Metropolitano do Porto é a rede ferroviária de transporte público que serve a Área Metropolitana do Porto, em Portugal. É administrada, em regime de concessão, pela empresa Metro do Porto, S.A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, e abrange mais de um milhão de habitantes repartidos por oito municípios. É a rede de metropolitano ligeiro mais extensa de Portugal, com 70,1 quilómetros de linhas comerciais duplicadas, em 2024.

O sistema conta com 85 estações, distribuídas por seis linhas, maioritariamente à superfície, e 8,3 quilómetros em túnel. O investimento médio na construção foi de 16 milhões de euros por quilómetro.

Em 2023, foram transportados mais de 79 milhões de passageiros, número que estabeleceu um recorde histórico de procura. Esse marco foi ultrapassado em 2024, com 89,78 milhões de passageiros.

No final de 2023, ao completar 21 anos de funcionamento, a rede tinha já transportado mais de mil milhões de passageiros desde a sua inauguração.

História Tratou-se de uma iniciativa lançada no primeiro mandato do então presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes e por sua iniciativa. A primeira linha do Metro do Porto — ligando Senhor de Matosinhos à estação da Trindade (linha A) — foi inaugurada no dia 7 de dezembro de 2002 pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, circulando em regime experimental no final desse ano. Nesta primeira fase, a rede possuía apenas 11,8 km e 18 estações, todas de superfície, exceto a estação Casa da Música, sendo o antigo túnel ferroviário da Lapa, reconvertido para a rede do metro, o único percurso subterrâneo. A 5 de junho de 2004, a linha foi estendida até ao Estádio do Dragão, pronta para o Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2004, que decorreu nesse ano em Portugal. A rede ganhou 3,8 km de linha e 5 novas estações no centro do Porto, em túnel subterrâneo aberto propositadamente para o metro.

Em 27 de maio de 2006, em cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, considerou-se concluída a primeira fase da rede, com a entrada em funcionamento da linha Violeta (linha E), que passou a ligar a Baixa do Porto ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, sendo a primeira rede de metropolitano em Portugal a fazer tal tipo de ligação e a segunda na Península Ibérica. Esta nova linha usa o canal da linha B, acrescentando apenas 1.480 m e 3 novas estações.

O Metro tem conseguido uma adesão significativa por partes dos utentes em especial no troço Trindade-Senhora da Hora, mas também na Linha Amarela; muito devido ao tempo de espera ser bastante reduzido, muitas vezes na ordem dos 4 minutos ou menos, à articulação com a rede STCP e aos empreendimentos construídos junto das linhas da rede por toda a área metropolitana. Em 2006, após a conclusão de todas as expansões de rede da primeira fase, o metro conseguiu um aumento de 109,1% no número de utentes, chegando perto dos 40 milhões de passageiros.

A 2 de janeiro de 2011 abre a linha F (laranja), faz a ligação entre a estação Estádio do Dragão e Fânzeres, em Gondomar.Metro do Porto: Estação de Santo Ovídio abre a 15 de outubro

Em , dia de Cortejo Académico da Universidade do Porto o Metro do Porto fixou um novo máximo absoluto em número de clientes - mais de 390 mil pessoas viajaram no metro ao longo do dia. Uma marca histórica que supera os 358 mil clientes – a 29 de novembro do ano de 2024, devido ao jogo de futebol feminino entre Portugal e a República Checa.

Bilhética O Metro do Porto usa um cartão com chip chamado Andante TMP que é intermodal, podendo ser usado noutras transportadoras da Área Metropolitana do Porto, como STCP, UNIR ou CP (esta última especialmente com os seus serviços urbanos locais). A adopção deste cartão fez do Metro do Porto a primeira infraestrutura de transportes públicos no mundo a usar bilhetes de baixo-custo sem contacto, podendo o utente manter o cartão na bolsa ou na carteira tendo unicamente que a passar pelo scanner para validar a viagem.

