Handheld Game of the Month em janeiro de 2007, e o listou como um dos Top 50 Games of 2006. A IGN o premiou com Best Original Score e segundo lugar em Best Adventure Game de 2006. Dracula foi listado como o terceiro melhor vilão de 2006 pela Game Informer, citando a luta final como ponto principal. 1UP.com o listou como Best DS Game em sua lista de melhores jogos da E3 de 2006.

O áudio também foi bem recebido. GameSpot chamou a trilha sonora de "excelente", avaliando-a com nota 9/10. Yahoo! Games avaliou o áudio com nota 4.5/5. Game Informer o chamou de um dos pontos fortes do jogo, apesar de reclamar de Charlotte gritar o nome de seu ataque repetidamente. A IGN afirmou que "a música dramática é suficiente para te arrepiar", apesar de mencionar que a quantidade de vocais foi baixa.