Fernando Alonso Díaz (Oviedo, 29 de julho de 1981) é um automobilista espanhol que atua na Fórmula 1 pela equipe . É bicampeão mundial de Fórmula 1 em e pela , além de vice-campeão em , e pela , também vencedor de duas provas de Endurance, as 24 Horas de Le Mans de 2018 e 2019 e também as 24 Horas de Daytona de 2019.

Biografia Vindo de uma família de classe baixa, Fernando é filho de José Luis Alonso, engenheiro especialista em explosivos, e de Ana María Díaz Martínez, que trabalhava numa loja de departamentos. Ele também tem uma irmã mais velha, Lorena, que foi fundamental para a escolha da sua carreira. Quando ele tinha três anos, seu pai construiu um kart para Lorena, que o rejeitou. Nano, como é carinhosamente chamado, se interessou pelo kart e pediu para brincar com ele. Segundo o pai, Fernando era tão pequeno que chegava a cair nas curvas fechadas.

Dos quatro aos catorze anos, Fernando estudou no Colégio de Santo Ángel de la Guarda, passando, depois, para o Instituto Leopoldo Alas Clarín de San Lázaro, onde permaneceu até 2000. Abandonou a escola por conta de sua carreira automobilística.

Carreira Kart Alonso se iniciou no kart com três anos, e no ano seguinte obteve a licença oficial da Federação Espanhola. Em 1988, com sete anos, ele ganha o seu primeiro campeonato, ganhando as oito corridas que constavam do campeonato. Um ano mais tarde, em 1989, é campeão de kart das Astúrias e Galiza.

Devido às mudanças de categoria, a família não poderia sustentar as despesas. Perto do abandono aparece Genís Marco, um importador de karts, que se encarregaria do financiamento: fornecer os karts e procurar patrocinadores. Acabou ele por tornar-se, também, um patrocinador.

Em 1991, como cadete, é campeão das Astúrias e do País Basco. É campeão da Espanha em 1993 e 1994 como júnior, o que lhe permitiu competir no Campeonato Mundial no ano seguinte. Ficou com o terceiro lugar, sendo o campeão Kimi Räikkönen, que viria a ser seu adversário na Fórmula 1.

Em 1996 torna-se campeão da Espanha, do Troféu Festival de Itália, do Grande Prêmio de Marlboro e do Campeonato Mundial de juniores. No anos seguintes torna-se campeão da Espanha, Itália e da Europa na Categoria Internacional. Em 1998 volta a ganhar o Campeonato da Espanha, o Troféu Paris-Bercy, a Indústria de Itália e o Open Ford.

Fórmula Nissan Após o kart, Alonso competiu na Fórmula Nissan em 1999, pela equipe Campos Motorsport, de Adrián Campos. Teve como principal adversário pelo título o português Manuel Gião, disputando com ele até a última etapa em Valência. Alonso, que precisava da vitória e da melhor volta, ultrapassou Gião e Tomas Scheckter quando a corrida estava sob bandeiras amarelas, mas não foi punido e venceu, fazendo também a melhor volta. Ao todo, foram nove poles, oito voltas mais rápidas e oito vitórias. Totalizou 164 pontos, dois a menos do que Gião, mas como só eram contabilizados os doze melhores resultados, o português precisou descartar nove pontos, e Alonso, que não precisou descartar nenhum, ficou à frente dele por sete pontos, garantindo o título.

Fórmula 3000 Em 2000, Alonso disputou a Fórmula 3000 Internacional com a Team Astromega. O espanhol teve dificuldades nas etapas iniciais, mas as superou na reta final do campeonato, pontuando pela primeira vez com o sexto lugar no A1 Ring, conquistando seu primeiro pódio em Hungaroring e sua primeira pole em Spa-Francorchamps, onde também conquistou sua primeira e única vitória na categoria e ainda fez a melhor volta. Terminou a temporada com dezessete pontos, um a mais do que Justin Wilson, se classificando em quarto no campeonato de pilotos.

