A bandeira da República Socialista Soviética da Estônia foi oficialmente adotada em sua primeira versão soviética em 1940. Ela exibia um conjunto de símbolos comunistas: uma foice e martelo amarela sobre um campo vermelho e, após a alteração oficial do desenho em 1953, uma estrela vermelha contornada de dourado acima de uma faixa de ondas azuis e brancas próxima à parte inferior.

História Primeiro desenho A União Soviética invadiu e ocupou a Estônia em junho de 1940. O país foi posteriormente anexado e incorporado à União Soviética como a República Socialista Soviética da Estônia. Pouco depois do início da ocupação, as autoridades soviéticas começaram a remover e destruir símbolos da Estônia independente. Monumentos foram demolidos e símbolos estatais — incluindo a bandeira nacional azul-preta-branca — foram proibidos.

A partir de 31 de outubro de 1940, as autoridades de ocupação utilizaram uma bandeira vermelha de estilo soviético, na qual a sigla ENSV, em alfabeto latino, substituía a estrela acima da foice e do martelo.

Segundo desenho Depois que a ONU admitiu a RSS da Ucrânia e a RSS da Bielorrússia como membros fundadores separados em 1945, tornou-se evidente o problema de quase todas as repúblicas soviéticas utilizarem bandeiras vermelhas praticamente idênticas. Em resposta, o Presidium do Soviete Supremo da URSS aprovou, em 1947, uma resolução determinando que as repúblicas soviéticas redesenhassem suas bandeiras. A resolução estabelecia que as novas bandeiras republicanas deveriam: 1) manter o campo vermelho como cor predominante; 2) incluir a foice e o martelo e a estrela vermelha da bandeira estatal da URSS; e 3) incorporar cores nacionais e/ou ornamentos que representassem a respectiva república.

As autoridades soviéticas na Estônia adotaram um novo desenho em 6 de fevereiro de 1953. A bandeira atualizada seguia o estilo geral da bandeira da União Soviética, com seis ondas pontiagudas azuis e brancas acrescentadas à parte inferior, simbolizando o Mar Báltico. O desenho empregava ondas pontiagudas e mantinha uma faixa vermelha abaixo delas para distingui-la da semelhante bandeira da RSS da Letônia. A disposição das cores azul e branca também foi calculada cuidadosamente para impedir a formação da combinação azul-preto-branco quando a bandeira fosse exibida com uma fita preta de luto.

O decreto de 1953 do Soviete Supremo da RSS da Estônia definiu o desenho da bandeira da seguinte forma:

Estabelecer como bandeira da República Socialista Soviética da Estônia um pano vermelho atravessado por uma faixa ondulada azul, com duas faixas brancas sobre ela, formando seis ondas pontiagudas ao longo do comprimento da bandeira. A faixa ondulada azul, juntamente com as faixas brancas, deverá constituir três décimos da largura da bandeira. A faixa vermelha superior deverá constituir metade da largura da bandeira, e a faixa vermelha inferior, um quinto da largura. No canto superior esquerdo da seção vermelha superior da bandeira, a uma distância de um sexto do comprimento da bandeira em relação à tralha, deverão ser representados uma foice e um martelo dourados e, acima deles, uma estrela vermelha de cinco pontas contornada de dourado. A proporção entre a largura e o comprimento da bandeira deverá ser de 1:2.

Restauração da bandeira nacional e restrições aos símbolos soviéticos Durante o período de domínio estrangeiro entre 1940 e 1991, a diáspora estoniana e os representantes diplomáticos estonianos no exterior continuaram a utilizar a bandeira nacional da Estônia. Dentro da União Soviética, porém, o tricolor azul-preto-branco e até mesmo referências à combinação dessas cores eram proibidos e podiam resultar em punições legais até 1988.

Em 20 de outubro de 1988, o Soviete Supremo da RSS da Estônia aprovou o "Regulamento sobre o Uso dos Símbolos Nacionais da Estônia", que descriminalizou o uso da bandeira azul-preta-branca.

Na noite de 23 de fevereiro de 1989, a bandeira da RSS da Estônia foi definitivamente arriada da torre Pikk Hermann, no Castelo de Toompea, tradicional torre simbólica de bandeiras da Estônia, que durante séculos representou a autoridade política sobre o país. No dia seguinte, 24 de fevereiro de 1989, 71.º aniversário da República da Estônia, a bandeira nacional azul-preta-branca foi hasteada na torre pela primeira vez desde 22 de setembro de 1944, quando o governo interino de Otto Tief havia exercido autoridade durante o breve intervalo entre a retirada alemã e o retorno das forças soviéticas.

Com a Lei sobre os Símbolos da Estônia, adotada em 8 de maio de 1990 — mais de um ano antes da restauração plena da independência —, o uso da bandeira, do emblema e do hino da RSS da Estônia como símbolos estatais foi encerrado, e a denominação oficial "República Socialista Soviética da Estônia" foi substituída por "República da Estônia". Em 7 de agosto de 1990, o Conselho Supremo da República da Estônia restaurou oficialmente a bandeira azul-preta-branca como bandeira estatal da República da Estônia.

Durante o período de transição que antecedeu a restauração da independência, a bandeira da RSS da Estônia foi utilizada pelo movimento pró-soviético Intermovement, formado sobretudo por russos étnicos residentes na Estônia. Em 15 de maio de 1990, a organização realizou uma manifestação diante do Castelo de Toompea, sede do Parlamento da Estônia. A manifestação tornou-se violenta: os manifestantes invadiram o pátio interno do castelo e tentaram entrar no próprio salão do parlamento. Durante o protesto, a bandeira da RSS da Estônia foi hasteada sobre o edifício. O anúncio radiofônico do primeiro-ministro Edgar Savisaar — "Toompea está sob ataque, repito: Toompea está sob ataque" — mobilizou uma multidão ainda maior de estonianos, que chegou a Toompea e obrigou os manifestantes contrários à independência a dispersar. Os manifestantes pró-soviéticos foram forçados a deixar a área com suas bandeiras soviéticas e da RSS da Estônia, enquanto manifestantes estonianos, gritando "Vergonha, vergonha", formavam um corredor para permitir sua saída.

Em 21 de abril de 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, o Riigikogu aprovou alterações legais que passaram a proibir a exibição pública de símbolos ligados à prática de um ato de agressão, genocídio, crime contra a humanidade ou crime de guerra quando exibidos de maneira que expresse apoio ou justificação a tais atos.

Ver também Bandeira da União Soviética Bandeira vermelha Emblema da República Socialista Soviética da Estônia Bandeira da Estónia

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