Stephen Jay Greenblatt (Boston, 7 de novembro de 1943) é um teórico e crítico literário, estudioso das obras de William Shakespeare.
Greenblatt nasceu em Boston e cresceu em Cambridge, Massachusetts. Estudou em Yale (onde se graduou em 1964, obteve o mestrado, em 1968, e o Ph.D. em 1969) e no Pembroke College (Cambridge) (graduação, em 1966, e mestrado, em 1968). Foi professor da Universidade da Califórnia, Berkeley, onde ensinou por 28 anos, tornando-se posteriormente professor de Língua e Literatura Inglesa e Americana na Faculdade de Artes e Ciências de Harvard, em 1997. Foi professor visitante de várias universidades, incluindo Oxford, Londres, Kyoto, Bolonha, Florença, Berlim e Pequim.
É considerado por muitos como um dos fundadores do New Historicism (Novo Historicismo) — a que também se refere como "poética cultural" —, uma das mais influentes escolas de crítica e teoria literária, a partir do início dos anos 1980, quando Greenblatt introduziu a expressão na introdução de The Forms of Power and the Power of Forms (1982), uma coletânea de ensaios sobre o Renascimento editada por ele e publicada como edição especial do periódico Genre.<ref>Genre 15 (1982), 5-6, apud BRANNIGAN, John: New historicism and cultural materialism]. Nova York: St. Martin's Press, 1998, p. 61.</ref>Entrevista concedida por Greenblatt, 2005.
Stephen Greenblatt escreveu vários livros e numerosos artigos sobre o Novo Historicismo, o estudo da cultura, a Renascença e a obra de Shakespeare, sendo considerado especialista nestes domínios. Seu trabalho mais conhecido é Will in the World, uma biografia de Shakespeare que, segundo o New York Times, esteve na lista dos livros mais vendidos durante nove semanas. Editou mais de dez obras, incluindo a sétima edição de The Norton Anthology of English Literature. É fellow da American Academy of Arts and Sciences e recebeu vários prêmios e honrarias.
Greenblatt é também um dos fundadores do jornal Representations,<ref>[http://www.representations.org/vision_board.php 'Representations Corpo editorial e membros fundadores.</ref> que frequentemente publica artigos dos novos historicistas.
Obras selecionadasThree Modern Satirists: Waugh, Orwell, and Huxley (1965)Sir Walter Ralegh: The Renaissance Man and His Roles (1973)Renaissance Self-Fashioning: From More to Shakespeare (1980)[http://books.google.com/books?id=866eoQY-tXIC&pg=PA168&lpg=PA168&dq=inauthor:%22Stephen+Jay+Greenblatt%22&source=bl&ots=dK_MKmO0JT&sig=jRqZ-eoTZTqy4wbyeKR9ZV6h5Ew&hl=pt-BR&ei=-H_VTcbTEtS2tweY1_WHBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CB4Q6AEwAQ#v=onepage&q&f=false Shakespearean Negotiations: The Circulation of Social Energy in Renaissance England] (1988)Learning to Curse: Essays in Early Modern Culture (1990)Marvelous Possessions: The Wonder of the New World (1992). Em português Possessões maravilhosas: o deslumbramento do novo mundo. Trad. Gilson Cesar de Souza. São Paulo:EDUSP, 1996.Redrawing the Boundaries: The Transformation of English and American Literary Studies (1992)The Norton Shakespeare (1997) Practicing New Historicism, com Catherine Gallagher (2000). Em português, A Prática do Novo Historicismo. Bauru: Edusc, 2005. Hamlet in Purgatory (2001) Will in the World: How Shakespeare Became Shakespeare (2004) The Greenblatt Reader (2005) Cardenio, com o dramaturgo Charles Mee (2008)Adaptação brasileira de Cardenio é auto-irônica, por Beth Néspoli. Estadão, 29 de maio de 2009. Shakespeare's Freedom (2010) The Swerve: How the World Became Modern (2011) Representing the English Renaissance (como organizador, autor da "Introdução", p. vii, e do ensaio "Murdering Peasants: Status, Genre, and the Representation of Rebellion", p. 1).
Ligações externas Vídeo: Stephen Greenblatt fala sobre Cardenio. Vídeo: Greenblatt fala sobre Will in the World: How Shakespeare Became Shakespeare.
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