CooperPam (Cooperativa dos Trabalhadores Autonômos em Transporte de São Paulo) foi uma cooperativa de transportes que operou na cidade de São Paulo até o ano de 2015. Durante o período de operação, era afiliada ao Consórcio Autho Pam.
Breve história Com a privatização da CMTC em 1993, o transporte de São Paulo passou por inúmeras dificuldades, sendo uma delas, a operação de ônibus e vans clandestinas. Por muitos anos vans clandestinas circularam pelas ruas de São Paulo, fugindo da fiscalização, desviando itinerários.
Clandestinidade Em meados do ano 2000, as lotações (como eram conhecidas as vans clandestinas em São Paulo) dominavam as ruas da Capital Paulista, muitas delas eram dotadas de rádios que se interligavam com os de outros operadores, com isso, os "Perueiros" fugiam da fiscalização.
O fim da clandestinidade Com o início do Sistema Interligado em 2003, os condutores de lotações formaram cooperativas de transporte e sairam da clandestinidade. A cidade foi dividida em oito áreas e cada uma delas ganhou uma cor, para identificar a frota, terminais e estações de transferência, abrigos e pontos de parada. A CooperPam formou junto com a Cooperauhton o antigo Consórcio Autho Pam. O Consórcio Autho Pam tornou-se responsável pelo transporte alternativo das áreas 6 e 7, representadas pelas cores azul celeste e bordô respectivamente.thumb|300px|right|VW Neobus Thunder 9-150, operando a linha 6118/10 - Jardim Icaraí - Terminal Santo Amaro
Descredenciamento da Cooperauhton Os problemas da Cooperauhton começaram em 12 de setembro de 2007, quando um veículo da frota perdeu uma roda, matando um homem de 26 anos. Doze dias depois, em 24 de setembro de 2007, outro veículo perdeu o eixo e deixou duas pessoas feridas. Três dias depois, em 27 de setembro de 2007, mais um veículo perdeu a roda e feriu uma adolescente de 14 anos. Depois dos acidentes, a prefeitura de São Paulo resolveu descredenciar a Cooperauhton, em 1 de outubro de 2007. Com isso, algumas linhas e parte da frota que pertenciam a Cooperauhton foram repassadas para a CooperPam.
thumb|300px|right|VW Neobus Mega, operando a linha 6850/21 - Jardim Vera Cruz - Metrô Capão Redondo (Circular)
Cooperados Contou com mais de 1200 cooperados. A CooperPam não opera mais no transporte coletivo de São Paulo, mas ainda administra o patrimônio adquirido ao longo dos anos.
Transwolff Foi sucedida pela Transwolff em 2015, devido uma nova licitação de ônibus do transporte urbano feita pela SPTrans e pela Prefeitura de São Paulo.
Empresas de ônibus suspeitas de ligação com a facção criminosa Em 9 de abril de 2024, uma operação, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, Polícia Militar, Receita Federal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), prendeu os dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, que opera na Zona Sul da capital do estado de São Paulo, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dirigente da UPBus, que opera na Zona Leste, estava foragido. A Polícia Militar encontrou armamento, dinheiro e joias na casa de dono da Transwolff, responsável por linhas da Zona Sul da capital. A investigação aponta que as empresas eram usadas pela facção criminosa para lavar dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes. Após determinação judicial, a Prefeitura de São Paulo assumiu a operação das linhas de ônibus das empresas Transwolff e UPBus, que foram alvos de uma operação do Ministério Público.
Em 24 de abril de 2024, a Justiça de São Paulo tornou réus dez dirigentes da Transwolff, empresa de ônibus investigada por ter ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.
Em 4 de junho de 2024, a Justiça de São Paulo concedeu liberdade a dois dirigentes da Transwolff, empresa de ônibus investigada por ligação com PCC.
Em 2 de agosto de 2024, a Prefeitura de São Paulo contratou uma organização privada para realizar auditoria independente nas empresas de ônibus Transwolff e a UPBus, ambas investigadas por suposta ligação com a facção criminosa.
Em 29 de janeiro de 2025, a Prefeitura de São Paulo proibiu a UPBus e a Transwolff, ambas investigadas por ligação com a organização criminosa PCC, de operarem linhas de ônibus na capital.
Em 19 de fevereiro de 2025, a Prefeitura de São Paulo negou o último recurso apresentado pelas empresas de ônibus Transwolff e UPBus no processo administrativo contra o encerramento do contrato delas de transporte de passageiros na capital de estado.
