Impossible Princess é o sexto álbum de estúdio da cantora australiana Kylie Minogue, lançado primeiramente no Japão, Rússia e Polónia em 22 de Outubro de 1997 sobre o selo da BMG, e mundialmente no dia 7 de Novembro de 1997. A composição e produção do álbum foram tratadas principalmente por Minogue, que colaborou com os produtores Dave Ball, Ingo Vauk, Brothers in Rhythm, Manic Street Preachers e Rob Dougan.
O álbum foca no tema “imagem pública x privada” de Minogue. Ele explora diferentes aspectos da vida de Minogue, incluindo o amor, depressão, raiva e a autodescoberta. A reedição de 2003 do álbum foi lançado com doze faixas de remixes e material inédito. As opiniões dos críticos para o álbum foram em geral favoráveis, embora divididas, pelo seu estilo musical e conteúdo das letras. Em sua primeira semana de lançamento, o álbum entrou na UK Albums Chart na décima posição, tornando-se seu álbum de estúdio com a posição mais baixa já atingida no Reino Unido. Ele alcançou a quarta posição no Australian Albums Chart e foi disco de platina por ter conquistado 70 mil unidades vendidas.
Minogue promoveu o álbum liberando quatro singles: "Some Kind of Bliss", "Did It Again", "Breathe" e "Cowboy Style", todos os acompanhados por um vídeo musical. Ela apresentou várias faixas do álbum em sua turnê "Intimate and Live", na Austrália e no Reino Unido. Impossible Princess mantém legado por ser o pior período da carreira de Minogue, com vários meios de comunicação britânicos criticando seus esforços musicais, vendas e baixo desempenho, e também por ter criado a persona "Indie Kylie".
Antecedentes A cantora e atriz australiana Kylie Minogue deixou a PWL com sede em Londres, em 1992, depois de tabloides britânicos acusarem sua equipe de criação, dizendo que a música é "barata" e "datada" para outros artistas no rótulo. Ela tinha assinado um contrato de três álbuns com o rótulo dance britânico Deconstruction em 1992. Minogue lançou seu primeiro álbum auto-intitulado através da Deconstruction em Setembro de 1994 e recebeu recepção mista dos críticos de música.Confide in Me: The Irresistible Kylie (Liner notes do álbum, fornecido por Paul Lester). Kylie Minogue. Music Club. Julho de 2007. MCDLX043. O álbum alcançou a terceira posição na Austrália e quarta posição no Reino Unido. No ano seguinte, Minogue gravou a canção "Where the Wild Roses Grow", um dueto com o cantor de rock australiano Nick Cave. Cave tinha sido interessado em trabalhar com Minogue desde ouvir o seu single "Better the Devil You Know", de 1990, dizendo que ele continha "uma das letras da música pop mais violentas e perturbadores".
Nesse mesmo ano, Minogue começou a ter uma relação pessoal com o fotógrafo francês Stéphane Sednaoui, e juntos eles embarcaram em uma série de viagens através dos Estados Unidos e do Sudeste Asiático. A experiência com Sendaoui fez Minogue se sentir confortável para expressar sua própria criatividade. Stéphane a apresentou ao trabalho de músicos como Björk, Shirley Manson, e as bandas Garbage, Towa Tei e U2, todos os quais poderiam influenciar os estilos musicais em Impossible Princess.
Gravação
Voltando de suas viagens, Minogue começou a escrever letras de músicas na sua casa em Chelsea, Londres. Ela tinha escrito letras antes, mas descreveu as atuais como "seguras, apenas palavras rimadas ordenadamente".Walsh, John (Novembro de 1997). "Lucky in Luck" (11). Vogue. p. 118. Todas as manhãs, Minogue apresentava as letras para o produtor Dave Seaman.Smith, Sean (13 de março de 2014). Kylie. London, United Kingdom: Simon & Schuster Ltd. pp. 137–138. ISBN 978-147-113-5804. Vistado em 3 de abril de 2015. Em outubro de 1995, Minogue começou a gravar demonstrações com Brothers in Rhythm em Bath e completou uma faixa inédita "You're The One". Minogue, Seaman e Steve Anderson, então, escreveram "Dreams", mas desistiu da música do projeto; ela revelou que estava no "topo da pilha, apenas pendurando ao redor".
O músico galês James Dean Bradfield, que trabalhou como produtor e escritor de algumas faixas do álbum, mandou uma demo de "I Don't Need Anyone". Quando a ouviu, adorou de imediato; "Foi tão refrescante ouvir algo tão diferente [...] para ter algo tão fresco que vêm em alguém estava trabalhando nisso e assumiu o controle disso, foi uma pausa agradável para mim". Embora ela estava relutante em ser encarregada do álbum, ela reafirmou "É o meu álbum mais do que nunca... é o álbum que eu tive que fazer mais com".
Minogue disse para o apresentador de TV australiano Richard Wilkins, do Entertainment Tonight, em 1998; "Foi o momento mais emocionante para ser capaz de escrever minhas próprias letras, minhas próprias músicas e ver essas músicas crescerem e se transformarem em isto e aquilo e de que estou muito satisfeita com isso"."Kylie Minogue - Interview 1998". Youtube. 11 de março de 2011. Visitado em 03 de abril de 2015. Impossible Princess levou quase dois anos para ser gravado, tornando-se o maior período de tempo em que Minogue trabalhou em um projeto desde seu tempo atuando na telenovela Neighbours (1986-1988).Baker, William; Minogue, Kylie (7 de Novembro de 2002). Kylie: La La La. Londres, Reino Unido: Hodder & Stoughton. p. 107. ISBN 0-340-73439-6. Anderson explicou mais tarde que o seu longo tempo era "devido ao puro perfeccionismo de todos criativamente envolvido".
