As proteínas de fase aguda são uma classe de proteínas cuja concentração plasmática aumenta (proteínas de fase aguda positivas) ou diminui (proteínas de fase aguda negativas) em resposta à inflamação. Essa resposta é chamada de resposta de fase aguda.thumb|120px|Células inflamatórias e  hemáciasEm resposta à danos, células inflamatórias locais (neutrófilos, granulócitos e macrófagos) secretam diversas citocinas na corrente sanguínea, notavelmente as interleucinas  IL1, IL6 e IL8, além de TNFα. O fígado responde produzindo um número de reagentes de fase aguda. Ao mesmo tempo, a produção de diversas outras proteínas é reduzida; denominadas, então, reagentes negativos da fase aguda. O aumento de certas proteínas de fase aguda pelo fígado pode contribuir para a promoção da sepse.Abbas, A., Lichtman, A., & Pillai, S. (2012).

Positivas Proteínas de fase aguda positivas servem a diversas funções fisiológicas do sistema imune. Algumas agem destruindo ou inibindo o crescimento de micóbios, ex: e.g., proteína C-reactiva , proteína ligadora de manose (MBP),B L Herpers, H Endeman, B A W de Jong, B M de Jongh, J C Grutters, D H Biesma, and H van Velzen-Blad. fatores do complemento, ferritina, ceruloplasmina, amilóide A sérico e haptoglobina. Outros retroalimentam negativamente a resposta inflamatória, ex: sepinas. A macroglobulina alfa-2 e fatores de coagulação também podem ser aumentados, com efeito pró-coagulante, criando coágulos que limitam a entrada de patógenos. Além disso, alguns produtos do sistema de coagulação interagem com o sistema imune inato através de sua habilidade de aumentar a permeabilidade vascular além de agir como quimiocinas para fagócitos. Proteínas de fase aguda "positivas": ProteínaFunção no Sistema imuneProteína C-reativa Opsonina em micróbiosLippincott's Illustrated Reviews: Immunology. (não é uma proteína de fase aguda em ratos), ativa via clássica do complemento, modulando ação do anticorpo - simula ação da C1 para posterior clivagem de C4 Componente sérico amilóide P OpsoninaAmilóide sérico ARecrutamento de células imunes para locais de inflamação Indução de enzimas que degradam a matriz extracelularFatores do complementoOpsonização, lise e aglutinação de células alvo. Quimiotaxia Lectina ligadora de manoseAtivação da via da lectina de ativação do complemento Fibrinogênio, protrombina, fator VIII, fator de von Willebrand Fatores de coagulação, capturam micróbios invasores em coágulos. Alguns podem auxiliar na quimiotaxia Plasminogênio Degradação de coágulosMacroglobulina alfa 2Inibe a coagulação inibindo trombina. Ininibe fibrinólise inibindo plasmina Ferritina Liga-se a ferro, inibindo a captura de ferro por microorganismos http://cdn.intechopen.com/pdfs/21451/InTech-Acute_phase_proteins_ferritin_and_ferritin_isoforms.pdf HepcidinaEstimula a internalização de ferroportina, prevenindo a liberação de ferro ligado à ferritina em enterócitos e macrófagos intestinais Ceruloplasmina Oxida o ferro, facilitando a ação de ferritina e inibindo a captura de ferro por microorganismos Haptoglobina Liga-se a hemoglobina, inibindo a captura de ferros por micróbios Orosomucóide (glicoproteínia ácida alfa-1, AGP) Carreador de esteróidesAntitripsina alfa 1 Serpina, regula inflamação negativamenteAntiquimotripstina alfa 1 Serpina, regula negativamente inflamação

Negativas Proteínas de fase aguda negativas tem sua concentração diminuída pela inflamação. Exemplos incluem albumina, transferrina, transtiretina, proteína ligadora de retinol, antitrombina e transcortina. A diminuição de tais proteínas pode ser usada como marcadores de inflamação . O papel fisiológico da diminuição da síntese de tais proteínas é geralmente a economia de aminoácidos para a produção mais efetiva de proteínas de fase aguda; Teoricamente, uma diminuição em transferrina poderia também ser desencadeada por uma regulação positiva dos receptores de transferrina, mas esses aparentemente não mudam com a inflamação.

Significância Clínica A medição de diversas proteínas de fase aguda, especialmente a proteína C reativa, é um marcador útil para inflamação na patologia clínica médica e veterinária. Ela se correlaciona com a  taxa de sedimentação de eritrócitos (ESR), apesar de que nem sempre diretamente. Isso se deve ao ESR ser altamente dependente do aumento de fibrinogênio, um reagente de fase aguda com uma meia vida de aproximadamente 1 semana. Essa proteção irá, então, permanecer em níveis elevados por bastante tempo após o estímulo inflamatório se encerrar. Em contras, a proteína C reativa (com meia vida de 6 a 8 horas) aumenta rapidamente e pode em pouco tempo voltar aos níveis normais se algum tratamento é empregado. Por exemplo, em lupus eritromatoso sistêmico ativo, é possível encontrar um ESR elevado mas uma taxa de proteína reativa C normal.

Elas podem indicar também falência hepática.

Ver também Wikipedia:MeSH_D12.776#MeSH_D12.776.124.050_---_acute-phase_proteins

Ligações externas

Categoria:Sistema imunológico