Existem quatro versões do bilhete: o Andante Azul, o Andante Prateado, o Andante Tour e a aplicação Anda:

O Andante Azul é um bilhete para viagens ocasionais e necessita de ser carregado com um determinado número de viagens, se forem carregadas 10 viagens, uma é oferecida. O Andante Prateado é uma assinatura mensal que permite um número ilimitado de viagens durante um mês. O Andante Tour é um cartão de transporte não recarregável válido por 24 ou 72 horas, dependendo da opção escolhida e permite viagens ilimitadas. Este cartão é destinado principalmente para turistas. A Aplicação Anda substitui os cartões físicos, otimizando todas as viagens efetuadas ao longo do mês de forma a que o utente pague o menor valor possível. Disponível para dispositivos Android com a versão 9.0 ou superior equipados com NFC e Bluetooth.

Os Andantes Azul e Prateado podem ser carregados nas caixas multibanco, nas máquinas de venda automática das estações, nas papelarias e na aplicação Anda.

O sistema Andante TMP funciona por zonas, sendo que o preço mais baixo a pagar é o de duas zonas, mesmo que se viaje apenas dentro de uma zona.

Frota miniaturadaimagem|Lado-a-lado, os dois modelos que serviram no M.P. na década de 2010.

O Metro do Porto dispõe de um total de 102 unidades “VLT” de três tipos; Eurotram e Traintram, ambos do modelo Flexity, da Bombardier e CRRC Tram. São bidirecionais, tripulados por um condutor em cabina segregada, com piso rebaixado e vastas janelas, em libré amarela e preta. Em termos da sua capacidade e desempenho são mais pesados que os equivalentes de Almada (MTS) e de Lisboa (Carris).

Flexity Outlook/Eurotram (MP001 a MP072)

miniaturadaimagem|Flexity Outlook Eurotram.

Em 2002 entraram ao serviço 72 unidades Flexity Outlook Eurotram, da marca ADtranz — esta fora já adquirida pela Bombardier em 2001, mas estava ainda a satisfazer a encomenda do Metro do Porto, anterior a esta data. Esta série foi manufaturada na fábrica Sorefame da Amadora.

Cada composição mede 35 m de comprimento por 265 cm de largura, e pode atingir os 80 km/h; o piso é 100% rebaixado, tendo 80 assentos e espaço para 136 passageiros em pé.

Flexity Swift/Traintram (MP101 a MP130)

miniaturadaimagem|Flexity Swift “Traintram”.

Em 2010 começaram a circular 30 exemplares do Flexity Swift (também Bombardier) — veículos mais pesados, escolhidos para as circulações mais longas e/ou com paragens mais espaçadas (linhas B+Bx e C). São constituídos por três segmentos articulados, tendo o do meio dois bogies; medem no total 37 m de comprimento por 265 cm de largura, com velocidade máxima de 100 km/h; tem lugar para 100 passageiros sentados e 148 em pé num habitáculo de piso rebaixado em 70%.

CRRC Tram (MP201 a MP218)

miniaturadaimagem|Veículo CRRC exposto no Cais 3 da estação Trindade, em fevereiro de 2023.

Em 2020 foram adquiridos mais 18 veículos pelo preço de 49,6 milhões de euros. Estes novos veículos estão vocacionados para linhas urbanas (do tipo Eurotram) ao qual o fabricante chinês CRRC foi o escolhido, no relatório preliminar, para o fornecimento desses novos veículos. Com 35m de comprimento e especial foco na acessibilidade, estas carruagens apresentam sete portas duplas em cada lado, ao invés das seis portas do Eurotram e das quatro portas disponíveis no Traintram.

Em resultado do concurso público internacional, a Metro do Porto acaba de adjudicar 22 novos veículos à CRRC, num investimento de 69,5 milhões de euros financiado pelo Sustentável 2030 e pelo Fundo Ambiental. As novas composições vão começar a chegar ao Porto no final de 2026, antes da entrada em operação comercial da Linha Rubi, à qual estão prioritariamente destinados.

Automotoras a diesel da fase de transição miniaturadaimagem|Automotora CP 9630.

Antes da conversão da rede de caminhos-de-ferro de via estreita para a nova rede de metro, e também durante a fase de transição, parte da frota de automotoras diesel de via estreita da C.P. - Comboios de Portugal esteve ao serviço da Metro do Porto SA. As automotoras da série CP 9600 da Alstom e CP 9630 da Sorefame/ABB realizaram serviço entre Trindade e Senhora da Hora e nas Linhas do Porto à Póvoa (Senhora da Hora - Póvoa de Varzim) e de Guimarães (Senhora da Hora - Trofa). Durante esta operação de transição, as automotoras da CP tiveram o logótipo da CP substituído por uma placa com a mensagem "Ao Serviço da Metro do Porto, SA".http://www.railfaneurope.net/pix/pt/narrow_gauge/9630/cp9630porto.jpg A frota de automotoras CP 9600 foi resguardada no Parque Oficinal de Guifões até serem vendidas em segunda mão para os Camarões e Argentina.

