Mendo Gonçalves (997 - 6 de outubro de 1008) foi conde (comes), igualmente chamado duque (dux)"O título (dux de Galicia, em latim medieval) vem de cartas póstumas. Ele é também por vezes referido como Mendo Gonçalves II, ou Menendo González II na historiografia em castelhano e mesmo na literatura em inglês, para distingui-lo de seu avô, Hermenegildo Gonçalves, já que o nome Mendo / Menendo / Menendus é derivado de Heremengild / Hermenegildo / Hermenegildus. do Condado Portucalense. Filho do conde Gonçalo Mendes e da condessa Ilduara Pais, sucedeu seu pai no título.

Biografia Documentos de seu tempo registam-no como "Mendo Gundisalviz" ou "Menendus Gundisalviz", tendo aparecido pela primeira vez na documentação medieval em 981 confirmando umas doações ao Mosteiro de Lorvão, e a primeira vez com o título de conde em 999. Governou vários territórios, incluindo o bracarense e a região de Maia em Portucale que seu pai, o conde Gonçalo Mendes havia governado anteriormente. Presente assiduamente na corte de Bermudo II de Leão, confirma alguns dos principais actos jurídicos do monarca, como a doação do rei a Sabarico, bispo de León, em 991. Mendo Gonçalves teria ainda se responsabilizado pela educação do filho de Bermudo II de Leão, Afonso, o futuro rei Afonso V de 999 até sua morte e foi um dos regentes durante a menoridade do infante. Os estados do conde foram atacados em 1002 pelo Abedal Maleque Almuzafar, filho do Almançor mas um ano depois, em 1003, fez a paz entre Leão e o jovem emir.

No parecer de Luiz de Mello Vaz de São Payo, Mendo faleceu num ataque viquingue à Galiza; para o historiador José Mattoso, citado por Oliveira Marques, Mendo Gonçalves foi assassinado, conjectura-se, por infanções, rivais dos condes ou duques portucalenses, surgidos aos fins do e desprovidos de títulos nobiliárquicos.

Relações familiares Ascendência Foi filho de Gonçalo Mendes, conde e dux magnus de Portucale, e de Ilduara Pais, filha de Paio Gonçalves, conde de Deza, e de Ermesinda Guterres de Coimbra, filha do conde Guterre Mendes e de Ilduara Ériz.

Matrimónio e descendência Foi casado com Tutadona Moniz, ou ainda, Tuta ou Toda (morta em 1025), filha de Munio Froilaz de Coimbra e de Elvira Pais Deza. Deste casamento nasceram os seguintes filhos:

Gonçalo Mendes; Ramiro Mendes, alferes real a partir de 1015, esposo de Toda Velaz; Egas Mendes; Munio Mendes; Elvira Mendes,rainha consorte de Leão, casada em 1014 com Afonso V de Leão; Rodrigo Mendes, ancestral maternal de Bermudo Peres de Trava; Ilduara Mendes, esposa de Nuno Alvites, conde de Portucale, falecido em 1028; Aldonça Mendes; Pelayo Mendes, armiger regis entre 1012-1014.

Notas

Bibliografia

Ver também

Cálice de São Geraldo

Ligações externas Cronologia dos séculos VIII-XI, por Ricardo Costa (História Medieval)

Categoria:Condes de Portucale Categoria:Assassinados no século XI