José Claudio Cavalcanti da Fonseca (Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1949 – Rio de Janeiro, 1993), conhecido como Claudio Fonseca, foi um arquiteto e artista plástico brasileiro que representou o país na Bienal de Paris de 1985 e em várias exposições ao redor do mundo, realizando também inúmeras exposições pelo Brasil.

Participou da 18.ª Bienal de São Paulo e da antológica exposição "Como Vai Você, Geração 80?", que efervesceu um movimento pluricultural formado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) por 123 artistas plásticos de diversas tendências e estilos, entre eles: Paulo Roberto Leal (idealizador da mostra), Daniel Senise, Beatriz Milhazes, Jorge Guinle Filho, Leonilson, Leda Catunda e Victor Arruda.

Suas obras passaram por diversas fases, com destaque para as frondosas montanhas escarpadas multicoloridas e os enigmáticos portais que encerraram sua carreira, numa consagrada e bem-sucedida exposição na galeria 110 Arte Contemporânea, em novembro de 1990, onde vendeu todas as suas obras. "O arco pode ser a entrada da casa, quando o homem encontra seu espaço. Os arcos vão continuar como ícones", declarou o artista para Carla Lencastre do jornal O Globo.O Globo, Segundo Caderno. Novembro de 1990

Biografia thumb|300px|Com algumas de suas obras em exposição na Bienal de Paris, 1985 A primeira exposição individual de Claudio Fonseca ocorreu em 1981, onde apresentou diversas pinturas abstratas, com formas vegetais antropomórficas. Em 1982 foi morar na Europa e se dedicou a pintar montanhas, que foram expostas com destaque na Bienal francesa de 1985. Quando voltou para o Brasil passou a ilustrar suas telas com algumas feras, que remetem a épocas remotas da humanidade.

Com a obra "Fera Adormecida" recebeu o prêmio especial Gustavo Capanema. Em 1989 Claudio Fonseca montou o Atelier Centro Rio, em parceria com os artistas Fernando Lopes, João Atanásio, Luiz Norões e Vera Lins. Neste espaço iniciou um profundo processo de pesquisa, concepção e produção de dezenas de obras de arte, todas elas emblemadas com os intrigantes arcos ou portais, que marcaram sua carreira de artista plástico.

O trabalho era iniciado pela distribuição de diversos pigmentos, com a tela no chão, em seguida a tela era colocada de pé, onde recebia inúmeras camadas de tintas e colagens e eram utilizados pincéis, espátulas, estacas, muita energia e concentração para a criação e a concepção dos ícones.

Destaque para uma das telas, com um expressivo vaso de lírios brancos, por baixo dos arcos, que Claudio batizou de "Giotto", uma homenagem póstuma ao consagrado pintor florentino.

Claudio Fonseca morreu vitimado pela Aids em 1993.

Formação 1975–1979 - Forma-se em arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ 1982–1984 - Estuda com Umberto França (1950) e Anna Bella Geiger (1933) 1986–1988 - Rio de Janeiro RJ - Professor do Núcleo Básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Exposições Individuais 1981 - Rio de Janeiro, RJ - Individual, na Galeria Macunaíma 1986 - Rio de Janeiro, RJ - Individual, na Galeria Saramenha 1988 - Rio de Janeiro, RJ - Individual, na Pequena Galeria do Centro Cultural Cândido Mendes 1990 - Rio de Janeiro, RJ - Individual, na Galeria 110 Arte Contemporânea

Coletivas 1974 - Rio de Janeiro, RJ - Salão de Verão, no MAM/RJ 1979 - São Paulo, SP - Cláudio Fonseca, José Tarantino, Silvio Dworeck, Rui Siqueira (Galeria SESC SP) 1980 - Curitiba, PR - 37.º Salão Paranaense - prêmio aquisição 1980 - Rio de Janeiro, RJ - Salão Nacional de Artes Plásticas 1981 - Curitiba, PR - 38.º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra 1982 - Belo Horizonte, MG - 14.º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP 1984 - Madri (Espanha) - Arco/84 1984 - Rio de Janeiro, RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage 1984 - São Paulo, SP - Arte na Rua 2, no MAC/USP 1985 - Londres (Inglaterra) - Arte Brasileira, no Brazilian Center 1985 - Paris (França) - Dois Artistas na 13.ª Bienal de Paris, na Galeria Debret. Mostra conjunta com Jorge Duarte 1985 - Rio de Janeiro, RJ - Salão Nacional de Artes Plásticas - Prêmio Gustavo Capanema 1985 - São Paulo, SP - 18.ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 1986 - Rio de Janeiro, RJ - Salão Nacional de Artes Plásticas 1986 - Rio de Janeiro, RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage 1986 - Vitória, ES - O Atelier 78, na UFES. Galeria de Arte e Pesquisa 1987 - Rio de Janeiro, RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ 1988 - Belo Horizonte, MG - Subindo a Serra, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes 1989 - Curitiba, PR - Coletiva, no Museu Municipal de Arte 1989 - Rio de Janeiro, RJ - Coletiva, na Funarte 1989 - São Paulo, SP - Coletiva, no MAC/USP

Póstumas 1993 - Niterói RJ - 2.ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói 1993 - Washington (Estados Unidos) - Brasil: imagens dos anos 1980 e 90, no Art Museum of the Americas 1994 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil: imagens dos anos 1980 e 90, no MAM/RJ 1995 - São Paulo, SP - anos 1980: o palco da diversidade, na Galeria de Arte do Sesi 1996 - São Paulo, SP - Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes/96, no MAM/SP 1998 - Niterói, RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói 1998 - São Paulo, SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp 2003 - Niterói, RJ - Apropriações, no MAC/Niterói 2003 - Niterói, RJ - Apropriações: Curto-Circuito de Experiências Participativas, no MAC/Niterói 2003 - São Paulo, SP - 2080, no MAM/SP 2004 - Rio de Janeiro, RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no CCBB 2015 - Objeto Direto. Mostra do Acervo 2018 - Horizontes. As paisagens nas coleções MAM Rio 2019 - Homenagem a Reynaldo Roels Jr.

Bibliografia Algumas obras encontra-se em poder de particulares, pois Claudio as presenteava aos amigos.

Categoria:Artistas plásticos do estado do Rio de Janeiro Categoria:Naturais da cidade do Rio de Janeiro