Rede A rede do Metro do Porto, apesar de comercialmente explorada em 6 linhas e 7 serviços, consiste topologicamente num tronco de via longitudinal (onde circulam as Linhas A+B+C+E+F) com uma via que o cruza transversalmente (para a Linha D) e um ramal de ligação sem serviço comercial (Túnel J); no lado oeste deste cruzamento quatro ramificações entroncam sucessivamente no tronco principal, o qual apresenta uma infraestrutura mais pesada na parte central, atravessada por trânsito ferroviário mais intenso. A alimentação é de 750 V em corrente contínua.Der weltweite Markt für Light-Rail-Vehicles : Märkte - Beschaffungen - Hersteller - Trends : 8. SCI Verkehr GmbH: Köln, 2008.09

Linhas e estações

Linha Terminais Abertura Comprimento Estações (VER) Plataforma Veículo Validações(2025) Senhor de Matosinhos ⇵ Estádio do Dragão 23 Flexity Outlook 4,59 milhões Póvoa de Varzim ⇵ Estádio do Dragão 36 Flexity Swift 4,91 milhões ISMAI ⇵ Campanhã 24 Flexity Swift-CRRC Tram 3,07 milhões Hospital São João ⇵ Vila d’Este 19 Flexity Outlook 30,87 milhões Aeroporto ⇵ Estádio do Dragão 21 Flexity Outlook-CRRC Tram 1,29 milhões Senhor de Matosinhos ⇵ Fânzeres 33 Flexity Outlook 2,66 milhões Casa da Música ⇵ São Bento prevista para 2027 4 Casa da Música ⇵ Santo Ovídio prevista para 2028 8 Senhora da Hora ⇵ Estádio do Dragão 14 47,11 milhões Totais 85 120 94,54 milhões

MetroBus

miniaturadaimagem|MB1 na praça do Império.

As obras de infraestrutura da primeira linha, Boavista-Império, foram a cargo do consórcio formado pela ACA construções e pela Alves Ribeiro e duraram de fevereiro de 2023 a agosto de 2024 mas o serviço não começou por falta de veículos. Houve atraso porque o concurso para o material circulante não considerou inicialmente a necessidade das portas ficarem do lado esquerdo e não do lado direito.

Os doze veículos articulados, de 18 metros de comprimento e capacidade para 133 pessoas, produzidos por um consórcio liderado pela Caetano Bus, eram supostos chegar no início de 2025 com ensaios a arrancar em janeiro. Agora parece que chegarão em maio para o serviço começar no fim de junho.

O concurso da segunda fase foi travado pela justiça no verão de 2024. Entretanto, segundo a agência Lusa, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, confirmou que o processo está finalmente desbloqueado. O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto anulou a adjudicação à empresa DST e determinou a adjudicação à empresa classificada em segundo lugar, a Alexandra Barbosa Borges (ABB), que tinha avançado com a ação judicial.

LinhaAberturaComprimentoEstaçõesVeículoCasa da Música ⇵ Império4,2 kmx24px Casa da Música x24px Guerra Junqueirox24px Bessax24px Pinheiro Mansox24px Serralvesx24px João de Barrosx24px ImpérioCasa da Música ⇵ Anémona6,0 kmx24px Casa da Música x24px Guerra Junqueirox24px Bessax24px Pinheiro Mansox24px Antunes Guimarãesx24px Garcia da Hortax24px Nevogildex24px Castelo do Queijox24px AnémonaMuro ⇵ Interface Trofa20317,2 kmx24px Muro x24px Serrax24px Lantemilx24px Bougadox24px Pateirasx24px Paços do Concelhox24px Trofa Sulx24px Interface Trofa 10px

Integração com outras redes de transportes 300px|miniaturadaimagem|esquerda|Rede de transportes públicos do Porto, com o Metro do Porto, Urbanos da CP, eléctricos, teleférico e funicular.