right|250px|thumb|Mapa do Zimbábue que mostra as municipalidades que registraram casos de cólera. A epidemia de cólera de 2008–2009 no Zimbábue foi crise de surtos da cólera, uma doença que provoca forte diarreia.

As contagens apontam que ela tenha provocado mais de 4.287 mortes desde sua eclosão, em agosto, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Houve registro de 98.000 casos.Governo zimbabweano declara ter contido cólera no país Premiê do Zimbábue nega crime em acidente de carro A Organização estima que a metade dos 12 milhões de habitantes do país pode estar contaminado pelo bacilo da doença.Cólera mata 3.688 no Zimbábue

Em 17 de novembro de 2008, as autoridades sanitárias do país reconheceram sua incapacidade para controlar a epidemia declarada em Harare.

Causas right|325px|thumb|Uma das causas da epidemia: a falta de saneamento básico que deixa a desejar em todo o país, nesta foto o lugar é Kuwadzana. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ausência de água potável e de um eficiente sistema de sanemaento básico são as principais causas da epidemia que assola o país.Autoridades incapazes de controlar epidemia de cólera no Zimbabwe Zimbábue paga por enterros enquanto cólera avança

Consequências Cortes no fornecimento de água O fornecimento de água à capital do país, Harare, foi interrompido por falta de produtos químicos para purificação do líquido, deixando-a quase totalmente sem água. Por toda a cidade, pessoas eram vistas com galões em busca de água. Outras tinham de cavar o quintal em busca de eventuais poços rasos.

Diversas repartições públicas fecharam em decorrência da interrupção no fornecimento dos serviços de água e saneamento.

Os moradores da cidade-irmã de Harare, Chitungwiza, disseram que suas torneiras também estavam sem água.Em meio a surto, Zimbábue corta fornecimento de água na capital

Econômicas e sociais Sem uma imprensa livre nem liberdade política nem de associação, o Zimbábue entrou em ruptura também no capítulo econômico-financeiro. A taxa de inflação ultrapassou os 231.000.000% ao ano e o desemprego é atinge mais de 85%o da população ativa.

Sanções econômicas O presidente estadunidense Barack Obama decidiu em 4 de março de 2009 estender as sanções de seu país ao Zimbábue, devido à persistente crise política. Em mensagem ao Congresso, Obama afirmou que "não foi resolvida a crise representada pelas ações e políticas de certos membros do Governo do Zimbábue e outras pessoas para prejudicar o processo democrático e as instituições".

"Por essas razões, decidi que é necessário continuar a emergência nacional e manter em vigência as sanções a fim de responder a essa ameaça", assinalou Obama. A medida representa, uma suspensão da ajuda econômica ao país africano.Obama estende sanções ao Zimbábue

Aperto de mãos As autoridades zimbabuanas chegaram a recomendar à população que evite o aperto de mãos para evitar a propagação da doença. "As pessoas devem ficar atentas nos casamentos, funerais e outros acontecimentos sociais porque são agentes de propagação do cólera. Deveríamos evitar apertar as mãos e manter altos parâmetros de higiene", Disse o ministro da Saúde, David Parirenyatwa.Zimbábue recomenda não apertar as mãos para evitar cólera

Alcance da epidemia Províncias zimbabuanas atingidas O surto começou no início de 2008 e cresceu em setembro, alcançou nove das dez províncias do país, embora as áreas mais afetadas, até agora sejam os subúrbios de Budiriro e Glen View, na capital Harare, e de Beitbridge, uma cidade na fronteira com a África do Sul.

Todos os casos registrados e Beitbridge, Karoi, Manicaland, Seke, Goromonzi, entre outras cidades têm como origem o surto de Harare, com o subúrbio de Budiriro como epicentro, segundo o Governo zimbabuano.Mortes por cólera no Zimbábue chegam a 575, diz ONU

Ameaça de surto regional thumb|right|450px|██ Registros de mortes ██ Registros de pessoas infectadas A ONU mostra preocupação também com "a dimensão regional alarmante" que a epidemia toma, com casos diagnosticados em Botsuana, Zâmbia, Moçambique e África do Sul.

