Entre 1997 e 2015 a estrutura das divisões administrativas de primeiro nível era constituída de Marrocos por 16 regiões económicas, designadas wilayas, cada uma dirigida por um váli (wali ou governador) e por um conselho regional representativo das chamadas "forças vivas" da região. Segundo o artigo 101º da constituição, estas regiões têm o estatuto de coletividade local. O váli da região era também o governador da província em que reside.

thumb|upright=1.2|Regiões do Marrocos Nº nomapa Nome Capital População Ano pop.1 Chaouia-Ouardigha 20102 Ducala-Abda 20103 Fez-Boulemane 20044 Garbe-Cherarda-Beni Hassene 20045 Grande Casablanca 20096 Guelmim-Es Semara 20047 El Aiune–Bojador–Saguia el Hamra 20048 Marraquexe-Tenerife-Alhauz 20049 Mequinez-Tafilete 200610 A Oriental 200411 Oued Ed-Dahab-Lagouira 200412 Rabat-Salé-Zemmour-Zaer 200413 Souss-Massa-Drâa 200414 Tédula-Azilal 200415 Tânger-Tetuão 200616 Taza-Alucemas-Taunate 2004 As regiões assinaladas com ‡ fazem parte, total ou parcialmente do Saara Ocidental, um território onde a legitimidade da administração marroquina não é reconhecida por muitos países nem pelas Organização das Nações Unidas.

Projeto de regionalização (2010-2015) Em janeiro de 2010 começou a ser estudada e debatida uma reforma das regiões de Marrocos. Nessa data, o rei deu posse à Comissão Consultiva da Regionalização (CCR), com a missão de estudar um modelo de regionalização no país que «promova a participação dos cidadãos e fortaleça a democracia e a descentralização para promover o desenvolvimento económico, social e cultural e ajude a modernizar as estruturas do Estado e a melhorar a governança territorial.»

A comissão elaborou um relatório detalhado que propôs a redução para doze regiões, mais poderes e autonomia política e financeira às entidades governamentais regionais desconcentradas, ao mesmo tempo que se espera que tenham mais protagonismo no desenvolvimento regional, nomeadamente através do reforços dos respetivos recursos financeiros. O artigo 135 da nova adotada a 1 de julho de 2011 abriu caminho à possibilidade à criação de governos regionais eleitos por sufrágio direto.

As regiões propostas, que em muitos casos pouco tinham que ver em termos de limites com as existentes, eram as seguintes em 2012:

Tânger – Tetuão Oriental e do Rife Fez – Mequinez Rabate – Salé – Quenitra Beni Melal – Quenifra Settat – Casablanca Marraquexe – Safim Drá – Tafilete Suz – Massa Guelmim – Uádi Nune El Aiune – Saguia el Hamra Dakhla – Oued Ed-Dahab