Fórmula 1 (2001, 2003–2018, 2021–)

Minardi (2001) esquerda|miniaturadaimagem|Fernando Alonso no Minardi PS01. Seu primeiro contato com a Fórmula 1 foi pela testando os modelos M01 e M02 como prêmio por seu título na Fórmula Nissan. Ele também testou com a Benetton em dezembro de 2000, visando garantir a superlicença para pilotar oficialmente na F1.

Após os testes, foi confirmada sua participação em 2001. Alonso, que tinha contrato com a Renault, foi emprestado à equipe italiana, que enfrentava dificuldades financeiras. Ele começou tendo como companheiro de equipe o brasileiro Tarso Marques, que mais tarde cedeu seu lugar para o malaio Alex Yoong. O espanhol teve como melhor resultado um décimo lugar na Alemanha, mas como apenas os oito primeiros colocados pontuavam na época, ele terminou o ano zerado. Na temporada seguinte, foi substituído pelo australiano Mark Webber.

Renault (2002–2006) Sem vaga de titular na F1 para 2002, Alonso se tornou piloto de testes da Renault. Em julho daquele mesmo ano, foi confirmado o retorno do espanhol como titular para a temporada seguinte, com Alonso ocupando a vaga de Jenson Button e sendo o mais novo companheiro de Jarno Trulli. miniaturadaimagem|Alonso no Em 22 de março de 2003, com vinte um anos, sete meses e vinte e dois dias, no , tornou-se o piloto mais jovem a conseguir uma pole position (marca que foi batida por Sebastian Vettel no de 2008) e, é o primeiro piloto espanhol a subir ao pódio. Alonso também consegue ser o piloto mais novo a ganhar um grande prêmio, o , com vinte e dois anos e vinte e seis dias (marca que também foi batida por Sebastian Vettel no Grande Prêmio da Itália de 2008). Também em , Fernando Alonso sofre um grave acidente no , mas sem consequências: seu carro bateu a mais de 280 km/h nos destroços do carro de Mark Webber e, logo em seguida, bateu com muita força no muro, em plena reta dos boxes de Interlagos.

Em 2004, Alonso se destacou ao fazer a pole para o GP da França, no qual terminou em segundo. Esse foi seu melhor resultado da temporada, com o espanhol conquistando mais três terceiros lugares na Austrália, na Alemanha e na Hungria, provas nas quais Michael Schumacher foi o vencedor em todas as vezes. O espanhol terminou a temporada em quarto, com 59 pontos.

Títulos Mundiais thumb|250px|Fernando Alonso no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005 pela .|esquerdaEm 2005, Alonso começou a temporada em terceiro, atrás de seu companheiro Fisichella, no GP da Austrália, mostrando que o R25 prometia ser o carro mais forte da temporada. Em 20 de março de 2005, no , Alonso consegue a sua segunda vitória da carreira e torna-se o primeiro piloto espanhol a liderar o mundial de Fórmula 1. Essa foi apenas a primeira de uma sequência de três vitórias consecutivas, com o espanhol dominando a temporada e desbancando a hegemonia da Ferrari e de Michael Schumacher, que vinha de uma sequência de cinco títulos consecutivos. Em 25 de Setembro de 2005, no , Alonso sagrou-se o mais jovem campeão da história da Fórmula 1, com vinte e quatro anos e cinquenta e seis dias, derrubando o recorde anterior de Emerson Fittipaldi, campeão com vinte e quatro anos, oito meses e vinte e nove dias em . Seu recorde só foi batido em , por Lewis Hamilton, que contava com vinte e três anos, nove meses e 26 dias à época de seu primeiro título. O espanhol terminou a temporada em grande estilo, ao vencer de ponta a ponta na China e dar à Renault o título de construtores. No total, foram 15 pódios em 19 corridas, incluindo sete vitórias, seis poles e 133 pontos, 21 a mais do que Kimi Räikkönen, o vice-campeão. miniaturadaimagem|199x199px|Fernando Alonso em 2006 Na temporada de 2006, Fernando Alonso disputou o título novamente, com Michael Schumacher sendo seu principal adversário. O espanhol teve uma sequência de nove pódios nas nove primeiras etapas, que incluíram seis vitórias, com quatro destas sendo consecutivas. Ele chegou a perder a liderança para o alemão da Ferrari na China, mas a recuperou no Japão, onde ele venceu e Schumi abandonou. O espanhol conquista seu segundo título mundial, também no Grande Prêmio do Brasil, chegando na segunda colocação da corrida, no dia em que Michael Schumacher fez a sua última corrida na Fórmula 1 e que Felipe Massa venceu, após treze anos sem vitória brasileira em Interlagos. Alonso também foi o mais jovem a alcançar o bicampeonato, totalizando sete vitórias e sete segundos lugares. Sua pior posição de chegada foi o quinto lugar, além das duas provas que ele abandonou, e o espanhol superou o vice Schumacher por 13 pontos.