"A rápida deterioração dos serviços de saúde no Zimbábue, as deficiências na distribuição da água, a falta de saneamento e os esgotos entupidos vão contribuir para a escalada e a expansão da doença", diase Elisabeth Byrs, porta-voz do gabinete de coordenação de assuntos humanitários das Nações Unidas.

África do Sul A África do Sul denunciou os líderes políticos do país por "não esforçarem-se em conseguir um acordo" que permita formar um Governo de unidade e tentar rapidamente resolver os graves problemas humanitários enfrentados. A epidemia já matou 59 pessoas, de um total de 12.324 infectados, mas já está sob controle. A ministra da saúde do país explicou que a maior parte dos casos da enfermidade registrou-se no norte da África do Sul, perto da fronteira com o Zimbábue, mas que nem todos os casos podem ser atribuídos ao país vizinho.Telejornal do BandNews – 30/01/2009 Atualmente a África do Sul corre sérios riscos e também enfrentar uma epiemia a cólera, já que o país está recebendo muitos refugiados do Zimbábue.

"O Gabinete sul-africano está extremamente preocupado com a estagnação política que está criando uma crise humanitária no Zimbábue", disse o porta-voz governamental Themba Maseko.

Maseko também especificou, no entanto que, a assistência agrícola de US$ 30 milhões que o Parlamento sul-africano havia aprovado para o Zimbábue ficou suspensa até que seja formado um novo Governo.África do Sul diz que líderes do Zimbábue não querem pactuar Governo

Moçambique As autoridades sanitárias de Moçambique adotaram medidas para impedir a propagação da doença, pois, em novembro, ela matou mais de 50 moradores da província de Manica, que fica a poucos quilômetros da fronteira com o Zimbábue. O médico chefe da província de Sofala, Isaias Ramiro, informou que os funcionários da região estão em "alerta máximo" e tomando medidas para poder reagir perante uma eventual grande surto da doença em território moçambicano.

Nas regiões de fronteira, como Machipanda e Chipungaberra, e no povoado de Barué foram instalaos três centros de atendimento hospitalar provisórios. Também foi tomada a medida de obrigar os pessoas vindas do país vizinho a tomar medidas higiênicas.

Fontes médicas adverteram que com a imigração de zimbabuanos rumo a Moçambique, a epidemia poderia se propagar a qualquer momento. Os dados tidos atualmente indicam que pelo menos 300 refugiados do Zimbábue cruzam a fronteira de Moçamquique todos os dias, para conseguir alimentos ou combustível para os automóveis.Moçambique adota medidas contra avanço do cólera pelo Zimbábue

No dia 18 de março, a doença matou 12 presos em uma cela da Polícia no norte do país.Cólera chega à Somália

Somália e Quênia A diarreia matou 35 pessoas pessoas na Somália, em sua maioria crianças, região central do território do país. A doença também matou 47 pessoas no Quênia desde dezembro de 2008.

Situação de emergência O país pediu ajuda internacional no dia 4 de dezembro de 2008 e declarou estado de emergência.

A crise econômica que o Zimbábue enfrena, aliado ao isolamento do governo de Robert Mugabe, agravou os problemas do sistema de saúde, que se mostrou incapaz de lidar com a epidemia que em outras condições poderia ser, segundo os estudos, evitável ou controlável.

"Nossos hospitais centrais estão literalmente sem funcionar. Nossos funcionários estão desmotivados, e precisamos do seu apoio para garantir que eles comecem a trabalhar e que o nosso sistema de saúde seja retomado", disse o ministro da Saúde, David Parirenyatwa.

