Raimundo Magalhães Júnior (Ubajara, — Rio de Janeiro, ) foi um jornalista, poeta, biógrafo, historiador e teatrólogo brasileiro. Assinava R. Magalhães Jr.. Biografia Autor polêmico, entre muitas outras obras escreveu Rui: o homem e o mito (1964), na qual contestava o culto prestado a Rui Barbosa, apontando contradições e impropriedades nas suas ações políticas e em suas obras. Foi também poeta, além de tradutor de poetas como Guillaume Apollinaire e outros vanguardistas, autor de várias obras sobre teatro e pesquisador de autores e eventos da história brasileira. Foi casado com a escritora Lúcia Benedetti e pai da carnavalesca Rosa Magalhães

Academia Brasileira de Letras Ocupou a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de agosto de 1956 na sucessão de Aquino Correia. Foi recebido pelo acadêmico Viriato Correia em 6 de novembro de 1956. Recebeu os acadêmicos Diná Silveira de Queirós e Jorge Amado.

Obras Conto, Crônica e novela

Impróprio para menores (1934); Fuga e outros contos (1936); Chico-vira-bicho e outras histórias, literatura infantil (1942); Janela aberta (1945); Quero em teu seio adormecer (1970).

Teatro

O homem que fica (1934); Um judeu (1939); Mentirosa (1939); Carlota Joaquina (1939); A família Lero-lero (1941); Trio em lá menor (1942); Novas aventuras da família Lero-lero (1945); O testa-de-ferro (1945); Vila Rica (1945); O imperador galante (1946); Canção dentro da pão (1945).

Biografias e ensaio

Artur Azevedo e sua época (1953); Idéias e imagens de Machado de Assis (1956); Machado de Assis, funcionário público (1958); Machado de Assis desconhecido (1955); Ao redor de Machado de Assis (1958); Três panfletos do Segundo Reinado (1956); O fabuloso Patrocínio Filho (1957); Deodoro a espada contra o Império (1957); Poesia e vida de Cruz e Sousa (1961); Poesia e vida de Álvares de Azevedo (1962); Poesia e vida de Casimiro de Abreu (1965); Rui: o homem e o mito (1964); A vida turbulenta de José do Patrocínio (1969); Martins Pena e sua época (1971); José de Alencar e sua época (1971); Olavo Bilac e sua época (1974); Poesia e vida de Augusto dos Anjos (1977); A vida vertiginosa de João do Rio (1978).

Dicionários

Dicionário de coloquialismos anglo-americanos, provérbios, idiotismos e frases feitas (1964); Dicionários de citações brasileiras (1971); Dicionário brasileiro de provérbios, locuções e ditos curiosos (1974); Como você se chama? (1974).

Obras organizadas

De Machado de Assis, Contos e crônicas (1958); Contos esparsos; Contos esquecidos; Contos recolhidos; Contos avulsos; Contos sem data; Crônicas de Lélio; Diálogos e reflexões de um relojoeiro, todas editadas em 1966, pela Civilização Brasileira. De Artur Azevedo, Histórias brejeiras, contos escolhidos (1962). De Olavo Bilac, Sanatorium. Organizou ainda a Antologia do humorismo e sátira, de Gregório de Matos a nossos dias (1957); O conto do Rio de Janeiro (1959); O diabo existe?, as melhores histórias diabólicas de todos os tempos (1974).

Biblioteca Virtual de Literatura Latin American Theatre Review (1982)

Ligações externas

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