McLaren (2007) Em 2007, após conquistar dois títulos mundiais pela , o piloto espanhol transferiu-se para a , com o status de primeiro piloto. Porém, passou a enfrentar problemas dentro da própria equipe, graças aos excepcionais resultados do estreante piloto inglês Lewis Hamilton, que logo nas primeiras corridas obteve bons desempenhos.thumb|250px|Fernando Alonso no Grande Prêmio da Malásia de 2007 pela .Os dois pilotos da equipe disputaram o título, ponto a ponto, até o final, mesmo após a polêmica declaração do dirigente da organização, Ron Dennis, no , de que "a McLaren não corria contra Kimi Räikkönen (então com dezessete pontos de desvantagem aos pilotos da McLaren), mas sim contra o próprio Alonso". A falta de apoio ao espanhol, aliado aos problemas no carro e erros de Lewis Hamilton nas duas provas finais, resultaram no surpreendente título mundial do finlandês Kimi Räikkönen, da equipe , por um ponto de diferença sobre a dupla da McLaren. Alonso no critério de desempate terminou em terceiro lugar no campeonato, já que no número de segundo lugares, Hamilton tinha um de vantagem. Dias após a prova final do campeonato, Alonso rompeu, "amigavelmente", seu contrato junto ao time britânico.

Retorno à Renault (2008–2009) Em 2008, Alonso disputou o campeonato pela equipe , marcando um retorno a equipe que defendeu nas campanhas vitoriosas de e e tendo como companheiro de equipe o brasileiro Nelson Angelo Piquet. Ao longo da temporada, conquistou três pódios, obtendo duas vitórias (Grande Prêmio de Singapura e Grande Prêmio do Japão) e um segundo lugar no Grande Prêmio do Brasil.

Singapuragate esquerda|miniaturadaimagem|Alonso durante o , que ele venceu de forma polêmica No GP de Singapura, em 2008, uma tramoia foi traçada para beneficiar Alonso. Na ocasião, Flavio Briatore, o então chefe de equipe da Renault, pediu a Nelsinho Piquet, que batesse seu carro na 14.ª volta, causando assim uma entrada do safety car: com isso, todos os pilotos fariam suas paradas para reabastecer. Alonso fez sua parada na 12.ª volta, uma jogada que no momento parecia sem sentido, mas era parte do plano. Com o safety car na pista, todos os pilotos, inclusive Felipe Massa, que liderava a corrida, fizeram seus pit-stops. Alonso tomou a liderança da corrida e venceu. O caso foi delatado por Nelsinho Piquet e seu pai, após Briatore anunciar que Nelsinho não seria mais piloto da equipe. O caso foi julgado e Flávio Briatore, foi banido da Fórmula 1, Nelsinho foi absolvido por ser o delator, Pat Symonds (membro da equipe que participou do caso), foi suspenso da Fórmula 1 por cinco anos e Fernando Alonso, por falta de provas, foi absolvido.

Ferrari (2010–2014)