Parirenyatwa pediu remédios, equipamentos médicos e alimentos para atender aos doentes e aos programas de alimentação infantil. Segundo ele isso "nos ajudará a reduzir a morbidade e a mortalidade associadas ao atual ambiente sócio-econômico até dezembro de 2009,".Zimbábue declara emergência e pede ajuda para combater cóleraZimbábue declara emergência nacional por epidemia de cólera

Pior surto da história As agências humanitárias da Organização das Nações Unidas definiram o surto como o pior da história do país africano.

"Estamos diante de uma epidemia sem precedentes", disse a porta-voz de Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Veronique Taveau.

"O surto é muito pior que o último grave que o de 1992. No Zimbábue há, a cada ano, um surto de cólera, mas nunca tínhamos visto um destas dimensões", afirmou Fadela Chaib, porta-voz de Organização Mundial da Saúde (OMS).Surto de cólera no Zimbábue é o pior de sua história, diz ONU

Sepultamento das vítimas O governo da capital zimbabuana está oferecendo sepultamentos gratuitos para as vítimas da cólera. Segundo uma agência das Nações Unidas, esta é a medida visa evitar uma crise ainda maior na saúde lodo país.

O Conselho Municipal de Harare decidiu não cobrar taxas pelo sepultamento das vítimas da doença, já que um túmulo em Harare custa em média US$ 30, que é o salário mensal de um professor no país, segundo as atuais taxas de câmbio. "O Conselho resolveu oferecer túmulos grátis para aqueles que morreram de cólera, já que a maior parte das pessoas estão enfrentando dificuldades para conseguir dinheiro para os sepultamentos", teria dito um dos componentes do conselho da cidade.Zimbábue paga por enterros para evitar piora no surto de cóleraEpidemia de cólera no Zimbábue já matou 3.900 desde agosto, diz ONU

Controle da expansão da doença 2008 - esperança à vista Em entrevista coletiva em Harare, a secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários, Catherine Bragg, disse que chegou o momento de intensificar os esforços para ajudar os afetados pelo cólera e começar a planejar uma recuperação geral do Zimbábue. "A situação humanitária continua sendo grave. Apesar dos esforços para controlar o cólera, há muitos lugares não atingidos pelos serviços (de saúde) e onde a doença segue avançando", disse ela no final de uma missão de estudo no terreno.

Bragg, que se reuniu com o presidente zimbabuano, e com o primeiro-ministro, e reconheceu que "foram feitos esforços imensos para conter a epidemia". No entanto, insistiu em que é o momento de "reforçar a ação" para restaurar os sistemas de saúde e de distribuição de água potável a fim de assegurar que os focos de epidemia não se repitam. Especificou ainda que o Zimbábue enfrenta uma grave ameaça de crise de fome, lembrando que o Programa Mundial de Alimentação (PMA) da ONU informou em janeiro de 2009 que cerca de sete milhões de pessoas, de uma população estimada em 12,5 milhões de habitantes, atualmente precisam de ajuda alimentícia no país.

Na mesma entrevista coletiva, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Programas de recuperação e transição, Daniel López Acuña, informou que o índice de infecção nesta epidemia de cólera no Zimbábue desceu 27%. Ele ressaltou que é possível conter o foco epidêmico em três ou quatro semanas se as medidas de prevenção forem intensificadas.

Epidemia controlada Em 13 de agosto de 2009, foi declarada neutralizada a epidemia no Zimbábue. O anúncio foi feito feito ministro da Saúde, Henry Madzorera. Ele acrescentou que a nação registou a pior epidemia de coléra da sua história entre agosto de 2008 e junho de 2009, mas a epidemia foi contida com êxito e é neutralizada. "Na sequência da eliminação da epidemia, todos os distritos, todas as províncias e cidades vão realizar análises retropespectivas desta catástrofe nas suas respectivas localidades, avaliando as suas estratégias e capacidades de reacção e formulando planos de acção face às eventuais epidemias que ressurgirem devido à persistência dos problemas de água e saneamento básico", alertou ele.Governo zimbabweano declara ter contido cólera no país

Situação de Mugabe Pedido de renúncia