Roland Barthes (Cherbourg, 12 de novembro de 1915 — Paris, 26 de março de 1980) foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês. Roland Barte.
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Jean Baptiste Fages, Comprendre Roland Barthes, Éditions Privat, 1979, p. 17.
Petit Robert, dictionnaire universel des noms propres, Dictionnaires Le Robert, 1990, p. 179.
Marie Gil, Roland Barthes : au lieu de la vie, Flammarion, 2012 (ISBN 978-2-08-124443-6).
Roland Barthes moraliste, Presses universitaires du Septentrion, 1998, p. 64.
« Le monde selon Roland Barthes », Vanity Fair no 24, juin 2015, pages 36-37.
« Littérature objective », Critique, no 86-87, juillet-août 1954. De Robbe-Grillet Roger-Michel Allemand résumera plus tard : « sur le plan des références et des concepts, il devait tant à Barthes qu'il ne pouvait que s'efforcer a posteriori de minorer son apport » (« Le temps de l'effacement », Roman 20-50, hors-série no 6, septembre 2010, p. 6).
Roland Barthes, Écrits sur le théâtre, Paris, Éditions du Seuil, 2002, 358 p. (ISBN 978-2-7578-5015-2), p. 8.
Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo linguista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 1950. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique – CNRS.
Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.
Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.
Biografia Primeiros anos e Juventude Roland Barthes nasceu em 12 de novembro na cidade de Cherbourg da Normandia. Seu pai, oficial da marinha mercante Louis Barthes foi morto em batalha durante a Primeira Guerra Mundial no Mar do Norte, antes do primeiro aniversário de Barthes, em 26 de outubro de 1916. Sua mãe, Henriette Barthes, junto com seu tio e avô o criaram na vila de Urt e Bayonne. Quando completou 11 anos, sua família se mudou para Paris, não obstante sua ligação às suas raízes provinciais permaneceriam forte por toda sua vida.
Barthes demonstrou grande aptidão como estudante e passou o período de 1935 a 1939 estudando em Sorbonne, onde conquistou uma licenciatura em literatura clássica. Ele sofreu com tuberculose por todo esse período, o que com frequência tinha que ser tratado no isolamento de um sanatório. As repetitivas crises físicas fizeram com que sua carreira fosse descontínua, afetando seus estudos e habilidade de fazer testes qualificantes. Ele também foi dispensado dos serviços militares durante a Segunda Guerra Mundial.
Sua mãe, Henriette Binger, era protestante da burguesia intelectual. Seu avô materno foi o explorador Louis-Gustave Binger, que se tornou governador das colônias, e sua avó, Noémi, recebeu seu lugar no Panteão, em Paris. Seu pai foi mobilizado em 1914 como alferes. Roland Barthes passou sua infância em Bayonne até 1924, depois em Paris , onde estudou no Liceu Montaigne e, finalmente, no Liceu Luís o Grande. Obteve o bacharelado em 1934 e matriculou-se em clássicos na faculdade de letras da Universidade de Paris , onde ajudou a fundar o "Groupe de théâtre antique" (grupo de teatro antigo) da Sorbone e obteve sua licença em clássicos em 1939 (certificado de estudos gregos, certificado de estudos latinos, certificado de literatura francesa e história da filosofia).
Em 1934, após hemoptise, foi diagnosticado com uma lesão no pulmão esquerdo. Até 1949, seus estudos e depois sua vida profissional foram interrompidos por doenças e estadias em sanatórios na França e na Suíça. Em 1937, foi dispensado do serviço militar. Professor na escola secundária de Biarritz (1939-1940), depois nas escolas secundárias Voltaire e Buffon em Paris (1940-1941), ele também obteve seu diploma de pós-graduação em 1941 com um livro de memórias sobre a tragédia grega. Durante suas estadas em um sanatório, levou uma rica vida intelectual, fez encontros decisivos (incluindo aquele, para sua formação política, de Georges Fournié, militante trotskista que o apresentou ao marxismo) e descobriu leituras fundamentais (Karl Marx, Jules Michelet e Jean-Paul Sartre). Publicou então seus primeiros textos.
Em 1943, obteve o certificado de gramática e filologia das línguas clássicas, o que lhe permitiu transformar a seu bacharelado em licenciatura. Em 1947, publicou na Revista Combat o primeiro dos textos que constituiriam seu livro "O marco zero da escrita". As estadias profissionais no exterior também começaram nesse período: Bucareste (nomeado bibliotecário do Instituto Francês em 1947, mudou-se para a capital romena com a mãe e teve um caso com um professor de francês, Pierre Sirin), Alexandria (onde, professor de francês na universidade entre 1949 e junho de 1950, conhece Algirdas Julien Greimas e onde aprende linguística); esteve várias vezes em Marrocos desde 1963 (ensinou em Rabat em 1969-1970). Ele foi para os Estados Unidos pela primeira vez em 1958, como professor visitante no Colégio de Middlebury em Vermont e depois em Nova York no ano seguinte; voltou para lá em 1967 (sua amiga Susan Sontag disseminou suas ideias no mundo intelectual americano).
Vida acadêmica promissora Em 1952, de volta a Paris, onde trabalhou no Ministério das Relações Exteriores , publicou "Le monde ou l'on catche" ("O mundo onde lutamos") na revista Esprit e continuou suas "Pequenas mitologias do mês" na Revista Combat depois na revista de Maurice Nadeau, As Novas Cartas. Seus textos curtos o tornaram conhecido e foram reunidos em um único volume em 1957. Mas seu primeiro ensaio, The Zero Degree of Writing (O marco zero da escrita), publicado em 1953, foi rapidamente considerado o manifesto de uma nova crítica preocupada com a lógica imanente do texto. Em 1954, publica um artigo marcante sobre Alain Robbe-Grillet. Naquela época, o teatro lhe interessava particularmente: durante a década de 1950, escreveu mais de oitenta artigos sobre teatro, publicados em várias revistas, e participou da fundação da revista Théâtre Populaire (Teatro Popular). Participou também da criação em 1961 da revista Communications da qual foi editor-chefe entre 1975 e 1980, depois, nas décadas de 1960 e 1970, colaborou com a Revista Tel Quel.
