João Baptista da Silva Lopes, mais conhecido por Silva Lopes (Lagos, 28 de Novembro de 1781 — (?), 28 de Agosto de 1850), foi um advogado, político e escritor português.

Biografia thumb|250px|Paços do Concelho de Lagos Frequentou a Universidade de Coimbra, tendo adquirido o grau de Bacharel em Leis. Em Lagos, foi advogado, funcionário público, procurador judicial e vice-cônsul de Espanha.

Simpatizante do Liberalismo e da Maçonaria, fundou, em 1816, uma loja maçónica em Lagos. Em 1808, foi acusado de jacobino, tendo sido defendido pelo Bispo D. Francisco Gomes de Avelar.

Em 1821, atendeu o Congresso Constitucional, tendo denunciado o facto dos casais algarvios necessitarem de recorrer à Câmara Eclesiástica de Faro para poderem casar.

Em 1822, torna-sepresidente da Câmara Municipal de Lagos. Entre outros feitos, construiu a torre do relógio na Igreja de Santo António e adquiriu os edifícios dos Paços do Concelho e da Alfândega de Lagos para a autarquia. Apoiou a Constituição Portuguesa de 1822, tendo colocado uma lápide comemorativa nos Paços do Concelho.

Após a Vilafrancada, em 1823, é deposto e perseguido por ser constitucionalista e mação. Em 1828, por ordem do governo Miguelista, é preso no Forte de São Julião da Barra. É libertado aquando da tomada de Lisboa por parte dos liberais, em 1833.

Após a sua libertação, permaneceu em Lisboa, tendo sido sócio da Academia Real das Ciências e chefe da Primeira Repartição do Arsenal do Exército. Em 1834, é eleito deputado pelo Algarve nas cortes, e durante a Ditadura Cabralista. Durante a sua carreira como deputado, elaborou diversos projectos de lei, destacando-se os que se pronunciaram sobre o Código Penal Militar, o Sistema Métrico Decimal, a reforma do Montepio Militar, e o recrutamento militar.

Pertenceu, igualmente, à Academia das Ciências de Turim e ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

A Câmara Municipal de Lagos colocou o seu nome numa rua da antiga Freguesia de Santa Maria, no Concelho de Lagos.

Obras publicadas História do Cativeiro dos Presos de Estado na Torre de S. Julião da Barra de Lisboa (1833-1834) Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve (1841) Carta corográfica do reino do Algarve, que faz parte da corografia do mesmo reino (1842) Relação da derrota naval, façanhas e sucessos das cruzadas que partirão do Escalda para a Terra Santa no anno de 1189 (1844) A cidade de Silves num itinerário naval do século XII por um cruzado anónimo (1844) Memórias para a história ecclesiastica do Bispado do Algarve (1848) Memoria sobre a reforma dos pezos e medidas em Portugal segundo o systema metrico-decimal (1849) O elogio académico de Frei Joaquim de Santo Agostinho (1957) Gramática da Língua Portuguesa com um Sistema de Neografia

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Bibliografia

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