Composição Conteúdo e estrutura musical O álbum leva influência da música no início da década de 1990, na medida em que Chris True, da Allmusic disse que o álbum tinha sido influenciado pela rápida mudança de música techno, informalmente apelidado como "Revolução Techno". Minogue citou The Verve, The Prodigy, The Chemical Brothers, The Eels e a "cena musical britânica" como influências.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 24: What influences you?). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. Impossible Princess tem influências do trip-hop, Techno, Drum and bass, Experimental, Jazz e indie rock e da música dance. Marcel Anders, um escritor da Orkus, sentiu que o álbum inclui faixas à base de guitarra: "A maioria das faixas tem ainda um pouco de 'pista de dança' orientado". O crítico musical Michael R. Smith do DailyVault.com observou os elementos do techno, enquanto um revisor da Classic Pop Magazine encontrou influências do britpop. O crítico Nick Levine da Digital Spy disse que o álbum era "toda a loja dance-pop". Minogue reconheceu o álbum como pop e dance."Kylie Minogue - Japanese Interview 1997".Youtube. 03 de junho de 2007. Visitado em 03 de abril de 2015.
Minogue viu a composição de "Say Hey" como uma faixa de tarde da noite ou de manhã cedo.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 33: Say Hey). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "I Don't Need Anyone" foi a faixa indie rock mais simples e sólida do álbum.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 35: I Don't Need Anyone). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "Jump" é uma faixa downbeat trip-hop enquanto "Breathe" utiliza a música dance de andamento lento. Minogue compôs a seção de ponte da faixa em um sintetizador. "Drunk" é uma música trance que apresenta elementos de dance-pop e eletrônica, e que foi comparada com canções do álbum de Madonna, Ray of Light lançado anos mais tarde, de forma retrospectiva. "Cowboy Style" funde o folk pop e música do Oriente Médio, enquanto "Through the Years" foi sonoramente comparado com o single de Björk, "Venus as a Boy". "Some Kind of Bliss" proviu a Minogue um som mais ousado, com guitarras tomando o lugar da caixa de ritmos batendo fortemente, caracterizado em seus esforços anteriores.Desconhecido (30 de agosto de 1997). "Review of Some Kind of Bliss". Music Week. p. 1. A quarta faixa, "Did It Again", usou uma abordagem semelhante com uso de guitarras, tambores, violões e teclados. "Too Far" e "Limbo" são faixas com drum and bass "esquizofrênicos", que apresentam elementos da música rock.
Temas e influências na composição Minogue é creditada como o coautora de todas as músicas do álbum. Minogue disse para a Mag UK que cada música tem sua "própria Kylie persona" e queria que fosse "seu esforço mais pessoal". "Too Far" foi escrito em um café local aonde Minogue visitava regularmente.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 29: Too Far). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "Breathe" foi escrito no Japão, onde ela se sentiu "calma".An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 32: Breathe). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. Minogue disse que "Dreams" é sobre ela que empurra os limites pessoais.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 39: Dreams). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "Limbo" é sobre a frustração de Minogue de não ver ninguém de um determinado país devido às leis burocráticas.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 37: Limbo). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. A letra foi originalmente redigida de forma diferente, mas o resultado final foi desfeito.
Seu relacionamento com Stéphane (e relacionamentos anteriores) serviu como um tema central para o álbum. "Cowboy Style" é sobre Minogue tornar-se confortável com Sednaoui. William Baker, que até hoje é o segundo diretor criativo de Minogue, sentiu que a canção foi inspirada pela cultura do Oriente Médio e do misticismo.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 27: Cowboy Style). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "Say Hey" é sobre a comunicação de Minogue com Sednaoui. "Drunk" fala sobre o desejo de satisfação do Sednaoui.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 34: Drunk). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. "Through the Years" foi a única canção que falava sobre seus relacionamentos anteriores. Ela revelou que vendo um ex-namorado um dia a fez "despejar" as letras da canção.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 38: Through the Years). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002.
O status de Minogue como uma celebridade foi outra influência através do álbum.Impossible Princess (2xCD) (Liner notes da edição especial). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 2003. 82876511152. Em "Did It Again", Minogue discute sua repetição para "fazer as coisas de novo e de novo", com temas, incluindo a auto-consciência.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 31: Did It Again). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002. Alguns críticos elogiaram como Minogue retratou-se no vídeo para criar uma imagem de insegurança, com base em quatro Kylies e o conteúdo lírico. "Some Kind of Bliss" é sobre ela ser feliz. Sobre a canção, disse: "Para mim [a canção] é sobre poder, não necessariamente fechar os olhos e sentir que alguém está lá, mas aquele caminho onde você está perto de alguém [...] a capacidade de sentir que alguém está com você mesmo se a pessoa está um milhão de milhas de distância". "Jump" é a capacidade de Minogue aceitar-se a si mesma por quem ela é, e a razão por que outras pessoas devem aceitá-la por quem ela é.An Interview with Kylie Minogue (Pergunta 36: Jump). Kylie Minogue. Deconstruction Records. 1997. KM002.
Capa, encarte e título