Em 1962, entrou com Michel Foucault e Michel Deguy no primeiro conselho editorial da revista Critique, com Jean Piel que assumiu a direção da revista após a morte de Georges Bataille.
Em 1948, ele retornou ao trabalho puramente acadêmico, ganhando numerosos postos de curto período em Institutos pela França, Romênia e Egito. Durante esse tempo, ele contribuiu com o jornal parisiense de esquerda chamado Combat, do qual ele deu vida ao seu primeiro trabalho completo, chamado O marco zero da escrita (1953).
Em 1952, Barthes se situou no Centre Nacional de la Recherche Scientifique, onde estudou Lexicologia e sociologia. Durante seus sete anos presente, começou a escrever redações que se tornaram populares publicadas bimestralmente para a revista Les Lettres Nouvelles, onde desmantelava mitos da cultura popular (compilados na Coleção Mythologies que foi publicada em 1957). Consistindo em 54 resenhas, majoritariamente escritas entre 1954-1956, Mythologies foram reflexões acuradas da cultura popular francesa variando desde uma análise de detergente de sabão até uma dissecação sobre torneios de luta. Conhecendo pouco de inglês, Barthes deu aula no Middlebury College em 1957 e fez amizade com o futuro tradutor de suas obras, Richard Howard, naquele verão na cidade de Nova York.
Rumo à proficiência Barthes passou a primeira metade da década de 1960 explorando os campos de semiologia e estruturalismo, presidindo vários cargos docentes pela França, e continuando a produzir mais integrais estudos. Muitos dos seus trabalhos desafiavam as visões tradicionais da academia sobre crítica literária e renomadas figuras da literatura. Seu pensamento não-ortodoxo levou a uma rixa bem conhecida com um professor de literatura da Sorbonne, Raymond Picard, que atacou a nova criticidade francesa (rótulo que erradamente submeteu a Barthes) por sua obscuridade e falta de respeito às tradições literárias da França. Barthes replicou em Criticismo e Verdade (1966) acusando o velho criticismo burguês de falta de atenção aos pontos finos da linguagem e ignorância seletiva em relação a teorias desafiadoras como por exemplo o Marxismo.
Por volta da segunda década dos anos 1960, Barthes já tinha estabelecido uma reputação para si. Ele viajou para os Estados Unidos e Japão, entregando uma apresentação na Universidade Johns Hopkins. Durante esse tempo, escreveu seu mais conhecido trabalho, o texto de 1967 "A morte de um autor", que à luz da crescente influência de Jacques Derrida desconstrução, seria provado ser uma obra trasicional na investigação dos fins lógicos no pensamento estruturalista.
Trabalho Crítico Maturo Barthes continuou a contribuir com Phillippe Sollers para a revista de vanguarda Tel Quel, que estava desenvolvendo investigações similares às que ele perseguia em seus escritos. Em 1970, Barthes produziu o que muitos consideram seu mais prestigioso trabalho, a densa e crítica leitura de Sarrasine, de Balzac intitulada S/Z. Ao longo dos anos 1970, continuou a desenvolver a sua crítica literária; criou novos ideais de textualidade e neutralidade novelística. Em 1971, ele serviu como professor visitante na universidade de Geneva.
Em 1975, ele escreveu uma autbiografia intitulada Roland Barthes e em 1977 ele foi eleito para uma cadeira no Seminário literário do Collége de France. No mesmo ano, sua mãe, cuja tinha toda sua devoção, morreu, aos 85 anos. Eles vinham vivendo juntos a 60 anos. A perda da mulher que o criou e o cuidou foi um sério baque para Barthes. Seu último grande trabalho, Camera Lucida, é parcialmente uma dissertação sobre a natureza da fotografia e por outro lado uma meditação sobre retratos de sua mãe. O livro contém muitas reproduções de fotografias, no entanto nenhuma é de Henriette.
Escola Prática de Estudos Avançados Foi estagiário de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica, na França, de 1953 a 1954 , depois pesquisador associado de 1956 a 1960 , tornou-se então chefe de trabalho na 6ª seção da Escola Prática de Altos Estudos, então diretor de estudos em 1962 – seus primeiros seminários foram sobre o tema "Inventário de sistemas contemporâneos de significado" e levam a seus Elementos de semiologia (1965) e o Sistema de moda (1967). Em 1971, foi professor visitante na Universidade de Genebra. Ocupou, também, a vaga de semiologia no Collège de France de 1977 a 1980.Laurent Binet, « Barthes : une mythologie du xxe siècle », Marianne, 25 février 2012 (lire en ligne [archive], consulté le 27 février 2012).
Barthes et la Chine [archive], Simon Leys, 4 février 2009.
« Mao ou l'étrange fascination française pour le sado-marxisme », par Guy Sorman [archive], lefigaro.fr, 15 octobre 2007.
Mathieu Lindon, « Barthes, fragments d’un discours orphelin », Libération, 5 février 2009 (lire en ligne [archive], consulté le 28 février 2012).
Antoine Compagnon, « Le roman de Roland Barthes », Critique, no 678, novembre 2003, p. 789-802 (lire en ligne [archive], consulté le 28 février 2012).