Antônio Lima dos Santos, mais conhecido como Lima (São Sebastião do Paraíso, 18 de janeiro de 1942 – Santos, 3 de fevereiro de 2025) foi um futebolista brasileiro.
Foi um dos jogadores mais versáteis da história do futebol, jogando em várias posições como volante, lateral direito, esquerdo e zagueiro, e, por isso, tinha o apelido de "Coringa".
Fez 694 partidas oficiais pelo Santos FC, marca só superada por Pelé, Pepe e Zito.
Carreira
Início na várzea e no Juventus da Mooca Ainda bem pequeno, com seis meses de idade, após o pai falecer, veio com sua mãe dona Izabel Fernandes dos Santos, morar em São Paulo. Lima começou a jogar futebol ainda menino nos campos de várzea do Belém, bairro da zona leste paulistana. Com apenas 16 anos atuava por times como Luso Nacional, Filépo, Marabá, Leão do Norte e Águia Branca.
Após ser descoberto por um ex-jogador do Juventus chamado Osvaldinho, Lima recebeu a proposta de um teste para as categorias de base do clube, onde passou nas seletivas e em 1958 passou a atuar no Infantil, Juvenil e no Aspirantes do clube, mesmo contrariando sua mãe que queria que o garoto estudasse contabilidade.
Em 1959, foi levado pelo treinador Bauer para integrar o elenco profissional, quando tinha 17 anos. Lima usou a camisa 5 grená atuando como volante. Na partida em que Pelé marcou o que considera seu gol mais bonito, no dia 2 de agosto de 1959 no Estádio da Rua Javari, Lima jogava pelo Juventus.
Em 1960, Lima foi convocado para a Seleção Paulista que disputou o Campeonato Brasileiro de seleções estaduais daquele ano, sendo reserva de Zito. No mesmo ano, foi especulado para uma provável convocação para a seleção brasileira olímpica que disputaria os Jogos de Roma de 1960, pois ainda era amador, possuindo um contrato de gaveta com o clube paulistano. Então, no mesmo ano, se tornou um jogador profissional remunerado.
Santos FC No ano de 1961, foi contratado pelo Santos, após se destacar no Campeonato Paulista. O novo contratado estreou em 19 de abril daquele ano, uma quarta-feira à noite, no Pacaembu, em jogo do Torneio Rio-São Paulo, onde o time santista foi derrotado pelo placar de 5 a 1 diante do Flamengo.
Apesar da idade, Lima atuou em 74 jogos no ano de 1962, e foi fundamental nas conquistas dos títulos de Campeão Paulista, Campeão Brasileiro, Campeão da Taça Libertadores e Campeão Mundial.
A última partida de Lima com a camisa do Santos Futebol Clube foi no dia 30 de outubro de 1971 no empate em 1 a 1 diante do Corinthians, no Pacaembu. Pelo Santos, Lima conquistou 22 títulos oficiais, além de inúmeros torneios. O Coringa da Vila permaneceu no Peixe até o ano de 1971, disputando 694 jogos e marcando 65 gols.
Fim de carreira Lima foi contratado em 1971 pelo Jalisco Gadalajara, do México, onde permaneceu até 74.
Em sua volta ao Brasil defendeu o Fluminense e em 1975 voltou para a América do Norte e jogou nos Estados Unidos pelo Tampa Bay Rowdies, antes de encerrar sua carreira na Portuguesa Santista em 1979, onde passou quatro anos.
Seleção Brasileira Foi relacionado na lista de 40 jogadores pré-convocados para a Copa do Mundo de 1962, mas não foi à Copa.
Ganhou sua primeira chance na Seleção Brasileira numa excursão à Europa – seu primeiro jogo foi em 26 de abril de 1963, num amistoso não oficial contra o Racing Club, de Paris.
Fez parte da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, e atuou em três partidas, sendo um dos poucos a não ser substituído.
Ao todo, realizou 19 jogos pela Seleção Brasileira e marcou 6 gols.
Pós aposentadoria Na década de 1980 passou a trabalhar nas categorias de base do Santos, como “olheiro”.
Em 2021, se tornou o oitavo Ídolo Eterno do Santos, projeto de valorização aos craques do clube.
Em 2022, foi lançado o livro "Lima: Um curinga entre reis", escrito pelos pesquisadores e jornalistas Fernando Ribeiro e Vinícius Cabral.
Morte Morreu no dia 3 de fevereiro de 2025 aos 83 anos, após passar 1 mês internado por problemas nos rins e no coração.
Títulos Santos Copa Intercontinental: 1962 e 1963 Recopa Intercontinental: 1968 Taça Libertadores da América: 1962 e 1963 Supercopa Sulamericana dos Campeões Intercontinentais: 1968 Campeonato Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968 Torneio Rio-São Paulo: 1963, 1964 e 1966 Campeonato Paulista: 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969
Vida pessoal Foi casado com dona Vera Lúcia Cholby e pai de Denys e Marcel.
Ligações externas Site de sua Biografia
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