Em 5 de dezembro de 2025, a Prefeitura de São Paulo rescindiu o contrato com a Transwolff. A SPTrans assumiu toda a gestão da companhia.
Em 19 de dezembro de 2025, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão das atividades da Transwolff. Em outro processo, o juiz suspendeu o encerramento do contrato entre a prefeitura e a Transwolff.
Em 4 de fevereiro de 2026, a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu três policiais acusados de fazer a segurança do dono da empresa de ônibus Transwolff, apontado como integrante do PCC. Na residência de um dos policiais, os investigadores apreenderam 1 milhão de reais durante a operação.
Em 16 de abril de 2026, o coronel da PM José Augusto Coutinho deixou o comando da corporação por causa do prórpio nome que foi citado em um depoimento anexado a um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar que investiga a participação de PMs na escolta ilegal a dirigentes da empresa de ônibus Transwolff ligada ao PCC, na capital do estado de São Paulo.
Em 25 de maio de 2026, a Corregedoria da Polícia Militar concluiu o inquérito que apurou a participação de policiais militares em um esquema de segurança privada ilegal para os dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, apontados como integrantes do PCC. A Corregedoria da PM indiciou o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Nereu Aparecido Alves, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e o tenente-coronel José Henrique Martins Flores.
Nova licitação de concessão dos lotes e substituição da Transwolff A prefeitura de São Paulo deu os passos para modelagem econômico-financeira do novo edital de licitação definitivo de concessão dos serviços prestados pela Transwolff Transportes Urbanos. A intenção é realizar uma concorrência robusta para atrair grandes grupos operadores que tenham fôlego financeiro para renovar a frota da região logo após a assinatura.
Apesar de tentativas judiciais da Transwolff de reverter a decisão, a prefeitura mantém o decreto de caducidade do rompimento definitivo por falha grave como base para a nova licitação.
Diferente da UPBus Qualidade em Transportes, onde a Alfa RodoBus S/A assumiu rapidamente, o tamanho da operação da Transwolff, em bairros como Jardim Ângela, Capão Redondo, Santo Amaro, Grajaú, Varginha, Parelheiros, Cidade Ademar e Marsilac, exigiu uma empresa com capacidade operacional muito maior, o que tem tornado a transição mais lenta.
Antes do edital final, a SPTrans deve abrir um período para que as empresas interessadas enviem sugestões sobre o modelo de negócio na Publicação da Consulta Pública.
Até que a licitação termine, os ônibus atuais, mesmo os ônibus mais antigos e os ônibus elétricos, continuarão circulando sob ordens da SPTrans para não interromper o serviço.
Em 21 de junho, o prefeito Ricardo Nunes e o secretário municipal de mobilidade Celso Jorge Caldeira, deram uma entrevista e confirmaram que a frota do novo edital da Transwolff será reduzida para 800 ônibus.
Isso indica que o plano técnico prevê a redução da frota operacional dos lotes da ex-Transwolff, caindo de 1,2 mil veículos para exatamente 800 ônibus, e há possibilidade da rede de linhas ficará 20% menor, de 133 linhas para 111 linhas. O secretário municipal de mobilidade, Celso Jorge Caldeira, e a SPTrans realizaram estudos demonstrando que diversas linhas de distribuição da Zona Sul possuíam itinerários sobrepostos (linhas idênticas que competiam no mesmo corredor).
O prefeito Ricardo Nunes reiterou que a diminuição da frota desse lote específico não causará redução ou prejuízo nos serviços prestados à população. As linhas sobrepostas que saírem do edital definitivo da Transwolff serão remanejadas e assumidas por empresas estruturais que já atuam na capital, como a Mobibrasil, a Viação Metrópole Paulista e a Viação Grajaú.
Essa mudança reduz o custo do contrato enviado ao TCM-SP, facilitando a atração de novas viações do interior e do litoral e de outros estados do Brasil para disputarem os remanescentes 800 ônibus operacionais divididos nos lotes D10 e D11.
A gestão municipal também garantiu que os motoristas e cobradores da Transwolff serão mantidos, e transferidos para as novas operadoras, quando estas assumirem o serviço.
Em resumo, a Transwolff juridicamente já está fora do sistema de transportes de ônibus da cidade de São Paulo, mas o processo de substituição total da operação é complexo e deve ser concluído apenas com a nova licitação definitiva.
Ligações externas Museu do Transporte Público "Gaetano Ferola" CooperPam site oficial Prefeitura descredencia Cooperauhton depois de acidente
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